Fogo de palha

Ontem, Mano Brown (registrado como Pedro Paulo Soares Pereira), o polêmico líder dos Racionais MC’s, teve uma aparição “travada” no programa Roda Viva. Se Brown aparentava um certo incômodo com as palavras difíceis usadas pelos entrevistadores, estes também ficaram com o c* na mão o tempo todo. Se não fossem alguns pitacos do jornalista Renato Lombardi sobre conteúdos supostamente revolucionários e os questionamentos de José Nêumanne sobre exemplos dos Racionais para os seus ouvintes, a falta de tempero do programa do Paulo Markun seria completa. Ninguém sequer encarnou o monstro elitista para provocá-lo!!
Depois de tantas promessas dessa pauta, que até me fizeram empunhar um bloco de papel durante a entrevista, a decepção foi forte. Sem tantas alfinetadas, Brown reduziu-se aos seus clichês sobre guerra civil, luta de classes e etc. No máximo, alguns comentários sobre como é a relação entre traficantes e comunidade nas favelas. Tratando traficantes como “comerciantes”, foi fundo ao perguntar a todos sobre o porquê do dono da AmBev permanecer impune, enquanto usuários e traficantes vão presos. “São perguntas que geram outras perguntas e nós ficamos sem respostas”, disse, deixando tudo no ar. E ninguém entendeu muito bem, por sinal.
No fim, a relação com Eduardo Suplicy, a insurreição do PCC e a Virada Cultural passaram em branco. Depois da Globo se humilhar por duas ou três palavrinhas dele, a programação aberta da TV Cultura ganhou sua preferência. Porém, a chapa branca reinou. Mesmo com uma certa inteligência, sua ignorância o deixou perdido ao citar Cuba como exemplo democrático e Lula como vítima de “seus comparsas que deram mancada”, bem como o assunto das cotas para negros nas universidades. Faltaram conflitos, debates e argumentações melhores. Se Brown tinha dificuldades de argumentação, os entrevistadores não demonstraram a qualidade desejada. Vide a constatação de que Paulo Lima, chefão da revista Trip, foi o destaque positivo.
Em resumo, Brown não quer e também não pode ser exemplo para ninguém. O modus operandi da favela domina seus pensamentos, mesmo com sonhos de “mundo sem drogas” e tudo mais. No fim, ficou a prova em rede nacional de que não se trata de tudo isso que dizem por aí. Será o efeito contrário daquilo que a audiência esperava?





Virus 15:29 em Quarta-feira, 9 Setembro 2009 Link Permanente |
Vcs são mó comédia…
Se Brown expusesse sua opinião real sobre os assuntos citados neguinhu ia treme e, além do mais, tv aberta ainda é ignorante demais pra ouvir certas coisas e o Brown sabe disso…
O cara é um revolucionário, o mundo inteiro um dia ainda vai saber disso, e num precisa fica criando polêmica pra agrada audiência nenhuma.
Ouça as músicas ( poesias ) do cara e tire as conclusões sobre quem nessa historia toda é o verdadeiro ignorante.
” Vermes que só faz peso na Terra,tira o zóio,tira o zóio, vê se me erra…”
Firmão Brown é Nóóóóóóóís