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  • leo bueno 02:03 em Wednesday, 28 February 2007 Link Permanente | Responder  

    Um homem e sua época 

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    O exemplar que tenho em mãos nem possui essa capa. Há apenas uma divisão horizontal, separando a metade inferior preenchida em preto da metade superior em tom branco. No alto, o nome do falecido jornalista e político Carlos Lacerda (1914-1977), destoando do contraste intencional das duas outras cores. Tudo isso numa edição de 1971 de O Cão Negro (Ed. Nova Fronteira), uma excelente compilação de crônicas desse polêmico brasileiro que veio às minhas mãos por meio da minha sogra.

    Logo na primeira crônica, ele quase se justifica. Em A Quem Interessar Possa, ele afirma sobre sua personalidade, que oscilava entre as polêmicas e a sua dor pessoal, algo que diz ser “a maior certeza dessa vida”. Depois dessa introdução, ele relata viagens pelo Vale do Paraíba, considerações sobre peças teatrais e relatos nostálgicos sobre o Rio de Janeiro, compondo assim um interessante retrato de uma época.

    Importância – A obra é indispensável para quem quer saber mais sobre Lacerda e seu tempo, pois o jornalista teve uma vida de profundo ativismo político durante o período da Ditadura Militar.

    Lacerda foi comunista até 1939, quando rompeu com o movimento por acreditar que a doutrina levaria “a uma ditadura pior do que as outras, porque seria muito mais organizada, e, portanto, muito mais difícil de derrubar”. Depois, dedicou sua excelente oratória e escrita às ideologias direitistas – leia-se Direita, e não a extrema Direita que caracterizou a o Golpe de 1964. Tais atitudes, aliadas aos seus olhos arregalados, nariz pontudo e voz intimidatória reforçam as idéias de quem o considerava uma ‘polêmica ambulante’ – se você viu a minissérie global JK, lembre de José de Abreu interpretando-o.

    Beleza – Entretanto, ele mostra grande sensibilidade, algo que poucos relacionam a ele, em O Cão Negro de Winston Churchill. É uma das últimas crônicas do livro. Nesse texto, ele comenta um estudo psicanalítico sobre o político britânico, que relacionava a sua postura pessoal com a firmeza de suas decisões contra o avanço de Hitler e, logicamente, esmiuçava sua personalidade. Segundo o estudioso, Churchill só foi como foi porque não se permitiu ceder à sua depressão, sentimento que ele chamava de ’seu cão negro’. Após confessar sua identificação com o primeiro-ministro britânico e o estudo já citado, Lacerda relata na crônica seguinte, quase como um poema, o dia em que o seu ‘cão negro’ deu o ar da graça. Uma belíssima passagem.

    Se você gostou do tema, vá até um sebo ou procure pela internet, pois não vi em nenhuma livraria aqui por perto. É uma ótima leitura, ainda que difícil de encontrar.

    *

    CD-PLAYER: Porcelina Of The Vast OceansSmashing Pumpkins

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    • re ruffato 10:59 em Quarta-feira, 28 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      Dicas de leituras são sempre uma boa, pq devoro livros com uma rapidez insana (o que fica bem caro, no final do mês).
      Beijos

    • e. m. 21:31 em Quarta-feira, 28 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      não sei o motivo, mas toda vez que leio algo sobre ativistmo político sempre me recordo de george orwell, não que necessariamente haja uma ligação entre os ideais, maaaass, sabe como é né.

      quando um livro do lacerda vier às minhas mãos, lerei com maior curiosidade – pq se é review aqui, é pq vale muito a pena.

  • leo bueno 15:03 em Monday, 26 February 2007 Link Permanente | Responder  

    Entre pesares e surpresas (Início) 

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    A Rede Globo tem uma péssima transmissão do Oscar, não dá para negar. Maria Beltrão continuava animadinha, cheia de graça mesmo depois do Carnaval acabar, e contrastava com o jeitão bêbado de José Wilker – que já virou figura carimbada do “Pânico na TV” – e a tradução nada simultânea de Elisabete Hart. Com tanta gente falando, não dava nem para testar o Inglês durante a cerimônia. (Em contrapartida, mesmo com uma semana de atraso, o SBT deu um show na apresentação do 49º Grammy: tudo legendado! Mas isso é uma outra história.)

