Posts Mentioning RSS Toggle Comment Threads | Atalhos de teclado

  • leo bueno 16:37 em Saturday, 20 June 2009 Link Permanente | Responder  

    Velhas Virgens e Arnaldo Baptista em documentários 

    Vou correr atrás desses documentários, para depois postar alguma coisa para vocês. Façam o mesmo, pois devem ser excepcionais.

     
  • leo bueno 00:15 em Tuesday, 12 May 2009 Link Permanente | Responder  

    Sambô – Rock’n'Roll (Led Zeppelin) 

     
  • leo bueno 17:30 em Monday, 11 May 2009 Link Permanente | Responder  

    Vanguart no Jô 

     
  • leo bueno 00:32 em Friday, 8 May 2009 Link Permanente | Responder  

    Alarde suíno e Tchubarubada 

    Alarde suíno – Mais do que o próprio vírus em si, a gripe suína ganha mais fama com as aberturas dos telejornais. Caras fechadas, locução apressada, sem trilhas incidentais e tampouco as passagens. Os globais já caem direto no tema, com uma repórter ao vivo de um hospital paulista, onde dois casos de infecção pelo H1N1 foram confirmados. Com isso, a contradição está armada.

    Nosso Presidente já nem fala no assunto. Depois de escorregar ao comentar a recessão mundial, apelidando-a de “marolinha”, o barbudo preferiu se conter. Mandou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, alertar que a situação está sob controle. Como o vírus é importado, ou seja, infectou pessoas que estiveram no México nos últimos dias, o H1N1 não circula no país. “Todos os pacientes passam bem e não correm risco de morte. Apenas o caso do Rio de Janeiro teria condições de transmitir o vírus a outras pessoas, mas o mesmo permanece internado desde a primeira semana de Maio”, garantiu. Temporão ainda disse que o país está preparado para tratar 9 milhões de pessoas, pois tem sua estratégia sólida.

    Assim, entre suspeitos e confirmados, para quê tanto alarde, Bonner?

    Tchubarubada – O Multishow insiste na divulgação de seus contratos femininos para a temporada dos programas “Ao Vivo” e “Registro”. Enche o saco com o “ai-ai-ai-ai-ai” de Vanessa da Mata e, não satisfeito, parte para a promoção de Mallu Magalhães com aqueles berros e gemidos da suposta sensação do neo-folk brasileiro. É nessa hora que desejo arremessar a TV pela janela, mas as prestações me seguram.

    Mallu surgiu independente e, ao lado dos meninos do Vanguart (MT), trouxe de volta a sonoridade e o clima dos medalhões folk – mais pelos seus covers do que pelas suas composições. No “Multishow Registro” dos matogrossenses, ela ferrou com a bela “The Last Time I Saw You”, fazendo aquele jeito tímido e intercalando sussurros e gritinhos esganiçados. Agora ela surge dedilhando o violão de aço, pedindo que eu a acompanhe na “tchubarubada”… e eu ponho no mudo quando esse comercial passa, para que a minha pinscher pare de uivar.

    Mas vai vender pacas, tenha certeza. O povo nem liga para o que ela faz aqui e aqui mesmo. Mas sucesso da internet de verdade é o Jeremias.

     
    • Bob 21:49 em Quinta-feira, 14 Maio 2009 Link Permanente | Responder

      Questionando as razões do alarde do Bonner? Oras, essa é a função da Imprensa: gritar sobre as contradições do cotidiano, para ver se o povo fica mais esperto. Como jornalista, era sua obrigação saber disso!

      • Leo Bueno 21:57 em Quinta-feira, 14 Maio 2009 Link Permanente | Responder

        Bob,

        Quando a Imprensa só alardeia, cria o pânico na população. Se, por um lado, o Governo aparenta calma em excesso, do outro lado a mídia resolve ser um cão raivoso a gritar sobre a realidade do H1N1. No meio disso tudo, a população fica sem saber em quem confiar.

        Foi por isso que, na última frase do tópico, voltei as questões ao Bonner. Não para culpá-lo, tampouco parabenizá-lo. O que interessa é até que ponto a Imprensa deve ser trombeteira, algo que critico até mesmo fazendo parte do ramo.

        Volte sempre!

  • leo bueno 20:41 em Monday, 13 April 2009 Link Permanente | Responder  

    Reconexão sebosa 

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    O trabalho em excesso tenta tirar todo o nosso tempo. Se você não o direciona para aquilo que realmente importa, as iniciativas do estresse tomam conta e incendeiam. É por isso que, depois do amor e da família, a música é o segundo meio que mais uso para minha reconexão e recuperação da minha verdade – mesmo que ela soe datada, antiga.

    Dia desses reencontrei minhas verdades ouvindo as interpretações desses caras. Psicodelia e dub colorindo o sim de Jorge Ben (na fase mística), que já abre mentes por si próprio. O MySpace não colaborava e os fóruns da Nação Zumbi pelo Orkut só traziam links de péssima qualidade. É por isso que linkei o Original Pinheiros Style na íntegra, pois o Pedro mandou tão bem na descrição que merece a propagação blogueira. Acesse esse artigo, baixe os arquivos, ouça uma por uma das músicas e depois comente aqui.

     
  • leo bueno 13:28 em Saturday, 28 March 2009 Link Permanente | Responder  

    I love my horse 

    Depois dessa quinta-feira, quando vi o lançamento do DVD do Vanguart para a série Multishow Registro, vieram uma série de besteiras a falar sobre a Mallu Magalhães. Mas é melhor segurá-las, ao menos por enquanto, com a ajuda dos sacanas do Hermes & Renato.

     
  • leo bueno 20:39 em Tuesday, 17 March 2009 Link Permanente | Responder  

    Orkut perde a maior comunidade de troca de MP3 

    Ontem, a APCM (Associação AntiPirataria Cinema e Música) conseguiu vencer os membros da comunidade Discografias, considerado o maior ponto de encontro de quem gosta de MP3 no Orkut. Depois de diversas ameaças deste órgão, que representa um conglomerado de empresas de entretenimento, os moderadores – ainda não identificados – optaram por encerrar as atividades do fórum. Em nota aos membros da comunidade, os moderadores afirmam que a defesa de interesses não-lucrativos por parte das empresas representadas pela APCM – Universal, Sony, Columbia, Warner, MGM e outras mega-corporações do ramo no Brasil – é mentirosa. “Tais empresas se dizem sem fins lucrativos. Vamos acreditar nisso, né, gente? Como acreditamos em histórias da carochinha”, ironizam. O comunicado termina com a indicação do endereço físico e do e-mail, bem como dos números de telefone e fax, de Bruno Tarelov, representante da APCM.

    Briga antiga – Os moderadores já viviam desde 2008 uma espécie de perseguição ao conteúdo da comunidade. Por meio de denúncias ao Google, mantenedor do Orkut, a APCM conseguia eliminar os tópicos que continham links para download dos arquivos que, normalmente, continham todas as canções dos discos de cada um dos artistas compilados em um arquivo ZIP. Para combater o que chamavam de censura, os membros organizaram um abaixo-assinado virtual contra essas práticas, que ganharam ainda mais força após o projeto de Lei do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Tal projeto determinava que os provedores de acesso à Web poderiam fornecer informações pessoais de internautas sob investigação por condutas supostamente ilegais, como pedofilia e, logicamente, o download de músicas. Entretanto, mesmo com o projeto de Lei parado no Congresso, a iniciativa judicial da APCM deu resultado.

    Repercussão – Com quase 920 mil membros, a comunidade refletia o comportamento da juventude atual. Diversas pesquisas já revelaram que as novas gerações não sabem as diferenças entre a qualidade de áudio digital e a analógica, por não terem conhecido o vinil e consumirem quase que totalmente as músicas no formato digital. Tal comportamento também fortalece o índice de vendas de tocadores de MP3 e acessórios como gravadores de CD e DVD-R, estabelecendo um choque de interesesses e também uma contradição mercadológica. Afinal, o mesmo mercado que combate o download de músicas é aquele que vende iPod’s e CD/DVD-Recorders em progressões geométricas. A indústria insiste no rótulo da ilegalidade, do desvio de verbas relacionadas aos direitos autorais, mas também nunca esclarece ao certo quanto os artistas recebem em seus contratos – e obrigam os mesmos a investirem mais nas turnês do que na vendagem de discos.

    Artistas como Robbie Williams e Radiohead vão à Corte inglesa defender fãs que são processados pela indústria fonográfica. E o próprio Radiohead é um grupo que rebelou-se contra o esquemão das gravadoras e deixou que seus fãs atribuíssem valor às suas músicas – que foram baixadas também pela internet. Dessa maneira, a banda inglesa deixou a tarefa financeira na mão dos próprios fãs, que também estavam livres para baixar de graça, se quisessem. Isso prova que os artistas mudaram suas visões sobre a indústria e o consumidor final. Assim, por que a indústria insiste em seus anacronismos?

    Enquanto a APCM comemora, o mesmo Google que ajudou na exclusão de tópicos da Discografias continua listando links para download sempre que o internauta usar o seu serviço de busca. Isso sem falar nos torrents, que logo serão os próximos alvos.

     
  • leo bueno 09:57 em Sunday, 8 February 2009 Link Permanente | Responder  

    Crise fonográfica e P.S 

    Crise fonográfica – Agora que eles perceberam isso?

    P.S. do “Melhor calado – Depois de bancar o juiz do esporte nacional, Pelé resolveu cantar.

     
  • leo bueno 18:14 em Thursday, 29 January 2009 Link Permanente | Responder  

    Salve a Magia! 

    Essa história de formar parcerias pode ser uma beleza, ou então uma m* colossal. A situação fica ainda mais duvidosa quando esses parceiros nunca tiveram contato antes, ao menos perto dos holofotes. Essa é a sina do pessoal que resolve produzir algo com o Timbaland? Para alguns deles, sim.

    Primeiro foi a Nelly Furtado, que surgiu tão chata quanto a Mallu Magalhães, só que numa versão latina, ensolarada e com umas batidinhas pop (acima). Depois que Timbaland começou a ajudá-la, sua projeção artística cresceu – e o faturamento também, claro. Assim, o single abaixo tocou até cansar nas FM’s, marcando ainda mais o estilo do batidão de Timbaland – que apareceu com Duran Duran, Justin Timberlake e até a Björk.

    Agora o parceiro é outro. Timba é cult e Chris Cornell sabe que ele vai mantê-lo na mídia. Depois que o Soundgarden esfriou e a volta do Rage Against The Machine o deslocou do Audioslave, Cornell volta perdidão, gravando com o Timbaland e dizendo que a inspiração veio do Pink Floyd. Pior do que isso, só a suposição de que essa aliança reflete um novo pensamento dos músicos diante da crise mundial (vide comentários).

    Mais engraçado? Só o Ronaldo de cueca em Ibiza, decadente como o palhaço Krusty.

     
    • Carlos Matos 04:23 em Sábado, 14 Fevereiro 2009 Link Permanente | Responder

      Finalmente voltei a escrever, velho. Se puder, dá um giro por lá:

      cudelontra.wordpress.com

  • leo bueno 01:46 em Thursday, 4 December 2008 Link Permanente | Responder  

    Dias de férias 

    Quando eles chegam, ninguém acredita no quanto demoraram. Ah! Tantos foram os momentos em que tudo o que importava era quando eles chegariam, misturando ansiedade no meio da preguiça e, assim, consolidando a má-vontade momentânea. Todos já estavam atrasados, sem o charme da noiva prestes a casar e sem a pompa de estrela do rock. Isso irritava, desesperava, acumulava planos e desejos que só se concretizariam na chegada.

