CRONISTA URBANO 3.0

Música, cinema, livros e o cotidiano.

Enfim, a volta

Nesses últimos meses, um computador em crise de hardware me impediu de escrever. Algumas idéias fluíram, logicamente, mas as mesmas não conseguiram a mesma fluidez. Afinal, a dependência de lan-houses consome os bolsos e castra todas as liberdades de escrever sem camisa, com música alta e um copo de qualquer coisa gelada por perto. Talvez um mau costume, ou então uma excentricidade.

Com isso, o exercício da Supervisão de Pessoas em um callcenter tomou meu tempo. Interagindo com uma vertente mais humana da tão falada diversidade, me sinto mais reconhecido e, conseqüentemente, mais estimulado a continuar nessa loucura computadorizada. Dessa forma, a Comunicação Social ganhou um prisma Administrativo, pois vivo buscando meios de resolver problemas com boas palavras e atitudes. Nem sempre dá certo, mas já vale a intenção.

Para tentar compensar minhas mea-culpas, ouço sem parar os novos álbuns do Radiohead e do Mars Volta. Me surpreendi com a qualidade do primeiro material, enquanto me cansei com as baterias repetitivas do segundo. E, para imensa vergonha, ainda não recuperei as leituras do Educação de um Bandido, do Edward Bunker, e nem olhei a biografia do Tim Maia que está na estante da minha sogra. É muito delay para quem quer bancar o jornalista cultural, não é mesmo?

Com 2 Gb de RAM e um HD de 250 Gb, estou voltando. A cabeça agora é Dual Core, mas às vezes vira uma Quad Core alucinada (pois tamanho não falta). Só falta justificar as boas estatísticas, mesmo nesses tempos de textos minguados, com um material decente. Se você ainda não desistiu de navegar por aqui, sei que posso garantir a expectativa.

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