    Alguns pesares – Entre os premiados, Babel e Pequena Miss Sunshine mereciam mais prêmios. Reconhecer apenas a trilha sonora da primeira e o roteiro da segunda produção foi pouco, mas era um resultado esperado por uma ala da crítica. Afinal, mesmo com um elenco de peso, a Academia pode ter pensado demais na nacionalidade de Iñárritu e na independência de estreantes do casal Jonathan Dayton e Valerie Faris. Uma pena.

    Entre os atores e atrizes, o favoritismo de Helen Mirren e Forrest Whitaker confirmou-se entre os principais. Na turma dos coadjuvantes, Alan Arkin foi o que mais me atraiu, já que nem toda a garra de Jennifer Hudson vale a força de Adriana Barraza. Enquanto Hudson chorava ao receber a taça, eu achava que era o único a discordar do seu prêmio entre o pessoal que assistia a premiação. Um ou dois blocos depois, entram a própria e Beyoncé Knowles para berrar no palco e mudar as idéias dos presentes.

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    Surpresa – Pouco depois, José Wilker ressurgiu de seu quase-silêncio e começou a filosofar. Mas, mesmo que ele ache que a Academia exagerou na mea-culpa com o diretor Martin Scorcese, Os Infiltrados é uma porrada: diálogos incisivos, elenco apurado e uma fluência de narrativa e edição como não se via há tempos. Se O Aviador dava sono de tão longo, Os Infiltrados cativa pela ação que prende os olhos desde a abertura – com direito a Street Fighting Man, dos Rolling Stones, ao fundo.

    Dentro de um páreo duríssimo, que revelou uma safra de longas melhor do que a premiação passada, o punch de Scorcese surpreendeu quem dava como certa a vitória de A Rainha, de Stephen Frears. Uma bela surpresa também para quem imaginava uma busca de novas fórmulas e talentos por parte dos julgadores, supostamente sinalizada pela vitória de Crash – No Limite no ano passado. Nesse ano, os velhos nomes do bom cinema mostraram sua força e a Academia deu o braço à torcer. Ainda bem.

    *

    (Devido ao tempo de ausência, publiquei três textos relacionados pela cronologia. Seguem as duas outras partes logo abaixo.)

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    • Juliana Semedo 19:11 em Segunda-feira, 26 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      Seu comentário foi mais produtivo que o meu. Quanto à transmissão da Rede Globo, é revoltante. Preferia mil vezes a do SBT. O José Wilker não dava uma dentro.

      estou louca para ver a continuação de sua análise. Ate agora, partilho da mesma opinião.

      bjo!

    • Samantha Abreu 23:55 em Segunda-feira, 26 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      é uma pena, mas perdi “Os infiltrados” no cinema… imperdoável!

      Babel merecia mais prêmios, não tenho dúvida… e confesso que ando tão desacreditada no Oscar que, por incrível que pareça, nesse ano não tive nem tesão em ver… fui dormir, e bem…

      mas ainda bem que tenho você aqui, pra me botar a par de tudo! rsrsrsrss
      beijos!

    • re ruffato 11:04 em Quarta-feira, 28 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      Olha, a transmissao na TNT tava pior, viu? Sim, isso é possível.
      Só um comentário: hj a Folha nos alerta para os prêmios de melhor ator e atriz. Há anos os agraciados são aqueles que interpretaram pessoas reais. Inegável o valor desses atores, até pq se tem o parâmetro fiel para avaliar suas performances. Mas a repetição de prêmios usando a mesma métrica tá cansando, não acha?
      bj

    • Ana 11:04 em Quinta-feira, 1 Março 2007 Link Permanente | Responder

      Léo, que ótimo: eu não assisti nada no cinema no último ano, e nem sei pra que lado foi o Oscar: seu post me atualizou! Beijos

  • leo bueno 14:07 em Monday, 26 February 2007 Link Permanente | Responder  

    Pérola (Meio) 

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    Cláudia Rodrigues: “E aí, Quinho, bebendo essa água geladona antes do desfile?”