    Aliás, essa chegada foi engraçada. Foi em alguma hora que o sono derrotou a minha espera madrugada adentro, só pode. Tudo acertado na sexta-feira, com o fim-de-semana passando com a mesma cara dos outros. Quando acordei na vistosa segunda-feira, eles já faziam algazarra com os pássaros e o cão na praça ensolarada, chamando implicitamente por mim. Então, o banho gelado e a caneca de café terminaram com minha sonolência, me lembrando de que aquele dia deixaria de ser mal-assombrado só pela presença deles.

    Ontem à noite, eles partiram. Pediram algumas cópias dos CD-R’s que gravamos nesse período, para que a lembrança de mim lhes chegasse pelos ouvidos enquanto as paisagens passassem voando pela janela do carro. As lembranças das tardes ensolaradas agora querem se desprender das nossas peles, eu sei. Mas elas também simbolizam o abandono do jovem estressado de antes, ansioso por presenças e momentos diferentes dos que vivia, e a chegada de outro. Pena que esse leve desespero pela visita deles não segurou os ponteiros, para tornar os dias mais longos do que eles já estavam com o horário de Verão.

    Antes, os sentimentos à la Slayer só abrandavam na cerveja, deixando o way of life como nas canções do Queens Of The Stone Age. Hoje, a leveza foi o que ficou, como numa mistura de climas dos discos do Little Joy e dos Fleet Foxes. Será saudade?

    Depois de Março do ano que vem eles voltam.

     
  • leo bueno 03:02 em Thursday, 2 October 2008 Link Permanente | Responder  

    Ainda a flutuar 

    Confesso que ainda me falta a velha vontade de escrever. No entanto, enquanto reflito sobre velhos desejos que ainda nem foram escritos, novos anseios aparecem na lista, se jogam e me tornam ainda mais contraditório. Dessa forma, ainda rumino uma forma perfeita de voltar a escrever, seja para o beijo ou então para o escarro.

    No meio do tumulto da morte do Heath Ledger, lembrei de um texto antigo sobre o Carlos Lacerda. Tudo porque, agora, a mídia soltou no chão o osso da overdose e abocanhou o toco do suposto fanatismo de Ledger pela obra de Nick Drake. Claro que os cães estão ali, com o Drake na boca e vigiando a overdose de perto. Só que, dessa vez, os rumores deram vez a um vídeo feito pelo próprio Ledger com colagens de cenas de sua vida que se desenrolam ao som de Black Eyed Dog. E você pergunta: onde entra o Lacerda? A ligação se dá no “cão negro” ou “cão de olhos negros”, forma carinhosa que Churchill se referia à depressão que foi citada por Lacerda no livro em voga, virou música de Drake e supostamente pirou a cabeça de Ledger. Curioso, não?

    O assunto é velho. O jornalista, o músico e o ator são passado. Do jeito que as coisas andam, essa velha forma de blogar que uso também. Não me sai da cabeça algo relacionado a um canil, à idéia de “soltar os cachorros”, “a place where the dog barks free, para batizar o projeto. Lascar um pseudônimo também, dependendo do ânimo. Não sei. Se você tiver uma boa idéia, comente esse texto e te garanto os créditos depois.

    Enquanto isso, continuo na minha loucura corporativa de sempre. Para desestressar, libero a correnteza folk no violão de 12 cordas ou nas vitrolas de Dylan, Young, Cohen e, recentemente, Tindersticks, Los Alamos, José González, Kings Of Convenience e Iron & Wine. Ainda estou no Orkut e no MSN, amadurecendo idéias ou então não pensando em nada.

    No canto da sala, o Lobão toca Essa Noite, Não no “Acústico MTV”.

     
  • leo bueno 04:01 em Tuesday, 22 April 2008 Link Permanente | Responder  

    Ladrando forte! 

    Depois de alguns problemas técnicos e uma exclusividade repentina na cobertura (que ficou nas mãos da TV local, como você pode ver aqui), aqui estão as fotos da rock night de 11 de Abril. As fotos do show esporrento, raivoso e antológico da Cachorro Grande em São José dos Campos (SP) estão em um álbum dedicado no meu Orkut. Me adicione e confira.

    A apresentação seria melhor se a casa tivesse algo além de apenas um ventilador, que não sustentou em nada a ventilação da pista. Para completar, a alta expectativa pela banda deixou parte do público com vontade de umas 05 ou 06 músicas a mais no setlist, de preferência do primeiro disco de 1999. Mas isso é coisa de fã, chato ou algo pejorativo que você tenha na cabeça agora.

    O fato é que os gaúchos driblaram o calor e o som ligeiramente saturado para arrebentar no embalo da tour Todos Os Tempos. Beto Bruno berrava à platéia embriagada e suada, que disputava espaço na apertada pista entre empurrões e pisões nos pés. Marcelo Gross mandou ver na slide guitar e nas bases sessentistas, para pouco depois Rodolfo Krieger, o baixista, entoar sua famosa Deixa Fudê. Resultado? Um estado ébrio, uma garganta doída e rouca, mas intensa felicidade. Será masoquismo?

    Para relembrar aquela noite, The Dirty Jobs, do The Who, rolando nas caixinhas. O texto dedicado ao “mala” que insiste em dizer que esse blog é alienado fica para depois.

    P.S.: Vejam o vídeo da TV local e descubram quem é “o carequinha”.

     
  • leo bueno 01:30 em Wednesday, 16 April 2008 Link Permanente | Responder  

    Devendo na tela grande 

    Dessa vez, o Scorcese não se definiu entre o documentário ou o musical. No trailer e nos primeiros takes antes do show de Shine a Light começar, já se vão todos os atrativos dos bastidores que tanto atraem os fãs. Afinal, roqueiros sessentões são atrações ainda maiores nos camarins, fazendo o que sempre fizeram em todos esses anos e alimentando dezenas de suposições. Pena que o diretor não pensou nisso.

    Por ser tão indefinido, Scorcese não consegue o mesmo feito do documentário anterior sobre Bob Dylan. Escorregou ao revelar toda a “piada” nos trailers para, pouco depois, transformar seu filme em costuras do show atual com entrevistas antigas. Mas e a interação dos Stones com a família, as preparações antes dos shows e tudo mais? É, fica para a próxima.

    Depois de ver os gaúchos do Cachorro Grande na sexta-feira e estourar a garganta com gritaria e cerveja gelada (fotos e texto em breve, após sanar problemas técnicos), o sábado filme dos Stones foi fraco. Até porque, se fosse para assistir apenas ao show, era mais fácil e barato ficar em casa mesmo, só no DVD. Abre o olho, Scorcese!

     
  • leo bueno 22:23 em Monday, 24 March 2008 Link Permanente | Responder  

    O novo consumo musical 

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    Em maio de 2007, Trent Reznor desferiu suas velhas críticas às práticas das grandes gravadoras. Naquele momento, o alvo era o alto preço de varejo de Year Zero, trabalho anterior do Nine Inch Nails. Segundo ele, “como recompensa por ser um fã verdadeiro, você é roubado”, dentre outras. Vale lembrar que dois meses antes do lançamento oficial desse mesmo disco, a banda iniciou um alternate reality game por meio de USB drives com arquivos MP3 intencionalmente espalhados durante shows do grupo. Dentre o conteúdo dos drives, os fãs encontravam links para sites fictícios relacionados à temática do álbum. O resultado foi uma ação da RIAA (Associação da Indústria Fonográfica Americana) que tratou de fechar sites que compartilhavam esses conteúdos, o que enervou Reznor.

    Nove meses depois, Reznor divulgou uma mensagem misteriosa no site da banda, com título “02 semanas”. Já em março, saiu Ghosts I-IV, álbum duplo com 36 faixas instrumentais que, além da óbvia experimentação com distribuição digital, marca o início da nova fase da banda sem contrato com uma gravadora. O fã escolhe entre o download gratuito do primeiro volume (com 09 músicas), o download completo por US$ 5 ou a edição dupla em digipack por US$ 10. Quem gosta de luxo pode levar os dois CD’s e um DVD por US$ 75, ou então desembolsar US$ 300 numa edição limitada com 04 CD’s e um álbum de fotografias assinado por Reznor.

    E a música? – Gravado em 10 semanas de outono no hemisfério Norte, o disco é considerado por Reznor uma trilha sonora para sonhos diurnos. Segundo ele, a perspectiva visual envolveu cenários com imagens e sons onde as vozes não eram necessárias. “Começamos com improvisos, pensando em um EP com cinco canções, e a música nos guiou. Em alguns dias, ficou clara a qualidade do material e percebemos que estávamos dando forma a um belo trabalho que não seria permitido facilmente pelas grandes gravadoras”, disse. O resultado é um experimento eletrônico com texturas de piano, violões, guitarras distorcidas e algumas colagens sonoras que só é compreendido por completo quando os 04 volumes tocam direto no player, estimulando a imaginação a buscar imagens de maneira mais livre do que em canções com letras definidas.

    Estaria Reznor cansado de discursar?

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    [Reznor (de verde, ao centro) e banda.]

    Revolução digital – O lançamento de Ghosts I-IV segue uma linha semelhante à adotada pelo Radiohead com seu In Rainbows, indicando que os artistas estão cada vez mais preocupados com as mudanças causadas pela web. Com apenas três dias de lançamento, Reznor faturou US$ 750 mil com seu “álbum de graça” – sem falar na intensa divulgação das MP3 que também ocorre nos peer-2-peer ilegais. Tal fato deixa ainda mais evidentes os nichos de consumo musical: aqueles que baixam para experimentar – cuja aprovação é efetivada ao queimarem um CD-R, e os que baixam as MP3 mas depois compram os originais. Além disso, os consumidores do segundo nicho têm mais derivações, visto que têm mais opções de regalias (álbuns de fotos, discos bônus e outros materiais) para adquirir de acordo com o poder aquisitivo.

    Mas, para Reznor, a verdadeira revolução está em suas mãos. Em entrevista à Digital Music News, ele disse que o Radiohead usou a distribuição digital apenas como isca para um produto de pouca qualidade. Com isso, Reznor supõe que o alarde com os ingleses é um tanto desnecessário. “Não vejo que o que eles fizeram mereça ser chamado de revolução”, disse. Gabando-se do conceito instrumental, Trent?

    E o que você pensa disso? Vamos lá, comente!!

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  • leo bueno 03:10 em Tuesday, 11 March 2008 Link Permanente | Responder  

    Folk Night 

    Definitivamente, São José dos Campos é uma cidade difícil. São tão poucas as alternativas que você aprende a ser mais são, sóbrio e econômico. Nessa lógica, os gastos que valem a pena envolvem boas companhias, ótima música, e, claro, uma cachaça certeira. Esses três pilares me levaram até o show do Vanguart, um grupo de cuiabanos que traz na bagagem ecos de Mr. Dylan, da onda beatnik e uma interessante mistura sul-americana de línguas, influências e interesses. Com a raridade desse tipo de evento por aqui, é claro que não fiquei em casa.

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    [Helio, Douglas, Lazza e Reginaldo em ação.]

    Quando os vi ao lado de outras cinco bandas independentes num programa da MTV (não adianta, esqueci o nome), me surpreendi com a fidelidade com que os rapazes emulavam inspirações das antigas. Audições detalhadas tiraram a impressão de mais uma daquelas cópias pela metade, apenas com a casca bem estruturada e uma veneração boba. Com arranjos calcados no folk, no blues e pitadas generosas de country, o grupo fala em três línguas um discurso que te convida a viajar, mas sabe ser contido na extensão dessa proposta. E isso, leitor(a), é fundamental quando mexemos com emoções e sentidos e não queremos ser chatos como os progressivos.

