
É agora que vem o exercício, com sua grande cara de sacrifício, de conviver com a saudade. Passo o olho nos ponteiros e saio, risco todos os calendários só pra ver esse tempo passar.
Duas dezenas que mais parecem centenas, são todos os dias que vais ficar. De noite, no sonho, a gente se junta, se deita, se ama e o peito, num breve momento, pára de reclamar. Com o dia raiando e o café quente, começo no intento de ser paciente até a noite chegar.
Se a coisa ficar preta e um cisco no olho entrar, corro e abafo as lágrimas com aquela sua blusa perfumada até me embriagar. No criado-mudo, as fotos têm vários segundos de risos e beijos nos mais diversos lugares. Na gaveta, cartas e bilhetes acalmam as noites com fragmentos das nossas memórias.
Volta logo, meu amor! Vem dar novos ares pr’essa saudade na nossa história!
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CD-PLAYER: Oceano – Djavan, ao vivo no Altas Horas.
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que lindo!!
como o amor é lindo..