    Quinho:Ah, tá tranquilo! Depois eu vou lá pra avenida, dou uma aquecida nas PREGAS VOCAIS e tá tudo certo!”

    Quinho (foto) foi o puxador oficial da Acadêmicos do Salgueiro em 2007. Se há pregas na sua garganta, imagine o que encontraremos mais para cima de sua cabeça.

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    (Devido ao tempo de ausência, publiquei três textos relacionados pela cronologia. Segue a última parte logo abaixo.)

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  • leo bueno 13:57 em Monday, 26 February 2007 Link Permanente | Responder  

    Depois das quedas, virá o coice? (Fim) 

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    O país parou no Carnaval. Nem mesmo as tragédias urbanas inspiraram o Congresso ou o Senado a qualquer traço de longevidade dos debates necessários ao nosso caos. Maioridade penal, pena de morte ou as causas da violência urbana, tudo foi engolido pela agenda setting da mídia – que, por sua vez, ainda dita as prioridades de muitos. Porém, logo o fuzuê do Carnaval também será engolido, digerido e transformado em merda.

    Por mais bostejos que ocorram nesses tipos de conversas, a troca de opiniões é necessária. Pena que, mesmo que digam que o Brasil só funciona depois de fevereiro, o Carnaval e todo o seu circo de celebridades joga contra essa retomada. Ao brincar com o título de um disco dos Paralamas do Sucesso, é triste constatar que, mesmo com tantas quedas, o país ainda está longe de meter um coice certeiro em seu atraso.

    É esperar para ver.

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    • Samantha Abreu 23:52 em Segunda-feira, 26 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      Olha Léo,
      detesto ser pessimista, mas….
      isso está sendo inevitável!

      acho que nada começa mais, nem depois do carnaval!

    • gusta 09:55 em Terça-feira, 27 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      A subserviência de um povo de merda é capaz de bostear ainda mais este país de bundas esmerdeadas. Desculpe o palavreado, mas quando vi o último post da trilogia factual, senti-me uma fezes fresca também, por conviver com uma violência de merda, com um ostracismo de bosta e pertencer a esta latrina brasileira. Devemos lutar para não boiar no esgoto da escuridão nacional.

  • leo bueno 20:20 em Tuesday, 20 February 2007 Link Permanente | Responder  

    Do outro lado do Carnaval 

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    A vida pessoal nem sempre reserva bons momentos, mas permite que a melancolia da maré baixa nos faça refletir. Foi por pensar demais nisso que, entre madrugadas insones e vitrolas em pleno funcionamento, descobri o prazer da voz da musa indie acima: Cat Power.

    Não convém entrar em detalhes sobre as razões da melancolia – seja a dela ou a minha. A vida profissional vai se ajeitando, mesmo que o horário de trabalho seja junto das corujas. O campo afetivo vai em bons ventos, eufórico com a possibilidade desse novo emprego realizar nossos sonhos. Porém, há outras razões e outros pensamentos, aliados ao meu estilo reflexivo e observador de sempre, que são embalados pela voz dessa moça enquanto surge o amanhecer.

    Remando contra a maré dos carnavais, desfiles e bundas rebolativas, são poucos os que se interessam por ela e outros artistas do sadcore. Porém, se um dia desses você acordar “de ovo virado”, se é que você conseguiu dormir, ouça as canções de Chan Marshall (o nome verdadeiro dela) e relaxe.

    Aqui você descobre detalhes sobre o mais recente trabalho dela, The Greatest (2006). Só que sua obra prima é Moon Pix (1998), com a belíssima Colors And The Kids. Tudo bem, ela tem um quê de “música de mulher”; mas duvido que você não sentirá nada ao ouví-la.

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    • Samantha Abreu 18:02 em Quinta-feira, 22 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      Léo…
      adoro “Indie”, mas ainda não conheço essa garota!
      fiquei curiosa, e vou procurar imediatamente, já que tenho um desejo incontrolável por coisas que despertam sentimentos assim… melancólicos!

      quem sabe ela me ajuda a escrever mais…!

      beijoS

    • Ed 08:27 em Terça-feira, 6 Março 2007 Link Permanente | Responder

      Estou ouvindo Cat Power neste, neste instante.