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    Helio Flanders (foto) fala de amores e amizades da mesma clareza com que expõe sua poesia psicodélica. Coloca sua gaita em volta do pescoço, relembrando você sabe quem, e solta seu fluxo criativo na língua que vier. Confessa que só acredita no Semáforo e no coração, ressaltando sobre o que realmente importa: o que nos faz abrir os olhos. Com isso, as lapadas de cachaça certeira prepararam o terreno para a agitação de Hey Yo Silver e a conexão latina estabelecida com Los Chicos de Ayer. Depois da exibição fiel às gravações encartadas na Outracoisa e uma brincadeirinha com Like a Rolling Stone, a banda mandou um compasso mais lento de Drive My Car, dos Beatles, para a trilha sonora no carro ou no caminhão.

    Um lembrete para os malucos que voltariam para casa no volante?

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    [Helio e Leo pouco depois do show.] 

    Ninguém desandou em conselhos sobre prudência. Aliás, o maior presente foi a ausência dela, regada à muita Bohemia no camarim. Foi ótima a receptividade com que todos conversavam sobre a casa, sobre o público e agenda crescentes e as curiosidades/influências expressas em cada uma das canções. No momento, estão na estrada para tocar em Porto Alegre (RS) na próxima sexta. Mas nem “A Consciência”, o único sóbrio do recinto, preocupou-se com horários. Até ele gargalhou com “Silvio Santos Flanders” pedindo a última cerveja na cidade, só para não sujar seu carro!

    Devidamente satisfeitos, todos embarcaram em suas viaturas e seguiram viagem. Na volta para casa, o Greenpeace contava vantagem enquanto o dia clareava.

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    • André Bahia 01:27 em Terça-feira, 25 Março 2008 Link Permanente | Responder

      Muito bacana essa linha de trabalho da banda que na verdade é muito mais um estado de espírito do que trabalho. Felizes são aqueles que acreditam e buscam seus sonhos

      Um abraço
      Até

  • leo bueno 03:30 em Thursday, 28 February 2008 Link Permanente | Responder  

    Piratas e corvos 

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    Pirate Express - Aderi à moda dos piratas em definitivo. Depois de várias aventuras nas MP3, nada como um computador com DVD-R, Intel Dual Core e uma banda larga para as aventuras em vídeo se iniciarem. Como todo principiante, rodei algumas decodificações que saíram falhas e gastei algumas mídias com resultados sofríveis. Mas, depois das pedras, cheguei ao paraíso.

    Nesse local, encontrei Amy Winehouse (foto). Ela queria a minha presença na gravação de seu show para o One Sessions, da BBC. Foi então que a internet rodou como louca, varando madrugadas em troca de um vídeo muito bem ripado, que originou uma conversão em DVD de primeira. Nisso, o resultado em altíssima definição de som e imagem me deixou pirado. Por falta de tempo, não criei capítulos e gravei tudo junto, sem extras, em loop contínuo, totalizando uns 51 minutos aproximadamente – número sugestivo quando falamos da Amy, não?

    Pensar em alguma outra coisa depois dessa descoberta? “No, no, no!”

    *

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    Corvo em fúria - A revista americana Maxim diz que sente muito pelo ocorrido. Já Chris Robinson (foto), líder dos Black Crowes, ficou muito puto com as duas estrelas e meia que a revista deu à Warpaint, o novo trabalho da banda. Segundo Robinson, a crítica não tem validade porque não haviam cópias disponíveis do trabalho nem para o público (até mesmo os internautas), muito menos para os críticos. Isso obrigou a revista a redigir um comunicado sobre a ”contradição de sua política editorial” de ouvir todos os discos até o fim antes de qualquer letra ser publicada.

    Sinceramente, fico entre o desserviço ao Jornalismo e o exagero por parte da banda. No primeiro, os leitores são lesados. No segundo, a banda mostra que dá atenção demasiada às críticas, talvez com medo do baque de sete anos longe dos estúdios. Mas continuo dividido, entre o disparate e o confete exagerado/medroso. Se você tem alguma outra idéia, jogue lá nos comentários, pois serás bem-vindo.

    (Entenda aqui)

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  • leo bueno 10:43 em Thursday, 20 December 2007 Link Permanente | Responder  

    As cores dominicais 

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    No último domingo (16/12), rolou uma mega-comemoração do retorno da minha amada. Começou com a chegada dela do Rio de Janeiro, quando fui buscá-la na rodoviária local junto de suas milhares de malas e presentes. Aí o mundo voltou a ter cores com os nossos beijos, abraços e o nosso reencontro físico. Com toda a carga que 43 dias de saudade podem provocar, foi demais.

    Poucas horas depois, fomos no show do Tom Zé (foto), coisa rara numa cidade carente de diversidade cultural e com um cacoete terrível de cultura caipira, violas e etc. O SESC (Serviço Social do Comércio), promotor do evento, aliou-se ao Projeto Câmara de Cultura e colocou o tropicalista para tocar de graça num palco montado no Plenário da Câmara da cidade. Só que, por mais inusitado que pareça, Tom gostou da idéia. Encarnou seu lado político e discursou em cada intervalo de suas canções, divagando entre planetas e relembrando histórias. Ainda assim, as microfonias e outras falhas sonoras surgiram por culpa do lugarzinho um tanto ingrato. O Teatro Municipal mandava lembranças.

    Depois, a dupla deu aquele sumiço esperto. O celular desligou, o casal evaporou e fez com que todo o resto do mundo se apagasse. Só reapareceram ao meio-dia da segunda-feira.

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    • Carlos Matos 11:33 em Segunda-feira, 24 Dezembro 2007 Link Permanente | Responder

      “Se tudo correr bem” é o melhor. Feliz Natal também por aí e um ano novo fantástico. Abraço.

  • leo bueno 00:04 em Sunday, 18 November 2007 Link Permanente | Responder  

    Season in Hell 

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    Se seus ouvidos até já se acostumaram com o funk-rock do Red Hot Chili Peppers, achando que a onda deles hoje é muito “da levinha”, precisa ouvir os discos de John Frusciante (acima), que já foi ex-guitarrista do grupo e retornou após uma temporada no inferno. Sim, sei que a saída e o retorno dele aos Peppers já foi pauta daqui. Porém, nada disse sobre a discografia desse sujeito que consegue ser tão confessional quanto Johnny Cash – e até superando-o na franqueza – e multifacetado em seus experimentos com a guitarra.

    Os três primeiros discos dele, para mim, são obras de colecionador. Afinal, gravações sujas em quatro canais de um junkie no auge da chapação são um retrato forte de uma fase do artista, e só. Em 2001, ainda em reabilitação, lançou To Record Only Water For Ten Days e voltou aos Peppers. O clima havia mudado, já que Frusciante dizia-se fortemente conectado com o mundo espiritual e muitas daquelas canções relatavam essas experiências. Depois, em 2004, já com a ajuda de Chad Smith na bateria, Flea no baixo e Omar Rodriguez-Lopez em algumas guitarras, ele cometeu Shadows Collide With People, repleto de melodias folk-lisérgicas, pegadas guitarreiras e alguns experimentos eletrônicos que consolidaram sua música. A força de John já havia voltado, sua voz era mais forte e seu trabalho tornava-se mais acessível ao público.

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    A vontade de morrer – Depois da temática das sombras em colisão com as pessoas, essas mesmas sombras incitaram as composições de The Will To Death. Na mesma sequência, vem a força dessas obras. Frusciante compilou neste músicas cujos temas vão de seus traumas diante do espelho (que lhe revelava algumas transfigurações na face e membros, causadas pelo excesso de heroína) e os amigos e holofotes da fama que se distanciavam (letras aqui). Ele expressava sua intensa vontade de reverter a imagem de louco viciado que construíra, mesmo ciente do estigma perante a sociedade. Suas dores expostas de forma crua, em guitarra-baixo-bateria e até mesmo alguns berros nos momentos mais viscerais, são um convite para você buscar as traduções dessas letras.

    OK, alguns dirão que a percepção dele sobre o mundo foi alterada para sempre pelas drogas. Seu lirismo usa “life” e “death” mais do que qualquer outro músico, como um aficcionado pela fragilidade humana. Além disso, como já foi publicado em diversas entrevistas, Frusciante revela um quê de mediunidade que ora impressiona, ora pode render-lhe algumas zombarias. O fato é que o guitarrista emergiu ao mainstream forte e exorcizado, falando abertamente sobre esse período obscuro que afirma ter chegado ao fim. Antes chapado, hoje curado, deixou para a posteridade as provas de que seus caminhos para rimar “tristeza” com “beleza” não são tão óbvios quanto parecem.

    Depois de The Will To Death, os outros títulos passearam por influências punk e kraut-rock. Mas as pitadas de Joy Division, Velvet Underground e Nico contidas nesse disco o tornam uma  obra-prima. Depois dele, só o folk igualmente sobrio de Curtains, o último de sua série de 06 discos em 06 meses. Corra e baixe os seus!!

    *

    Na redação: A Doubt, Loss, Unchanging, The Mirror, A Loop e a faixa-título. Pra completar, uma barra de chocolate ao leite, um copo de vinho tinto e uma saudade apertada.

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  • leo bueno 22:35 em Wednesday, 24 October 2007 Link Permanente | Responder  

    A estafa ganha cores 

    As lutas pelo vil metal e o sórdido papel desgastam. Destroem punhos, poluem as vias arteriais, vibram pelas têmporas. As tristezas vêm pelas repetições, pelo desejo de resultados em massa e pela desumanização do processo. Mas essas não são as regras do Capital?

    O Capital é verde, azul, bordô, vermelho e até mesmo âmbar. Tem bichos da fauna brasileira nas costas e a cara da irmã da Estátua da Liberdade. Sua pele tem micro-listras e é sensível, seu toque chega a brilhar nos olhos quando se amontoam os zeros. E o estresse das batalhas só compensa quando ele pinga.

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    A sorte é que alguém raptou as canções do Fome de Tudo, da Nação Zumbi (acima), e jogou na web. Encontrei numa comunidade do Orkut, baixei e colori essa semana com a psicodelia pernambucana, mais orgânica e chapante do que no Futura. Lúcio Maia continua incendiando as guitarras, abusando dos reverbs, tremolos e canais que viajam entre uma caixa e outra. O produtor Mario Caldato Jr. caprichou na captação dos tambores e Jorge Du Peixe consegue até alguns tons mais melodiosos em seus vocais. E a Nação segue misturando dub, rock, samba e algumas pitadas eletrônicas.

    Se a curiosidade está forte, leia aqui um texto massa do Bruno Nogueira (corrigido!). Além de um papo com o vocalista Du Peixe, ele indica o caminho para a prévia oficial da parada, com design autorizado pela banda.

    Os sons psicodélicos sempre coloriram meus pensamentos, me atraindo mais do que outras vertentes desse vício chamado música. Assim, é melhor deixar esse mau escrito de lado e correr atrás do download acima. Por falar nisso, a minha fome é de um MP4 esperto. Topa me dar um nesse Natal?

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    • Bruno 23:01 em Quarta-feira, 24 Outubro 2007 Link Permanente | Responder

      Eu nao sou o Torturra. Temos o mesmo nome (Bruno Nogueira), mas sou do Recife.

