Quinta-feira, 27 Dezembro 2007 • 01:17

Por aqui, não há muito do que reclamar. O miolo foi turbulento, embora tenha sido bem mais leve do que os anteriores, que foram salpicados pelas preocupações com empregos e grana. Já as bordas do começo e do fim são inusitadas e crocantes como as novidades, que são saboreadas com curiosidade e algumas dúvidas. Afinal, elas me trouxeram experiências nas quais eu nem acreditava e ainda me renderam um salário.
Não, nem tudo foram flores nesse campo. O corpo e a mente foram levados ao limite, com uma birita e alguns passeios com a mulher amada para relaxar. Os discos estiveram mais próximos do que os livros, graças à maior facilidade para rasgar os tíquetes e embarcar nas viagens. Com isso, foram eles grandes auxiliares da paz. Mas nada se comparou ao brilho dos olhos do sujeito no fim do mês, com a gaita prontinha para tocar!
Agora, a meta é tomar vergonha na cara e encarar a vida com ares mais leves. Meter mais cores, enxotar a preguiça, agrupar mais ânimo. Flutuar, caminhar mais leve, erguendo o olhar. Curtindo e amando mais, sempre mais.
Ótimo 2008 a todos!!

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Quinta-feira, 20 Dezembro 2007 • 10:43

No último domingo (16/12), rolou uma mega-comemoração do retorno da minha amada. Começou com a chegada dela do Rio de Janeiro, quando fui buscá-la na rodoviária local junto de suas milhares de malas e presentes. Aí o mundo voltou a ter cores com os nossos beijos, abraços e o nosso reencontro físico. Com toda a carga que 43 dias de saudade podem provocar, foi demais.
Poucas horas depois, fomos no show do Tom Zé (foto), coisa rara numa cidade carente de diversidade cultural e com um cacoete terrível de cultura caipira, violas e etc. O SESC (Serviço Social do Comércio), promotor do evento, aliou-se ao Projeto Câmara de Cultura e colocou o tropicalista para tocar de graça num palco montado no Plenário da Câmara da cidade. Só que, por mais inusitado que pareça, Tom gostou da idéia. Encarnou seu lado político e discursou em cada intervalo de suas canções, divagando entre planetas e relembrando histórias. Ainda assim, as microfonias e outras falhas sonoras surgiram por culpa do lugarzinho um tanto ingrato. O Teatro Municipal mandava lembranças.
Depois, a dupla deu aquele sumiço esperto. O celular desligou, o casal evaporou e fez com que todo o resto do mundo se apagasse. Só reapareceram ao meio-dia da segunda-feira.

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Sexta-Feira, 14 Dezembro 2007 • 00:05

Digitei o termo “CPMF” na busca por imagens do Google e consegui essa acima. É ideal para o momento pós-votação que muitos estão chamando de vitória, felizes de que as mordidas nos bancos acabarão nesse ano de 2007. No entanto, pouco falam sobre o imposto salvador que será criado na tentativa de remendar os cofres públicos. Será que ainda crêem em Lula ou são bobos mesmo?
Entra governo, sai governo e todos se superam na criação de novas siglas. Portanto, em vez de sonhar com uma carga tributária menor, que apostem na nova sigla do futuro imposto. Alguém arrisca um bolão?

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Domingo, 9 Dezembro 2007 • 22:41
Sábado, 8 Dezembro 2007 • 11:19

Ontem, o Josias de Souza escreveu em seu blog sobre as intenções do Governo de aumentar a margem de repasse da CPMF para a área de saúde (leia aqui). Essas idéias foram discutidas em uma reunião fechada com o ex-ministro da Saúde do goveno FHC e criador do imposto, o cardiologista Adib Jatene. No balanço, a prova de que o governo teme o fim da taxa e pretende cativar a oposição de qualquer jeito. Mas, afinal, alguém acredita que a margem de 0,20% que já destinam à Saúde – de um total de 0,38% de alíquota cobrada – vai aumentar? Ainda mais quando já duvidamos dos supostos repasses atuais?
O Governo reveza entre a ameaça de aumentos nos impostos já existentes, caso percam a CPMF, e essa esperança de aumentar os repasses se o imposto permanecer. Pretendem esticar a vigência da taxa até 2011, mas o povo, real pagador disso tudo, é quem deve se pronunciar. Portanto, entre na caixa de comentários e diga: a CPMF é uma boa?
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Música: Comunidade Carente – Leandro Sapucahy e Arlindo Cruz

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Segunda-feira, 3 Dezembro 2007 • 21:33

Deu no UOL que dois chargistas foram demitidos do Jornal do Comércio, de Porto Alegre (RS), via e-mail. O motivo foram duas charges (uma delas acima) não publicadas, que tornaram ainda mais pesado o clima na Redação.
Por telefone, o chargista Santiago afirmou que o jornal restringia os temas e pessoas a serem trabalhados. De forma irônica, parafraseou Millôr Fernandes: “Trabalha-se para perder o emprego”.
Para entender melhor e evitar as cópias, leia aqui o original.

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Domingo, 2 Dezembro 2007 • 22:20

Quando o assunto é futebol, só me interessa o Imortal Tricolor. Mesmo sem um ano brilhante, fomos exemplo de raça, dedicação e um time com chances de título na Libertadores. Sim, ficamos sem títulos e sem a classificação para o torneio sul-americano. Mas o fato da última rodada selar o despacho corintiano, além da habitual torcida gremista, valeu o campeonato.
O jogo começou com o Grêmio em pique total. Logo no primeiro minuto, sai um gol que joga um balde de gelo nas esperanças dos paulistas. Porém, o desespero e a catimba corintiana, junto da queda de ritmo gaúcha, transformaram o jogo num empate repleto de chutões para o alto e disputas fortes. É, o jogo ficou feio. Mas como os colorados também estavam envolvidos no despacho, eles cumpriram o papel de perder e deixar o Goiás ficar. Resultado? Lágrimas e mais lágrimas nos rostos dos gambás, enquanto os fogos de artifício e a gritaria tomavam conta das ruas.
Agora fica chato ser uma das maiores torcidas do Brasil. Significam mais probabilidades de brigas, se forem ‘esquentados’, ou de boas risadas por aí. Como trilha sonora: “Chora, não vou ligar / Chegou a hora de afundar / Pode chorar, pode chorar”. (Numa paródia daquele sambão da Beth Carvalho que esqueci o nome.)
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Update: novo link na seção “Blogs Recomendados”.

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