      Obrigado pela visita.

      Bon jour.

    • Débora 14:08 em Terça-feira, 8 Janeiro 2008 Link Permanente | Responder

      Eu conhecia as músicas dessa cantora…Por saber que Ana Carolina escuta as músicas para acalmar-se…e Gostei também….Adorei…..Te admiro muito….

    • Gabriela Morena 22:35 em Domingo, 7 Dezembro 2008 Link Permanente | Responder

      The Greatest me causa sensações que só sinto quando ouço essa música.
      A propósito ela toca no My blue berry nights q é um dos meus filmes favoritos.

  • leo bueno 23:26 em Wednesday, 14 February 2007 Link Permanente | Responder  

    Do inferno ao céu 

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    (Quase escrevi sobre maioridade penal, pena de morte e outras discussões que ressuscitadas pela mídia. Porém, depois desse papo no Orkut, deixei para lá. Já participei demais de coisas que, no fundo, são pouco úteis para a nossa realidade. Melhor ficar com as minhas músicas e pronto.) 

    No último domingo (11), rolou a entrega do 49º Grammy. Dentre os vários artistas premiados, os Red Hot Chili Peppers (foto) chamaram as atenções pela quantidade de estatuetas. A faixa Dani California deu a eles os títulos de “Melhor Canção Rock” e “Melhor Performance Duo/Grupo Vocal Rock”, bem como o disco Stadium Arcadium ganhou na categoria “Melhor Álbum de Rock”. Foi a coroação do êxito de uma banda com 23 anos de carreira, 14 discos e uma história de superação das drogas e reafirmação da amizade entre eles.

    A nuvem negra se aproximou deles em 1988, quando o guitarrista Hillel Slovak morreu de overdose de heroína. Então John Frusciante e Chad Smith, atuais donos das guitarras e da bateria, apareceram para as gravações de Mother’s Milk (1989) e Blood Sugar Sex Magik (1991). Esse último é considerado um dos 500 maiores discos da História, segundo a revista “Q”, dentre outros títulos dados por outras revistas especializadas. Porém, o estrelato e a rotina das turnês de divulgação a partir de 1991 piraram a cabeça de Frusciante ao ponto dele pedir para sair da banda, em maio do ano seguinte.

    Se tudo pareceu se resolver com a chegada de Frusciante, poderia ir por água abaixo com a sua partida. Lá vinha mais um problema.

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    Junkie in trouble - Frusciante (foto) já usava várias drogas desde as gravações de Blood Sugar Sex Magik e apresentava sintomas de depressão. Em sua biografia, o vocalista Anthony Kiedis afirma que John não conseguia lidar com o sucesso e acreditava que a fama podia estragar a banda, quase que num ideal beatnik – talvez sob influência dos escritos de Burroughs, seu preferido. Depois de atrasar-se para ensaios, sabotar alguns shows e piorar seu relacionamento com os demais companheiros, ele abandona o grupo minutos antes de tocarem no Japão. “Digam a eles que enlouqueci”, disse na época.

    Em seguida, John entregou-se à heroína e a reclusão. Eventualmente compunha e pintava, além de estudar a obra de artistas como Da Vinci. Em 1994, lançou Niandra LaDes and Usually Just a T-Shirt. Repleto de gravações lo-fi em quatro canais, não havia clareza de timbres ou segmentos melódicos reconhecíveis. Seus gritos, microfonias e outras sujeiras sonoras registravam sua loucura, mas não definiam se era um ímpeto artístico ou um mero retrato de uma personalidade sombria.

    Com uma casa fedida, suja e frequentada pela malandragem, ele foi despejado por não pagar o aluguel. Depois de passar por vários hotéis e ser igualmente expulso, o jeito foi lançar Smile From The Streets You Hold e faturar o que pudesse. Ainda pior do que o antecessor, o disco tinha até mesmo participações obscuras de seu falecido amigo River Phoenix. Mas as suas condições físicas eram lastimáveis. Após tirar todos os dentes para evitar uma infecção fatal, nada cicatrizava os abcessos nos braços e pernas, causados pelo uso inconsequente das agulhas com heroína. Esquelético, desdentado e com suas tatuagens distorcidas pelos abcessos, ele se deixou fotografar pelo “L.A. Times” e afirmou que não se importava em morrer.