      A foto do texto que é dele

  • leo bueno 21:17 em Tuesday, 16 October 2007 Link Permanente | Responder  

    Ainda mágicos 

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    Thom Yorke e seu bando resolveram simplificar tudo desde que voltaram à Terra. Para começar, nada de suposições e ‘zilhões’ de faixas inacabadas vazando pela web. Com uma micro-nota em seu site, o Radiohead informou que havia terminado as gravações e lançaria In Rainbows no último dia 10. Sem alianças com grandes gravadoras, soltaria os downloads diretamente do hotsite do disco, pelo preço que o internauta desejasse pagar. A compensação, logicamente, viria para aqueles que encomendassem seus pacotes Discbox, que viriam com mais um CD de músicas bônus, bem como as versões dos mesmos em vinil e uns livretos caprichados.

    Já a segunda simplificação vem na música. O grupo soltou algumas cores na mistura jazz/eletrônica que faz, adicionando algumas guitarras limpas e harmoniosas ali, uns batuques computadorizados aqui e, claro, a voz doída de Yorke. O resultado é um som mais palatável, menos sombrio que a dupla Ok Computer/Kid A e sem tantas experimentações extraterrestres. Ainda assim, é criatividade à mil por hora, com a marca da banda.

    Como o César disse aqui, trata-se de um álbum que não vai impressionar os fãs antigos, mal-acostumados com tantas peripécias dos cabeças de rádio. Ainda assim preservaram seus lugares no topo do que pode se chamar de criatividade no mainstream – ou será indie? Aproveite a deixa, faça seu download, ouça e tire suas conclusões.

    P.S.: Um pouco abaixo, atualizei a nota sobre o lançamento de In Rainbows com uma foto maior do Discbox. Passe lá!

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    • emi 17:15 em Sexta-Feira, 26 Outubro 2007 Link Permanente | Responder

      eu gostei do novo dos rapazitos ets. não que eu seja fã antiga ou alucinada, mas não fiquei impressionada, fiquei, digamos, satisfeita. em tempos de travis meio que fracassando, ter o radiohead assim, que não decai, que continua no seu estiloso jeito de ser, já é uma satisfação ;)

  • leo bueno 22:51 em Tuesday, 2 October 2007 Link Permanente | Responder  

    (Estaremos sendo) Esquisitos e Inovadores 

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    Esquisitice – O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (foto), tentou, mas não conseguiu nada além da esquisitice. Tudo porque seu decreto publicado ontem (01/10) no Diário Oficial do Distrito Federal prevê a demissão do gerúndio, uma forma verbal que tornou-se uma verdadeira praga pelas ruas.

    Tudo bem, ele apenas condena o uso da forma verbal como desculpa de ineficiência. O problema é que seu pessoal usava demais o recurso para ‘estar se desculpando’ de qualquer falha da máquina pública. Só que, nesses casos, não adianta nada demitir um sujeito se os problemas ‘estarão continuando’, não é mesmo? Isso sem falar que essa “esquisitice” também significa uma grande falta do que fazer.

    *

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    Inovação – Não dá para não comentar a  revolução proposta pelo Radiohead no lançamento de In Rainbows, o mais novo disco (foto acima). Depois de várias informações desencontradas, a banda confirmou duas notícias de uma só vez no site oficial: o fim das gravações e a previsão oficial de lançamento do novo disco. Assim, a previsão oficial de lançamento do disco está para o dia 10 de Outubro. Porém, como nossos tempos digitais superam as oficialidades, a banda disponibilizou o download dos discos no site oficial, pelo preço que o internauta quiser pagar.

    Por enquanto, In Rainbows estará disponível apenas no site oficial do grupo, nos formatos Discbox e Download. Quem optar pelo primeiro poderá curtir o som em MP3, enquanto aguarda a remessa de 02 CD’s e 02 discos em vinil, com direito à livreto especial, músicas inéditas e um acervo digital de fotos da banda. O pacote completo sai por 40 libras, com frete, em preço válido para o mundo inteiro. Já os downloads são cotados pelo preço que o internauta quiser e, após os mesmos receberem confirmações dos pedidos via e-mail, serão disponiblizados próximo da data do lançamento oficial.

    Se a banda já revoluciona o rock, chegou a hora de inovar também na disseminação da música. E aí, já encomendou o seu?

    *

    CD-PLAYER: As doces melodias do violão de Elliott Smith.

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  • leo bueno 22:21 em Tuesday, 25 September 2007 Link Permanente | Responder  

    Fogo de palha 

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    Ontem, Mano Brown (registrado como Pedro Paulo Soares Pereira), o polêmico líder dos Racionais MC’s, teve uma aparição “travada” no programa Roda Viva. Se Brown aparentava um certo incômodo com as palavras difíceis usadas pelos entrevistadores, estes também ficaram com o c* na mão o tempo todo. Se não fossem alguns pitacos do jornalista Renato Lombardi sobre conteúdos supostamente revolucionários e os questionamentos de José Nêumanne sobre exemplos dos Racionais para os seus ouvintes, a falta de tempero do programa do Paulo Markun seria completa. Ninguém sequer encarnou o monstro elitista para provocá-lo!!

    Depois de tantas promessas dessa pauta, que até me fizeram empunhar um bloco de papel durante a entrevista, a decepção foi forte. Sem tantas alfinetadas, Brown reduziu-se aos seus clichês sobre guerra civil, luta de classes e etc. No máximo, alguns comentários sobre como é a relação entre traficantes e comunidade nas favelas. Tratando traficantes como “comerciantes”, foi fundo ao perguntar a todos sobre o porquê do dono da AmBev permanecer impune, enquanto usuários e traficantes vão presos. “São perguntas que geram outras perguntas e nós ficamos sem respostas”, disse, deixando tudo no ar. E ninguém entendeu muito bem, por sinal.

    No fim, a relação com Eduardo Suplicy, a insurreição do PCC e a Virada Cultural passaram em branco. Depois da Globo se humilhar por duas ou três palavrinhas dele, a programação aberta da TV Cultura ganhou sua preferência. Porém, a chapa branca reinou. Mesmo com uma certa inteligência, sua ignorância o deixou perdido ao citar Cuba como exemplo democrático e Lula como vítima de “seus comparsas que deram mancada”, bem como o assunto das cotas para negros nas universidades. Faltaram conflitos, debates e argumentações melhores. Se Brown tinha dificuldades de argumentação, os entrevistadores não demonstraram a qualidade desejada. Vide a constatação de que Paulo Lima, chefão da revista Trip, foi o destaque positivo.

    Em resumo, Brown não quer e também não pode ser exemplo para ninguém. O modus operandi da favela domina seus pensamentos, mesmo com sonhos de “mundo sem drogas” e tudo mais. No fim, ficou a prova em rede nacional de que não se trata de tudo isso que dizem por aí. Será o efeito contrário daquilo que a audiência esperava?

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    • Virus 15:29 em Quarta-feira, 9 Setembro 2009 Link Permanente | Responder

      Vcs são mó comédia…
      Se Brown expusesse sua opinião real sobre os assuntos citados neguinhu ia treme e, além do mais, tv aberta ainda é ignorante demais pra ouvir certas coisas e o Brown sabe disso…
      O cara é um revolucionário, o mundo inteiro um dia ainda vai saber disso, e num precisa fica criando polêmica pra agrada audiência nenhuma.
      Ouça as músicas ( poesias ) do cara e tire as conclusões sobre quem nessa historia toda é o verdadeiro ignorante.

      ” Vermes que só faz peso na Terra,tira o zóio,tira o zóio, vê se me erra…”

      Firmão Brown é Nóóóóóóóís

  • leo bueno 22:12 em Tuesday, 18 September 2007 Link Permanente | Responder  

    Delicadeza sombria 

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    O disco tinha que sair oficialmente no dia 24 de Setembro. Entretanto, os caçadores de MP3 já o descobriram com quase um mês de antecedência, solto pela web e com um jeitão totalmente diferente da Polly Jean Harvey que nós achávamos que conhecíamos. Vocais em tons mais agudos, quase sussurrados, e arranjos calcados em banjos, harpas, marcações rítmicas quase inexistentes com bateria e o mais novo amigo de Harvey: o piano. “O bom de aprender a tocar um instrumento assim, do nada, é que isso libera a sua imaginação”, disse a inglesa à revista Wire, quando comentava o processo criativo de White Chalk, seu novo álbum. Nas primeiras audições, esse frescor ao piano pode parecer desnecessário, quase como um escorregão da inglesa – principalmente para os fãs mas antigos. Entretanto, depois de inúmeras repetições pelas madrugadas, Harvey trocou a minha idéia pela dela.

    Sua capa é como uma reedição do quadro The White Girl, do pintor James Abbott McNeill Whistler e datado de 1861. Harvey aparece em trajes antigos e brancos, como um giz pronto para rabiscar suas memórias e sentimentos no quadro negro logo atrás. Porém, esse mesmo quadro negro pode ser o responsável pelo ar desolado de seus olhos. Assim, Polly Jean prefere mergulhar em sua melancolia a agredir sua fonte, revelando seus segredos em melodias tristes, carregadas de delicadezas que remetem aos tons neo-progressivos do Radiohead e aos climas etéreos do Sigur Rós, ao mesmo tempo em que suas palavras e seus batuques no piano nos trazem Cat Power e até mesmo Tori Amos. Sua nostalgia e isolamento ainda são amargos e pungentes, só que sem a urgência guitarreira de Uh Huh Her ou o sarcasmo rasgado de To Bring You My Love. Há mais delicadeza e pode-se dizer até que há mais sentimento, mesmo que o instrumental pareça simplório num primeiro momento.

    Agora a onda de Polly é olhar para dentro de si. Ela mudou suas ferramentas e o sentido de sua obra, mas manteve a direção de suas mensagens. Seus tons estão mais sombrios e intimistas, a começar por seus títulos (como na canção batizada Dear Darkness). Sua excentricidade poderia ser um belo tiro no pé, mas os fãs mais atentos perceberão que trata-se de uma convergência natural dos trabalhos dela. Em Uh Huh Her, os baixos vigorosos aliaram-se às guitarras em afinações mais graves. Agora, ela assume de vez sua delicadeza, sem vergonha de revelar sua intimidade e mantendo um compromisso kamikaze com sua arte. A indústria fonográfica poderá torcer o nariz diante dessa falta de concessões, porém os fãs irão reverenciá-la ainda mais.

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    • emi 23:25 em Terça-feira, 18 Setembro 2007 Link Permanente | Responder

      aaah white chalk conquistou mais um /o/

      eu também não gostei da nossa primeira vez, tentei outras vezes mais e ele vem se tornando, assim, como quem não quer nada, o meu queridinho.

      stories from the city, particularmente, é de se ter no som tocando toda hora. white chalk vem justamente pra momentos intimistas. desses que acompanha um martini ou um bom vinho ;]

      e eu nãããão deixaria de falar da tori que em questão de piano é covardia, né. covenhamos. o que é aquela mulher tocando precious things? surreal. tori caminha muito bem entre a insanidade e a nostalgia. ela possui uma tristeza escondida que me fascina.

    • Edson Junior Lain 16:58 em Quarta-feira, 19 Setembro 2007 Link Permanente | Responder

      Há algum tempo eu não passava por aqui. Os artigos continuam ótimos. Não sabia desse novo álbum da srta. Harvey.

      Abraço.

    • júlio delveccio 11:15 em Sexta-Feira, 21 Setembro 2007 Link Permanente | Responder

      eu ainda prefiro a onda kamikaze da pj. esse lado intimista é melhor deixar pra cat power.

    • emi 16:21 em Quinta-feira, 11 Outubro 2007 Link Permanente | Responder

      meu novo bside favorito… (don’t tell it to anybody, ok? it’s our secret)

      ;]

  • leo bueno 02:07 em Tuesday, 12 June 2007 Link Permanente | Responder  

    Ultra-rápido 

    I – Amadurecendo com o Gusta Abdel uma idéia de um texto sobre como o Di Caprio (acima) mudou seu estilo ‘galã pueril’ ao estrelar Diamante de Sangue e Os Infiltrados. Pode circular no jornal de pequeno porte do ilustre camarada, ou então figurar diretamente por aqui.

