CRONISTA URBANO 3.0

Música, cinema, livros e o cotidiano.

A estafa ganha cores

As lutas pelo vil metal e o sórdido papel desgastam. Destroem punhos, poluem as vias arteriais, vibram pelas têmporas. As tristezas vêm pelas repetições, pelo desejo de resultados em massa e pela desumanização do processo. Mas essas não são as regras do Capital?

O Capital é verde, azul, bordô, vermelho e até mesmo âmbar. Tem bichos da fauna brasileira nas costas e a cara da irmã da Estátua da Liberdade. Sua pele tem micro-listras e é sensível, seu toque chega a brilhar nos olhos quando se amontoam os zeros. E o estresse das batalhas só compensa quando ele pinga.

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A sorte é que alguém raptou as canções do Fome de Tudo, da Nação Zumbi (acima), e jogou na web. Encontrei numa comunidade do Orkut, baixei e colori essa semana com a psicodelia pernambucana, mais orgânica e chapante do que no Futura. Lúcio Maia continua incendiando as guitarras, abusando dos reverbs, tremolos e canais que viajam entre uma caixa e outra. O produtor Mario Caldato Jr. caprichou na captação dos tambores e Jorge Du Peixe consegue até alguns tons mais melodiosos em seus vocais. E a Nação segue misturando dub, rock, samba e algumas pitadas eletrônicas.

Se a curiosidade está forte, leia aqui um texto massa do Bruno Nogueira (corrigido!). Além de um papo com o vocalista Du Peixe, ele indica o caminho para a prévia oficial da parada, com design autorizado pela banda.

Os sons psicodélicos sempre coloriram meus pensamentos, me atraindo mais do que outras vertentes desse vício chamado música. Assim, é melhor deixar esse mau escrito de lado e correr atrás do download acima. Por falar nisso, a minha fome é de um MP4 esperto. Topa me dar um nesse Natal?

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Arquivado como:Música, Outros papos

One Response

  1. Bruno disse:

    Eu nao sou o Torturra. Temos o mesmo nome (Bruno Nogueira), mas sou do Recife.

    A foto do texto que é dele

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