A preguiça – Por vezes, sei que o melhor é que esse blog não seja mesmo divulgado, conhecido, hypado, etc. Assim, esse período de “saco cheio” passa mais leve, sem cobranças por impressões de tudo o que me cerca. Isso alivia a cabeça para reformular a estrutura do blog, pensando enfim em tirar da gaveta aqueles velhos textos de ficção/realidade que escrevi quando estava alterado, ou até mesmo compor um desses livros-blog que tanto falam por aí. Já falei disso no post anterior, quando amadurecia a idéia de um blog como um canil, condensando – mesmo que por alguns instantes – todos os cachorros que posso soltar nos textos, estejam eles bêbados, estressados, bem-humorados ou nenhum ânimo em especial. Só que, sinceramente, são tantas idéias que às vezes me dá preguiça de pensar.
Anteontem, fez um mês que a Clarah Averbuck encerrou o seu blog. No último post, foi simples e verdadeira nessa relação do blogueiro com o leitor, especificamente daqueles que lotam a caixa de e-mails como se esta fosse um SAC (não falemos em SAC, pois isso me lembra o meu callcenter e ainda estou de férias!). Aí eu penso: por que não aprendi a desenhar, ou então a tocar direito um instrumento? Se fosse habilidoso, o blog seria mais atrativo, sem possíveis reclamações ou órbitas em torno do meu próprio umbigo e a obra ganharia vida própria, como uma entidade misteriosa que sai dessa cabeça e faz com que as pessoas se emocionem enquanto observo de longe. Porém, prodígios não se encontram por aqui.
Enquanto isso, vamos ver se algum rumo positivo pinta nas idéias.
O mundo novo – Sempre lí sobre o Last.Fm, mas nunca tinha saco para baixar o software e abastecer o player de audições. Afinal, minha rotina sempre foi mais de baixar os sons, gravá-los no CD-R e colocá-los no carro. Afinal, é infinitamente melhor escutar as texturas sonoras nos graves ambulantes do que nessas caixinhas daqui. Porém, de uns dois meses para cá, graças ao estímulo de alguns amigos de MSN, esse programinha tornou-se um grande aliado, quase como um complemento do Orkut que rastreia nossos gostos musicais e solta na web. Aí aprendi a gostar dele, ouvindo mais o que baixo e até mesmo trocando umas idéias por lá.
Em resumo, o Last.Fm é realmente o que dizem: o “Orkut musical”. Identifica suas músicas ouvidas pelas tags ID3, monta um histórico e organiza uma biblioteca, listando os artistas que você ouve mais. Isso, além de um raio-X de você mesmo, ainda serve como pretexto para novos contatos virtuais – mais uma semelhança com o Orkut. Pode ser uma bobagem, mas até que é interessante.
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