    Em maturação.

    II – Após classificar-me entre os 10 primeiros no concurso público que prestei dentro da minha área de formação acadêmica, sobra o ligeiro abatimento pela não-aprovação imediata. “Listas de espera”, “prováveis desistências”… nada disso me convence.

    Mas isso passa logo, logo. Obrigado pelo apoio, amigos!

    III“Pronto, já cantei. Felizes? Então tchau!” Essa deve ter sido a primeira frase da Amy Winehouse após cantar pra cacete no MTV Movie Awards 2007. Meio blasé, meio bêbada, mas cantora por completo.

    Que Rihanna, que nada!

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    • Ana F. 12:37 em Sexta-Feira, 15 Junho 2007 Link Permanente | Responder

      pô, que saco esse negócio do concurso, hein? vc continua na atento, enquanto isso? tô aqui na torcida!!

      (ah, pra mim o di Caprio continua com cara “pueril” – risos)

  • leo bueno 23:53 em Monday, 28 May 2007 Link Permanente | Responder  

    Censor romântico 

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    Falar sobre a obra e a influência daquele sujeito de Cachoeiro do Itapemiririm (ES) que insistem em chamar de “Rei” não é uma tarefa das melhores. Trata-se de algo que mexe com todas as estruturas bregalhonas possíveis e, pior, traz à tona paixões maternas aos montes. Seu começo na onda do ié-ié-ié o colocava no bando da inexpressão política e até mesmo do peleguismo aliado ao sistema, já que até hoje muita gente crê que a Jovem Guarda na televisão era a distração que o Estado armou para anestesiar uma parcela da juventude. Mas isso não interessa para aquelas que deliram com seu suposto romantismo, que vibram com seus hinos às gordinhas e/ou quarentonas e sua devoção religiosa – isso que nem falei daquela senhora da novela Páginas da Vida. A depressão após a morte de sua esposa, seu figurino marinheirinho em cruzeiros marítimos… Nada abala suas devotas.

    Já hoje, um ranço repressor parece mostrar de que lado o “Rei” sempre esteve, mas elas dizem que isso é algo que só paranóicos conseguem pensar. Ao ganhar uma ação na Justiça pela retirada das livrarias de sua biografia não-autorizada, o cantor ressucitou aquilo que castigou o país por muitos anos: a Censura. Sim o escritor e pesquisador Paulo César de Araújo não pediu permissão para falar sobre a vida de Roberto. Mas como o biografado (se é que essa palavra existe) é alguém com visibilidade na mídia, não é possível impedir que qualquer um pesquise sobre sua vida e lance um livro com todos esses dados. Aliás, foi contando com essa liberdade de expressão e acreditando que o cantor sentiria-se homenageado que Araújo publicou seu trabalho. Porém, em vez de qualquer tipo de reconhecimento – mesmo sem desejá-lo – teve seu trabalho confiscado e seu nome envolvido na Corte.

    Será que valeu a pena para algum deles? Se depender da Globo, é multa e clausura nas costas do escritor, enquanto o “Rei” estica as perninhas e joga rosas às velhotas.

    Update: Paulo César de Araújo foi recepcionado pelo Marcelo Tas no Bate-Papo UOL e comentou o caso. Leia mais aqui.

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    • renata 13:33 em Sexta-Feira, 1 Junho 2007 Link Permanente | Responder

      Penso que os Reis eleitos pelo nosso povo (RC e Pelé) padecem de um mesmo mal: mau-caratismo.

      Isso prova que não podemos ter um regime monárquico, rs.

      beijos, léo.

  • leo bueno 01:39 em Friday, 25 May 2007 Link Permanente | Responder  

    Batalhas, biritas e canções 

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    No front – Por necessidade ou falta de opção momentânea, os guerreiros seguem. Resguardados pelo escudo dos microcomputadores, posicionam as lanças de seus headsets e os dígitos de seus teclados para, ponto por ponto, palavra por palavra, extraírem resultados de cada um dos seus contatos telefônicos.

    Mas até quando as pressões das batalhas preservarão a sua sanidade mental e física? Até quando os procedimentos de Esparta entrarão em choque com as necessidades e idiossincrasias dos paulistanos? E até quando essa rotina de represa, condensando desejos e sentimentos ao máximo durante os combates, preservará os circuitos do soldado?

    A contenção da maré clientela é árdua.

    *

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    Só na cana - Com vozeirão e arranjos de música negra, o som de Amy Winehouse (acima) enganaria fácil os mais acostumados com CD-R’s, sem encartes ou maiores detalhes. Porém, a foto acima é a maior prova de que Amy é mais uma entusiasta do som Motown e até mesmo das batidas de hip-hop, só que dona de um estilo bem peculiar.

    Seu jeitão inovador vem das histórias de bêbada desbocada e rebelde que relata em suas canções, com a vantagem de que a vida pessoal não detona a qualidade da obra. Por mais que ela cancele alguns shows por estar chapada, ou que ela vomite no palco, tropece e quebre um dente nesse processo, tudo faz parte de seu rock’n'roll style adaptado ao seu som negro. E esse jeito de ser consolidou-se após sua fuga do jazz do primeiro álbum, Frank, quando ela embarcou de vez no som melancólico e até autodestrutivo das divas do jazz e do soul.

    Em Rehab, ela declara seu amor pela birita e escapa ligeira do AA e das clínicas. As outras letras falam de amores mal-correspondidos, decepções e (por que não?) mais álcool para anestesiar o processo. O resumo é uma produção com ares vintage, mas com respingos do modo Timbaland de produção – mesmo que ele nem tenha passado perto do set de Amy – e, na primeira audição, uma leve sensação de que aquela mocinha do Fugees inspirou a inglesa. Sorte que, de encarte na mão, as letras, fotos e repetições de suas músicas conseguem provar que a garota da Casa do Vinho é mais do que cópia.

    Em tempos de pimps e promiscuous girls, é uma beleza ouvir uma branquela ressuscitando sons negros antigos com uma temática bem própria. Prova que, mais do que contar vantagens, há quem queira contar como vê o mundo. E aí, quer ouví-la?

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  • leo bueno 01:44 em Tuesday, 15 May 2007 Link Permanente | Responder  

    Tendo o novo, querendo o velho 

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    Quando adolescente, o som desse sujeito embalava minhas revoltas. Suas melodias chocavam tanto quanto seu visual, o que tornava o gosto pelo seu trabalho uma mistura de pose e de gosto musical – algo que todo adolescente adora. Depois da onda anticristo, do tumultuado show que vi em São Paulo, dos assassinatos em Columbine (que quase o chamaram de volta no caso Virginia Tech) e outras situações chocantes, envelhecemos. Enquanto ganhei quase um quarto de século, Manson atingiu os quarenta com disposição para exorcizar mais de seus demônios e, definitivamente, fazer música para sua satisfação pessoal.

    Eat Me, Drink Me é o sexto disco de sua carreira, fruto de um trabalho que salvou o rockstar do suicídio. Manson estava de coração partido – quem diria! – e vontade de morrer após o fim de seu casamento com Dita Von Teese. Para completar, a mal-resolvida rixa com o baixista Jeordie White (ex-Twiggy Ramirez) espalhava boatos de que os dois músicos brigavam avidamente por grana. Esse contexto quase sabotou sua carreira musical e também cinematográfica, pois Phantasmagoria, sua versão sombria da vida de Lewis Carrol, por pouco não ficou só no papel. Entretanto, depois de arrumações em sua banda e nos estúdios, as coisas voltaram aos prumos – para alívio dos fãs e também dos investidores.

    A idade trouxe Manson para as estruturas mais convencionais de música, mas também tirou um pouco de sua graça. Ele ensaiou um quase-retorno à sonoridade glam de Mechanical Animals (1998), passeando pelo rock dos anos 80. Porém, as estruturas um tanto simplórias das canções chegam a soar quadradas quando comparadas aos trabalhos anteriores – o que eleva ainda mais a reputação do “disco cinza” dele. A épica If I Was Your Vampire abre os trabalhos e apresenta os velhos sons incidentais, mas também os vocais excessivamente modulados, algo que sempre fez parte de seus discos mas nunca encheu tanto o saco como em Eat Me, Drink Me. O flerte de Manson com o som gótico dos 80’s mistura-se com as guitarras à la Strokes de Heart-Shaped Glasses e, por alguns instantes, ri ao imaginar o Nick Valensi ou o Albert Hammond Jr. maquiados. No mais, as outras músicas não apresentam o magnetismo das supracitadas e, assim, percebe-se o porquê da escolha delas como os primeiros singles do disco: um gancho para os propensos compradores, na tentativa de tornar mais atrativo o trabalhinho de produção de Tim Skold.

    Talvez esse texto tenha sido curto demais, sem aquelas análises faixa-à-faixa, etc. Mas a verdade é que, depois de cativar meus ouvidos com sua revolta, Manson ficou um pouco chato quando resolveu amadurecer. Sim, a integridade artística é belíssima; basta conferir as letras e suas respectivas traduções. Pena que, depois de tentar comê-lo, bebê-lo ou ouví-lo com a nova fórmula, senti saudades dos meus teen times.

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    • renata 19:15 em Quarta-feira, 16 Maio 2007 Link Permanente | Responder

      A maturidade costuma trazer um ranço que a gente estranha, principalmente quando nos acostumamos e gostamos daquele ser adolescente/problemático.
      boa crítica, pra variar ;-)

  • leo bueno 01:33 em Monday, 7 May 2007 Link Permanente | Responder  

    O rolo, a notícia e o espectador 

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    Enquanto Mano Brown mandava ver, um grupo de pixadores subiu até a varanda de um prédio na Praça da Sé, apoiando-se numa banca de jornais próxima. Os jovens deixavam suas marcas e, diante do fato, a Polícia entrou em ação. Todavia, segundo a Secretaria de Segurança Pública, os policiais foram atacados pela platéia após tentarem coibir as invasões e pixações do bando. Com isso, deu-se o que todos vimos e alguns presenciaram.

    Porém, a TV nada falou sobre as verdadeiras razões do conflito, descritas acima. O show de um grupo de rappers negros da periferia paulista virou teatro nos olhos arregalados de Glória Maria e Zeca Camargo, que exploraram o fato como um “lamentável clichê envolvendo o grupo”. Mais um show com final violento e ocorrências diversas, pensaram. Em seguida, falaram sobre como a classe artística repudiou a violência no Centro de São Paulo e sobre a mancha no belíssimo histórico da Virada Cultural paulista.

    Para piorar a situação, inseriram uma ex-garota de rua no grupo de jovens repórteres do programa e lhe deram um microfone com a marca global. Filmaram-na barrada no acesso à área vip, impedida de ver seu ídolo, o rapper Mano Brown, pois “o músico não fala com grandes veículos de comunicação”. Em seguida, as entrelinhas da matéria apontavam as velhas acusações de que Brown e seu grupo incitam ações contra a Polícia e os poderes. O vocalista dizia: “Sei que vocês têm revolta, eu também tenho. Só que agora o lance é agir com inteligência”. Porém, depois de ver a fantástica cobertura, os telespectadores têm uma idéia bem diferente do que a daqueles que estavam lá, tomando lacrimogênio na cara.

    Detalhe - A omissão ou ênfase de alguns dados caracteriza a manipulação da verdade. Sem defesas ou filtros para este ou aquele lado, a missão jornalística – da bela teoria – é de trazer a informação ao público. Porém, muitas das notícias ganham curvas sinuosas que, em outras épocas mais vermelhas, eu adorava apelidá-las. Mas hoje, o ato de dar os nomes aos bois fica ao seu critério.

