Everything’s shaking

Dessa vez, o Estado tremeu e eu nem senti. Na vizinhança, falam que as cadeiras andaram um pouquinho, que o lustre pendeu para um lado, dentre outras impressões. Mas quem disse que eu senti?

Durante meu expediente, permaneço 06 horas sem contatos com noticiários ou internet. Não por imposição, mas porque sobra preguiça para andar até a “Sala Zen”, recanto com computadores conectados à web, um terminal da Telefónica TV Digital, uns sofás confortáveis e um pouco de silêncio. Porém, o ambiente é totalmente fechado, sem janelas e com isolamento acústico e magnético. Logo, a única manifestação externa ocorre quando chove forte no telhado ou quando você desce para ver o movimento do Shopping – afinal, a sede fica dentro de um Shopping Center.

Por isso, perdi a pauta da semana. Tudo tremeu, “os sinais do apocalipse” se manifestaram, “o fim dos tempos” deu as caras e eu nem percebi. Assim, até os profetas de plantão sentiram o tremor e estão explorando o assunto – em proveito próprio, claro – e eu fico sem assunto. Os sismólogos mediram 05 pontos na escala Richter, algo substancial para nossas silenciosas placas tectônicas, e não me veio nem a tontura, nem a impressão. Quanta sensibilidade!

Perdi, mas não quero reprise especial. Se o raio caiu e não me pegou, não vou bancar o mané de questionar a valentia da Mãe Natureza.

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Acessibilidade - É sobre essa palavra que o Carlos, colega de Orkut, profissão e blogs, medita e escreve com um forte sarcasmo. Confira aqui.