
No último domingo (16/12), rolou uma mega-comemoração do retorno da minha amada. Começou com a chegada dela do Rio de Janeiro, quando fui buscá-la na rodoviária local junto de suas milhares de malas e presentes. Aí o mundo voltou a ter cores com os nossos beijos, abraços e o nosso reencontro físico. Com toda a carga que 43 dias de saudade podem provocar, foi demais.
Poucas horas depois, fomos no show do Tom Zé (foto), coisa rara numa cidade carente de diversidade cultural e com um cacoete terrível de cultura caipira, violas e etc. O SESC (Serviço Social do Comércio), promotor do evento, aliou-se ao Projeto Câmara de Cultura e colocou o tropicalista para tocar de graça num palco montado no Plenário da Câmara da cidade. Só que, por mais inusitado que pareça, Tom gostou da idéia. Encarnou seu lado político e discursou em cada intervalo de suas canções, divagando entre planetas e relembrando histórias. Ainda assim, as microfonias e outras falhas sonoras surgiram por culpa do lugarzinho um tanto ingrato. O Teatro Municipal mandava lembranças.
Depois, a dupla deu aquele sumiço esperto. O celular desligou, o casal evaporou e fez com que todo o resto do mundo se apagasse. Só reapareceram ao meio-dia da segunda-feira.
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“Se tudo correr bem” é o melhor. Feliz Natal também por aí e um ano novo fantástico. Abraço.