    *

    CD-PLAYER: Hoje, Amanhã e DepoisNação Zumbi, que tocou antes dos Racionais MC’s na Praça da Sé.

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    • Samantha Abreu 21:41 em Quarta-feira, 9 Maio 2007 Link Permanente | Responder

      Léo…
      pensamos tão parecido.
      Adoro tuas críticas, porque relatam um pouco (às vezes, muito) do que penso.
      Somos um bando de vendidos, e a Globo faz a imagem que quiser, do que quiser, certo?!

      “eu vejo na TV o que eles falam sobre os jovens, não é sério. Não é sério…”

    • renata 16:56 em Quinta-feira, 10 Maio 2007 Link Permanente | Responder

      Parabéns, vc disse tudo e mais um pouco. A pré-disposição jornalística é repugnante.
      Bj

    • Marcio Pimenta 02:50 em Sexta-Feira, 11 Maio 2007 Link Permanente | Responder

      Muito bacana sua observação. A escolha da imagem foi perfeita. Que foto!

  • leo bueno 00:34 em Thursday, 3 May 2007 Link Permanente | Responder  

    Tapa na cara, esporro no headphone 

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    Chapuletada - Até parece que a “turma pedagoga” (como são ironicamente chamados os defensores da educação em vez de mortes e repressões contra jovens criminosos) soltou uma água no meu bolso. Se fose combinado, meu aparte contra a redução da maioridade penal não seria tão natural.

    O assunto rondou a minha semana. Esses dias, a Veja com o João Hélio na capa esteve pela minha estante, mas o interesse era uma micro-resenha perdida do Back To Black, da Amy Winehouse. Depois, vejo essa notícia no site da Folha de São Paulo e gargalho: será que ainda crêem que o sistema prisional, com menores ou maiores, dá algum resultado?

    Todos aguardam respostas da Câmara dos Deputados. Se pressionarem assim como fizeram no caso da (tentativa de) aumento dos salários dele, quem sabe surge uma entrevista coletiva sobre o caso? Por enquanto, o que há de gente endeusando esse paliativo não é brincadeira.

    *

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    Esporrentos – Zack De La Rocha (esquerda, ao lado de Tom Morello) é um cara sábio. Deu sete anos para seus três amigos brincarem de rock melodioso e provarem de alguns egos inflados do mundo pop. Continuou com seu ativismo político e suas aparições sorrateiras em premiações e gravações de outras bandas, como quem não quer nada. Tempos depois, a boataria em torno de seus rumos artísticos surgiu forte, aproveitando-se da saudade dos fãs do bom e velho Rage Against The Machine. Alguns supunham até que Zack planejava um retorno do RATM sem seus velhos comparsas, incluindo até mesmo o nome de Jon Theodore (ex-The Mars Volta) entre os selecionados. Só que as coisas foram ainda melhores.

    Além de socarem as paredes por conta do recesso do Los Hermanos, muitos brasileiros estão à beira do suicídio por não terem ido até Indio, no deserto da Califórnia, para verem Zack retomar o seu posto. Mas todos fazem boas piadas em torno das brigas que racharam o Audioslave, ah, se fazem!

    Agora, só falta o novo disco pintar pela praça. Por isso, nem precisa perguntar o que rola nos meus ouvidos (além dos famosos lamentos da clientela lá do trabalho).

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    • Ana 09:00 em Quinta-feira, 3 Maio 2007 Link Permanente | Responder

      Você conhece uma crônica de Veríssimo (o Luis Fernando), que narra a história dos moradores de um condomínio que se cercam tanto de grades para manter a segurança que, no final das contas, são proibidos de sair de casa? O lugar vira uma prisão e as tentativas de fuga são freqüentes.

      Somos mesmo o país das soluções fáceis. Grades. Muros. Redução da Maioridade Penal. Porte de arma ilegal (deixou de ser inafiançável, você viu?). Alguém aí falou em mexer nas estruturas? Bate na madeira, toc-toc-toc!

      Enquanto isso, Champinha foi recapturado. Acabo de ouvir na rádio que estão investigando o envolvimento dele em um assassinato, que aconteceu durante o período em que ele estava foragido.

      Abraços, Ana

    • paulo piazera 10:51 em Quinta-feira, 3 Maio 2007 Link Permanente | Responder

      O Rage provou do ego daquele cara do Soundgarden é? Achei graça, deve ser perverso esse negócio de ego no show business.

      Agora sobre a redução da maioridade penal, já não consiguo mais passar por todos os tramites do assunto.
      Simplesmente O Horror. De Joseph Conrad, O Horror.
      Esse casal aí, esse assassino. Sabe, moro no interior, onde lentamenta a violência dos grandes centros se instala, então qualquer idéia de futuro passa pelo recrudecimento da segurança. Sempre imaginando O Horror, tão natural à sociedade.

    • Samantha Abreu 19:44 em Sexta-Feira, 4 Maio 2007 Link Permanente | Responder

      Léo…
      esse assunto rende horas de discussão…

      mas o que me irrita mais é um pensamento imediatista, como se dissessem:
      “Vamos prender essa molecada, e deixa pra lá!”

      enquanto isso, na sala da injustiça… milhões de outros estão se graduando… e daqui a pouco serão os próximos amontoados em celas…

      uma hora dessa a coisa explode feio, de novo!

  • leo bueno 01:13 em Friday, 27 April 2007 Link Permanente | Responder  

    Como se realmente trabalhassem 

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    Vivemos em um país que insiste nos seus paliativos. Sem coragem para encarar de frente seus problemas, esse punhado de terra nunca toma jeito e se transforma numa Nação de fato.

    Nem convém discutir sobre os velhos temas que surgiram após a morte do garoto João Hélio. Os corvos do Jornalismo já os exploraram e até mesmo as ONG’s já tiraram as suas lascas dos fatos, com suas passeatas e reclames na mídia. Providências? Ninguém as toma. Portanto, não será um site da web (mais um) que irá mexer com a consciência de gente que nem sequer a utiliza; não é por aí.

    O que temos hoje? Punições mais severas para os mini-bandidos aprovadíssimas pela turma de Brasília (veja aqui). Enquanto os bolsões de miséria continuarão como principais fornecedores de mão-de-obra para o tráfico e o crime organizado, bem como os presídios continuarão com seus papéis ‘educativos’, eles pensam no pós-merda. Já a terra, bem, essa vai acolher os menos sortudos dentro de si, como sempre, e transformá-los num outro tipo de merda.

    E depois dizem que, depois das eleições, há uma nova era em Brasília. Até agora, nem o músico, nem o costureiro e muito menos os velhos figurões fizeram nada.

    *

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    CD-PLAYER: O que vazou do mais novo – e doidíssimo – trabalho da islandesa Björk. Trata-se de Volta, uma reunião de dez delírios eletrônicos inéditos da esquimó, após sua difícil exploração das vozes como únicos instrumentos nos arranjos de Medúlla.

    Pela capa e pelo trabalho gráfico, percebe-se que a islandesa está bem diferente do que de costume – se é que há algum costume em seu estilo. Já nas músicas, há algumas brincadeiras dissonantes com buzinas (!) muito curiosas. Ouça e comprove.

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    • diego 23:27 em Sexta-Feira, 27 Abril 2007 Link Permanente | Responder

      porra veio tu escreve mair bem parece ate que fez facu dejornalismo…..ahahahaha
      zuando e como vc acha tempo e paciencia para escrever nessa vida de atento..
      abração e continue nos presenteando com seus textos..
      abração….

    • Samantha Abreu 15:23 em Sábado, 28 Abril 2007 Link Permanente | Responder

      Nossa Léo. Adorei os comentários. Curtos e diretos!

      penso exatamente igual.
      agora vamos lá, todos nós, continuar jogando pra dentro das grades amontoadas de gente, mais uns adolescentes fruto de nosso relapso e pouco caso. (“Nós” mesmo! a culpa é de todo mundo!)

      assim ficaremos felizes quando virmos nossos aprendizes de banidos, saírem da cadeia formados com com louvor em marginalidade.

      pra quê a arrancar a erva daninha desde a raíz, se dá menos trabalho podar as pontas? não é?!

      Beijo.

  • leo bueno 11:32 em Thursday, 12 April 2007 Link Permanente | Responder  

    Buscadores e marmóreas valquírias 

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    Relações improváveis – Um dia entenderei o que faz com que os malucos do Google associem o nome desse site à uma mãe suicida do ABC paulista. Dias atrás, alguém procurou por Duke Nukem, aquele famoso joguinho de computador, na barra de busca dele e uma referência foi listada com o Cronista – ainda que remotíssima.

    Logo, mais das buscas malucas e das relações mais improváveis ainda desse blog com o que caçam por lá. Serão várias, acredite.

    *

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    Na Bizz desse mês – Antes de ir trabalhar, sempre passo na banca de revistas e procuro pelas publicações sobre música. Como já é mania, leio-as da mesma forma que faço provas de concursos públicos: de trás para frente. Só que revistas são muito mais atrativas do que as avaliações, ainda mais quando a seção de resenhas dos novos discos fica lá para o final.

    Foi nesse finalzinho que achei um texto interessante sobre uma coletânea da modelo-atriz-cantora-compositora Nico. Ela cantou com os chapados do Velvet Underground, fez uma ponta num filme do Fellini e, dizem as más línguas, fez um sexo oral caprichado no Jim Morrison – há até uma passagem sugestiva no filme The Doors (do Oliver Stone), em que ela aparece como um dos casos do “Rei Lagarto”. Depois de muita cocaína e crises depressivas, ela compunha e gravava sob a batuta do ex-VU John Cale, trazendo à tona canções gélidas com letras horripilantes sobre suas experiências. Foram essas canções que a celebrizaram.

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    Como não comprei a revista, não me lembro do nome do sujeito que escreveu sobre The Frozen Borderline: 1968-1970. De qualquer forma, você pode procurar pela edição desse mês da Bizz, que tem o Miranda (produtor musical e jurado do programa Ídolos, do SBT) com uma marreta na mão sobre um fundo verde (foto acima). Quando encontrá-la, verá que o início do texto fala sobre o “magnetismo da marmórea valquíria”. Essa introdução textual, além da força artística que já conhecia da Nico, já valeram a leitura. Depois disso, os discos dela voltaram à minha wishlist de MP3.

    E aí, ela vai para a sua lista também?

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    • paulo piazera 20:28 em Quinta-feira, 12 Abril 2007 Link Permanente | Responder

      Vou comentar que quem apresentou Nico ao Velvet foi Andy Warhol.
      O tal pensava que o rock deveria ser também uma arte visual, ou qualquer desse tipo.
      Qualquer dia deve sair aqui no Cronista a resenha do FILME ” Na Natureza Selvagem”, pelo menos eu espero.
      Você que leu o livro e matutou muito a respeito deve, com certeza, ser o crítico mais capacitado para tal empreitada.
      Um abraço.

    • Samantha Abreu 16:23 em Sexta-Feira, 13 Abril 2007 Link Permanente | Responder

      olha ! olha ! gostei!

      como andam as coisas? enfrentanto muito dissabores ao Head?!
      heheheheeee

      Tá muito bom isso aqui. Como sempre cheio de novidades!

      beijão!

      Ah, obrigada pela visita e pelo comentário tão sincero!

  • leo bueno 07:56 em Monday, 26 March 2007 Link Permanente | Responder  

    Metal e poderes 

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    Headbangers – Há um quê de ‘geralização mascarada’, se é que posso chamar assim, nesse estudo da Universidade de Warwick, na Inglaterra. Ou então é a resposta para as velhas constatações diante dos gostos musicais e estilísticos dos nerds das escolas, faculdades e etc.

    O fato é que associaram o heavy-metal como uma válvula de escape de jovens superdotados, que aliviam raivas e frustrações balançando os cornos. No começo, achei que era brincadeira. Mas entenda lendo aqui.

     *

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    Bafafá – Criaram uma polêmica enorme diante do aceite do jornalista Franklin Martins (foto) para o Ministério da Comunicação Social, que ainda será criado pelo presidente Lula. Inclusive, até o Diogo Mainardi entrou nessa de malhar o novo ministro.

    Mas se o Kotscho pode, por que não Martins? Ainda mais para cuidar, dentre outras atribuições, de uma pasta que era do André Singer, que vai largar o posto de porta-voz oficial. As críticas já começaram ferozes, até mesmo criticando os desmandos que envolvem a regularização da profissão original de Franklin.

    Esse caldo ainda vai ferver. (Aqui)

    *

    CD-PLAYER: Uma velha coleção de MP3 da Janis Joplin, socada no fundo da gaveta.

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    • Samantha Abreu 14:19 em Terça-feira, 27 Março 2007 Link Permanente | Responder

      Léo…
      será mesmo?
      se for assim, o que seriam das cabeças calmas e pensantes de uma fina bossa? hum! sei não…
      resrsrsrss

      Beijos!

    • re ruffato 10:17 em Quarta-feira, 28 Março 2007 Link Permanente | Responder

      Quando li superdotado, pensei em outra coisa, hehehe. Meu filho de 7 anos escuta Metallica, devo me animar então?
      Sobre o outro assunto, me diga quem o Mainardi não malha? Ele inventou esse esporte, no qual ele é imbatível.
      Bj

  • leo bueno 20:02 em Thursday, 22 March 2007 Link Permanente | Responder  

    Desinteresse anterior 

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    Via e-mail, me solicitaram um breve esclarecimento sobre as razões que me levaram a não gostar do Arcade Fire na primeira audição. Com isso, fui ler o que já havia escrito e, realmente, rasguei a seda dos caras e nem falei nada sobre a colocação dos canadenses na quarentena.

    É algo simples para quem estava numa fase The Mars Volta e Queens Of The Stone Age, que revezava com o post-rock de Godspeed You! Black Emperor e Explosions In the Sky. As guitarras e melodias viajantes da primeira dupla somavam-se com o lance etéreo da segunda, chapando os ouvidos e, de algum modo, fechando-os para outros tipos de experimentalismo. Veja bem, são outros tipos de experimentalismo: pode ser mais um rótulo idiota de pseudo-crítica, mas todas essas quatro bandas, somadas ao Arcade Fire, têm as suas doses experimentais.

    Tempos mais tarde, a voz de Win Butler (na foto, abraçado com sua esposa Régine Chassagne) começou a mostrar o seu efeito dramático. O retrospecto do show no Tim Festival e as excelentes críticas de Neon Bible aguçaram a minha curiosidade por descobrir o que aquele som com sanfonas e pretensões clássicas com nomes em francês tinham para dar. Então, com uma conexão banda larga e fones de ouvido disponíveis, mergulhei na proposta inovadora – algo tão em falta! – do som deles e não me arrependi de melodias em crescendo, pianos e a mistura de indie e art rock com baroque pop.

    Para quem gosta de hype, David Bowie foi quem chamou a atenção dos donos de gravadoras para eles. Já Chris Martin, entre 2005 e 2006, discursou em três apresentações do Coldplay sobre o poder do sexteto. Porém, seja pelo falatório ou por vontade própria, ouça-os já!

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    • camila 10:37 em Sexta-Feira, 23 Março 2007 Link Permanente | Responder

      Oi, Leo, verdade que até hj não encontrei muitos blogueiros de SJ pela net. Onde estarao todos?
      Sobre o disco novo do Arcade Fire, minha primeira reação foi negativa. A segunda, tb. E parei por ai. Esse lado conceitual e experimental deles me irrita um pouco. E tb me da urticaria essa unanimidade dos criticos sobre a banda. Dai, optei por dar um tempo e voltar a escutar Neon Bible so daqui um tempo ; )

  • leo bueno 09:51 em Wednesday, 14 March 2007 Link Permanente | Responder  

    Camisinhas e canções de rock 

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    Igreja x Camisinha – Na quarta-feira passada (07), o presidente Lula derrapou na tentativa de chamar o povo para o debate sobre o uso de camisinhas. Movido pela véspera do Dia Internacional da Mulher, ele afirmou que não debatemos de forma sincera a nossa sexualidade por preconceitos diversos, sejam eles incutidos por nossos pais ou pela religião que seguimos. Para completar sua análise, disse que o dia 08 de março seria o “dia da hipocrisia”. Logicamente, a Igreja caiu em cima (leia aqui).

    Até então, esse texto está parecendo uma repetição do que já saiu nos jornais há tempos, não é? Dessa maneira, de pouco adianta falar sobre respeito às diferenças, etc. Porém, saiu ontem na Folha de São Paulo a excelente coluna do Gilberto Dimenstein sobre a coerência das posturas da Igreja Católica e sua relação com o Estado – que, na teoria, deve ser laico. Em três parágrafos, Dimenstein foi gênio.

    Repulsa ao sexo – Ainda assim, a receita dos católicos carismáticos para conter os impulsos sexuais é absurda. Segundo o diácono Dunga, ligado ao movimento PHN (Por Hoje Não) da Canção Nova, o jovem deve recolher-se ao sentir vontade de ter relação sexual – mesmo que tenha uma relação afetiva estável. Em seu recolhimento, ele deve orar e pedir para que aquele desejo impuro – que só será aceito após o casamento – seja eliminado durante o sono, sem que ele sinta qualquer prazer, por meio da polução noturna.

    Mas você acha que, no meio do chamego, alguém pensa realmente nisso?

    *

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    Fogo canadense – Vindo de um EP bancado pelos próprios componentes, o Arcade Fire é mais um daqueles grupos que estão na lista da babação geral dos indies. Com cara de nerds e roupas de quem saiu de um conservatório de música, os canadenses conseguem misturar Neutral Milk Hotel, Pixies, Nick Drake, Tom Waits e um quê de Björk na voz de Régine Chassagne. Junto do núcleo base de instrumentos de rock, você percebe sanfonas, sintetizadores, xilofones, mandolins e outros sonzinhos diferentes. Isso tudo os faz inovadores, ao mesmo tempo em que brincam com tudo o que outros já fizeram. O resultado é inclassificável.

    Em Funeral (2005), as faixas tinham um conceito entre si: o jogo entre perdas e ganhos nas nossas vidas. Eles usaram a idéia do próprio nome da banda, que lembra o incêndio em uma casa de fliperamas que matou várias crianças, e todas as letras falam sobre o assunto. Os arranjos são vibrantes, com um lance que remete aos ideais românticos e barrocos das antigas. A mesma fórmula sonora levou-os ao Neon Bible (2007), disco em que a banda refletiu sobre amor, religião e moral com um pé no pop e no pós-punk dos anos 80.

    De qualquer jeito, escrever sobre eles é dificílimo e qualquer rótulo é sempre idiota. Basta crer que o Arcade Fire não é um dos hypes bobos dos alternativos, desembolsar uma graninha (ou então baixar as MP3) e perceber a intensidade das bolachinhas. Aí, se você ainda lembrar dessa bodega, conte o que achou na caixa de comentários logo abaixo.

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    • Edson Junior Lain 11:06 em Quinta-feira, 15 Março 2007 Link Permanente | Responder

      …E eles me chamando de índie, ora!

      Obrigado pelo comentário, Léo. Seus posts também são muito bons, sempre.

    • Ezequiel Vieira 14:31 em Quinta-feira, 15 Março 2007 Link Permanente | Responder

      Muito do que a religião prega é idealismo, é negação do humano – há quem diga, no que concordo plenamente, que a igreja sobrevive da culpa que incentiva nas pessoas.

      Fazer a cantilena de que sexo se resume à reprodução, é uma hipocrisia sem tamanho. Gosto da citação de Sao Paulo, nem que seja como provocação (heheh), de que está entre os frutos do Espírito gozo (opa!) e alegria.

      E isso é tudo o que a Igreja quer nos fazer renunciar…..

    • wagnermoura 23:51 em Quinta-feira, 15 Março 2007 Link Permanente | Responder

      Ei, espera aí, o Dunga é diácono?! Taí. Não sabia!

    • Ana F. 11:14 em Domingo, 18 Março 2007 Link Permanente | Responder

      Também gostei do artigo do Dimenstein!

    • Edson Junior Lain 08:25 em Sexta-Feira, 13 Abril 2007 Link Permanente | Responder

      Muito bom.

  • leo bueno 19:10 em Thursday, 1 March 2007 Link Permanente | Responder  

    Dueto com o operador 

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    Dueto – Já não é de hoje que o Chris Martin (foto), vocalista do Coldplay, se irrita quando citam o nome da sua esposa, a atriz Gwyneth Paltrow. Mas, pelo que parece, além de esquecer-se da fama da esposa, Martin esqueceu-se do seu senso de humor.

    Gosto das canções da banda e da voz emblemática do sujeito. O que não gosto mesmo é de falar sobre celebridades, suas brigas e melancias penduradas nos pescoços. Porém, não é desse jeito que Martin, todo bom moço e idealista, livrará sua família dos abutres, digo, da Imprensa.

    Se você já viu o filme Duets, de 2000, pegará fácil a piada. (Entenda aqui)

    *

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    Tele-Operador – Agora encontrei um meio de dar utilidade a esse meu jeito notívago de ser. Embarquei num treinamento para operador de telemarketing em uma multinacional, que por sua vez presta serviços à Telefónica, que está rolando da 00h às 06h da manhã. O que um registro na CTPS, renda fixa e alguma estabilidade não nos fazem, hein?

    Ao menos aboliram os serviços ativos, ou seja, nos quais os tele-operadores ligam para as casas das pessoas – o que poupa a paciência de ambos os lados da moeda. E, garanto, que não vou ‘estar cometendo’ nenhum gerundismo e o blog continuará vivo. Creiam nisso.

    *

    CD-PLAYER: O remix da batida de The Next Episode, do Dr. Dre, com algumas frases proferidas pelo mestre Paulo César Pereio em seus filmes. Se você ainda não conhece o Pereio, peça uma graça ao Santo Google. Mas se você já sabe quem é o homem, baixe logo a MP3 aqui.

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    • gusta 12:36 em Sexta-Feira, 2 Março 2007 Link Permanente | Responder

      Parabéns pela nova profissão. Também já enveredei pelas ondas da telecomunicação, na época em que a Vivo era Telesp Celular, como ‘caller’center. Gostei por um lado e gostei mais ainda por outro – quando fui mandado embora por “estar sendo monitorado” no momento em que chamei um cliente de ‘parasita telefônico’. Coisa boba, rs! Mas de todo modo me ensinou a ser mais paciente com a ignorância do nosso povo. Mas, boa sorte!
      Agora quanto a este Chrisplay, também o admiro, mas impedir cerveja em seus shows pode lhe render perdas dos fãs beberrões. Mas por outro lado, leva em seus shows um lado espiritual a la George Harrison.
      Um abraço,
      Gusta

    • Ton 14:50 em Sexta-Feira, 2 Março 2007 Link Permanente | Responder

      Cronista Urbano 3 linkado em Tonzera Brasil, ok?

      Abraços!

    • Jeferson Jess 15:32 em Sexta-Feira, 2 Março 2007 Link Permanente | Responder

      Olá cronista! Quer dizer que de jornalista notívago irá passar a operador de telemarketing?? Sucesso na nova experiência..
      Parabéns pelo blog
      Abraços

    • Samantha Abreu 20:13 em Sexta-Feira, 2 Março 2007 Link Permanente | Responder

      Léo…
      sei bem o que é isso…
      compartilho do seu novo “meio” profissional!

      um beijo!

    • Jeniffer 09:58 em Quarta-feira, 7 Março 2007 Link Permanente | Responder

      Tô nessa luta a alguns anos, com a sensação de que tô passando uma chuva, sabe? Mas vc vai ficando, ficando, e a chuva não passa…rsrs
      Beijo

  • leo bueno 20:20 em Tuesday, 20 February 2007 Link Permanente | Responder  

    Do outro lado do Carnaval 

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    A vida pessoal nem sempre reserva bons momentos, mas permite que a melancolia da maré baixa nos faça refletir. Foi por pensar demais nisso que, entre madrugadas insones e vitrolas em pleno funcionamento, descobri o prazer da voz da musa indie acima: Cat Power.

    Não convém entrar em detalhes sobre as razões da melancolia – seja a dela ou a minha. A vida profissional vai se ajeitando, mesmo que o horário de trabalho seja junto das corujas. O campo afetivo vai em bons ventos, eufórico com a possibilidade desse novo emprego realizar nossos sonhos. Porém, há outras razões e outros pensamentos, aliados ao meu estilo reflexivo e observador de sempre, que são embalados pela voz dessa moça enquanto surge o amanhecer.

    Remando contra a maré dos carnavais, desfiles e bundas rebolativas, são poucos os que se interessam por ela e outros artistas do sadcore. Porém, se um dia desses você acordar “de ovo virado”, se é que você conseguiu dormir, ouça as canções de Chan Marshall (o nome verdadeiro dela) e relaxe.

    Aqui você descobre detalhes sobre o mais recente trabalho dela, The Greatest (2006). Só que sua obra prima é Moon Pix (1998), com a belíssima Colors And The Kids. Tudo bem, ela tem um quê de “música de mulher”; mas duvido que você não sentirá nada ao ouví-la.

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    • Samantha Abreu 18:02 em Quinta-feira, 22 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      Léo…
      adoro “Indie”, mas ainda não conheço essa garota!
      fiquei curiosa, e vou procurar imediatamente, já que tenho um desejo incontrolável por coisas que despertam sentimentos assim… melancólicos!

      quem sabe ela me ajuda a escrever mais…!

      beijoS

    • Ed 08:27 em Terça-feira, 6 Março 2007 Link Permanente | Responder

      Estou ouvindo Cat Power neste, neste instante.

      Obrigado pela visita.

      Bon jour.

    • Débora 14:08 em Terça-feira, 8 Janeiro 2008 Link Permanente | Responder

      Eu conhecia as músicas dessa cantora…Por saber que Ana Carolina escuta as músicas para acalmar-se…e Gostei também….Adorei…..Te admiro muito….

    • Gabriela Morena 22:35 em Domingo, 7 Dezembro 2008 Link Permanente | Responder

      The Greatest me causa sensações que só sinto quando ouço essa música.
      A propósito ela toca no My blue berry nights q é um dos meus filmes favoritos.

  • leo bueno 23:26 em Wednesday, 14 February 2007 Link Permanente | Responder  

    Do inferno ao céu 

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    (Quase escrevi sobre maioridade penal, pena de morte e outras discussões que ressuscitadas pela mídia. Porém, depois desse papo no Orkut, deixei para lá. Já participei demais de coisas que, no fundo, são pouco úteis para a nossa realidade. Melhor ficar com as minhas músicas e pronto.) 

    No último domingo (11), rolou a entrega do 49º Grammy. Dentre os vários artistas premiados, os Red Hot Chili Peppers (foto) chamaram as atenções pela quantidade de estatuetas. A faixa Dani California deu a eles os títulos de “Melhor Canção Rock” e “Melhor Performance Duo/Grupo Vocal Rock”, bem como o disco Stadium Arcadium ganhou na categoria “Melhor Álbum de Rock”. Foi a coroação do êxito de uma banda com 23 anos de carreira, 14 discos e uma história de superação das drogas e reafirmação da amizade entre eles.

    A nuvem negra se aproximou deles em 1988, quando o guitarrista Hillel Slovak morreu de overdose de heroína. Então John Frusciante e Chad Smith, atuais donos das guitarras e da bateria, apareceram para as gravações de Mother’s Milk (1989) e Blood Sugar Sex Magik (1991). Esse último é considerado um dos 500 maiores discos da História, segundo a revista “Q”, dentre outros títulos dados por outras revistas especializadas. Porém, o estrelato e a rotina das turnês de divulgação a partir de 1991 piraram a cabeça de Frusciante ao ponto dele pedir para sair da banda, em maio do ano seguinte.

    Se tudo pareceu se resolver com a chegada de Frusciante, poderia ir por água abaixo com a sua partida. Lá vinha mais um problema.

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    Junkie in trouble - Frusciante (foto) já usava várias drogas desde as gravações de Blood Sugar Sex Magik e apresentava sintomas de depressão. Em sua biografia, o vocalista Anthony Kiedis afirma que John não conseguia lidar com o sucesso e acreditava que a fama podia estragar a banda, quase que num ideal beatnik – talvez sob influência dos escritos de Burroughs, seu preferido. Depois de atrasar-se para ensaios, sabotar alguns shows e piorar seu relacionamento com os demais companheiros, ele abandona o grupo minutos antes de tocarem no Japão. “Digam a eles que enlouqueci”, disse na época.

    Em seguida, John entregou-se à heroína e a reclusão. Eventualmente compunha e pintava, além de estudar a obra de artistas como Da Vinci. Em 1994, lançou Niandra LaDes and Usually Just a T-Shirt. Repleto de gravações lo-fi em quatro canais, não havia clareza de timbres ou segmentos melódicos reconhecíveis. Seus gritos, microfonias e outras sujeiras sonoras registravam sua loucura, mas não definiam se era um ímpeto artístico ou um mero retrato de uma personalidade sombria.

    Com uma casa fedida, suja e frequentada pela malandragem, ele foi despejado por não pagar o aluguel. Depois de passar por vários hotéis e ser igualmente expulso, o jeito foi lançar Smile From The Streets You Hold e faturar o que pudesse. Ainda pior do que o antecessor, o disco tinha até mesmo participações obscuras de seu falecido amigo River Phoenix. Mas as suas condições físicas eram lastimáveis. Após tirar todos os dentes para evitar uma infecção fatal, nada cicatrizava os abcessos nos braços e pernas, causados pelo uso inconsequente das agulhas com heroína. Esquelético, desdentado e com suas tatuagens distorcidas pelos abcessos, ele se deixou fotografar pelo “L.A. Times” e afirmou que não se importava em morrer.

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    Encontrando a luz – Em 1997, Kiedis reencontra o velho amigo em uma galeria de arte. Comovido com a sua situação, lhe presenteia com uma guitarra nova – as antigas já tinham ido embora, você sabe bem o porquê – e propõe sua volta aos Peppers. Revezando entre os ensaios, a clínica de reabilitação e algumas cirurgias de reconstrução facial, a vida de Frusciante e da banda ganha um novo ar. John volta do inferno, o grupo solta Californication e eles estouram nas vendas.

    Em 2002, John mexe no jeito de compor da banda e transfere sua melancolia nas composições de By The Way. Talvez num reflexo das suas músicas da carreira solo, pela qual lançou seis discos em seis meses, entre janeiro de 2004 e fevereiro de 2005. Mas falo sobre esse projeto doido em outra hora; o que importa é que a banda ressurgiu das cinzas, mesmo um tanto melancólica, e passou a lidar melhor com os seus fantasmas.

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    Novo e premiado – Em 2006, com a banda empolgadíssima nas gravações do premiado Stadium Arcadium e com tudo por resolver, John inova sua pegada e todos se sentem mais livres para criar. Tanto que, em 2006, ele anunciou em seu site oficial que sua tristeza do vôo solo havia terminado. Revezando entre o grunge, o funk, o rock e também pelos efeitos psicodélicos, os ‘funky monks’ foram muito bem recebidos por público e crítica. A expectativa pelo álbum duplo era tanta que foi um alvoroço quando as 28 músicas vazaram na internet, fato que gerou uma nota de repúdio à pirataria redigida por Flea.

    Piratas ou não, todos continuaram ouvindo as suas músicas e percebendo a nova linha melódica, as guitarras impossíveis de Frusciante e o clima alegre e diferenciado das gravações. Isso refletiu não só nas vendas, ainda que não tão altas nessa nova era MP3, como também nas boas críticas, na agenda lotada de shows e no diversos prêmios recebidos. Sem querer provar nada, mostraram que a bonança chegou para ficar. E com muito som!

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    • Samantha Abreu 21:07 em Quinta-feira, 15 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      Léo!
      pelo visto não sou a única que adoro a história dos caras!
      Muito bom!
      Sinceramente, acho que mereceram todos os prêmios…

      beijO!

    • Ederson 02:07 em Sexta-Feira, 16 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      uau, não sabia de nada disso… muito interessante, principalmente a parte “Após tirar todos os dentes para evitar uma infecção fatal, nada cicatrizava os abcessos nos braços e pernas, causados pelo uso inconsequente das agulhas com heroína.”

      Mas mesmo com um cara assim nas guitarras não consigo gostar do Red Hot. Comprei o Californication num surto que eu tive, mas acho que não gostei nem da metade das músicas, acabei dando pra minha prima…

    • Ezequiel Vieira 19:25 em Sexta-Feira, 16 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      só agora fui reparar a citação feita de Nietzsche. Tô apredendo a gostar dele. Nesses férias tb comecei a ler Camus e gostei tanto de um trecho que acabei fazendo duas citações lá no meu blog:

      “Posso negar tudo dessa parte de mim que vive de nostalgias incertas, salvo esse desejo de unidade, esse apetite de resolver, essa exigência de clareza e de coesão. Posso refutar tudo nesse mundo que me rodeia, me choca e me arrebata, excepto este caos, este acaso-rei e esta equivalência divina que nasce da anarquia. Não sei se este mundo tem um sentido que o ultrapassa. Mas sei que não conheço tal sentido e que de momento me é impossível conhecê-lo. Que significa para mim um significado fora da minha condição? Só posso compreender em termos humanos. O que toco, o que me resiste, eis o que compreendo. E ainda sei que não posso conciliar essas duas certezas, o meu apetite de absoluto e de unidade e a irredutibilidade deste mundo a um princípio racional e razoável. Que outra verdade posso reconhecer sem mentir, sem fazer intervir uma esperança que não tenho e nada siginifica nos limites da minha condição?.

      Camus – O Mito de Sísifo. Ensaio sobre o absurdo”

      abrc

    • re ruffato 17:32 em Quinta-feira, 22 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      Porrada a história do cara e da banda, assim como o som deles. Agora, vem cá: Blood sugar sex magic só entre os 500 melhores álbuns? pelo conjunto incrível (não tem uma única música ruim) deveria estar entre os 100 com louvor!

    • Daniel biondi 23:07 em Terça-feira, 27 Novembro 2007 Link Permanente | Responder

      Meus parabens deixe toda essa história imortalizada aqui no site pois os caras merecem principalmente John Frusciante!

      Abraço!

    • Paula 14:00 em Segunda-feira, 11 Maio 2009 Link Permanente | Responder

      Eles são bons demais. O Frusciante é o cara !!Se eu o encontrasse, casava na hora !!! E teria o Kieds como amante…..

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