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    Encontrando a luz – Em 1997, Kiedis reencontra o velho amigo em uma galeria de arte. Comovido com a sua situação, lhe presenteia com uma guitarra nova – as antigas já tinham ido embora, você sabe bem o porquê – e propõe sua volta aos Peppers. Revezando entre os ensaios, a clínica de reabilitação e algumas cirurgias de reconstrução facial, a vida de Frusciante e da banda ganha um novo ar. John volta do inferno, o grupo solta Californication e eles estouram nas vendas.

    Em 2002, John mexe no jeito de compor da banda e transfere sua melancolia nas composições de By The Way. Talvez num reflexo das suas músicas da carreira solo, pela qual lançou seis discos em seis meses, entre janeiro de 2004 e fevereiro de 2005. Mas falo sobre esse projeto doido em outra hora; o que importa é que a banda ressurgiu das cinzas, mesmo um tanto melancólica, e passou a lidar melhor com os seus fantasmas.

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    Novo e premiado – Em 2006, com a banda empolgadíssima nas gravações do premiado Stadium Arcadium e com tudo por resolver, John inova sua pegada e todos se sentem mais livres para criar. Tanto que, em 2006, ele anunciou em seu site oficial que sua tristeza do vôo solo havia terminado. Revezando entre o grunge, o funk, o rock e também pelos efeitos psicodélicos, os ‘funky monks’ foram muito bem recebidos por público e crítica. A expectativa pelo álbum duplo era tanta que foi um alvoroço quando as 28 músicas vazaram na internet, fato que gerou uma nota de repúdio à pirataria redigida por Flea.

    Piratas ou não, todos continuaram ouvindo as suas músicas e percebendo a nova linha melódica, as guitarras impossíveis de Frusciante e o clima alegre e diferenciado das gravações. Isso refletiu não só nas vendas, ainda que não tão altas nessa nova era MP3, como também nas boas críticas, na agenda lotada de shows e no diversos prêmios recebidos. Sem querer provar nada, mostraram que a bonança chegou para ficar. E com muito som!

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    • Samantha Abreu 21:07 em Quinta-feira, 15 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      Léo!
      pelo visto não sou a única que adoro a história dos caras!
      Muito bom!
      Sinceramente, acho que mereceram todos os prêmios…

      beijO!

    • Ederson 02:07 em Sexta-Feira, 16 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      uau, não sabia de nada disso… muito interessante, principalmente a parte “Após tirar todos os dentes para evitar uma infecção fatal, nada cicatrizava os abcessos nos braços e pernas, causados pelo uso inconsequente das agulhas com heroína.”

      Mas mesmo com um cara assim nas guitarras não consigo gostar do Red Hot. Comprei o Californication num surto que eu tive, mas acho que não gostei nem da metade das músicas, acabei dando pra minha prima…

    • Ezequiel Vieira 19:25 em Sexta-Feira, 16 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      só agora fui reparar a citação feita de Nietzsche. Tô apredendo a gostar dele. Nesses férias tb comecei a ler Camus e gostei tanto de um trecho que acabei fazendo duas citações lá no meu blog:

      “Posso negar tudo dessa parte de mim que vive de nostalgias incertas, salvo esse desejo de unidade, esse apetite de resolver, essa exigência de clareza e de coesão. Posso refutar tudo nesse mundo que me rodeia, me choca e me arrebata, excepto este caos, este acaso-rei e esta equivalência divina que nasce da anarquia. Não sei se este mundo tem um sentido que o ultrapassa. Mas sei que não conheço tal sentido e que de momento me é impossível conhecê-lo. Que significa para mim um significado fora da minha condição? Só posso compreender em termos humanos. O que toco, o que me resiste, eis o que compreendo. E ainda sei que não posso conciliar essas duas certezas, o meu apetite de absoluto e de unidade e a irredutibilidade deste mundo a um princípio racional e razoável. Que outra verdade posso reconhecer sem mentir, sem fazer intervir uma esperança que não tenho e nada siginifica nos limites da minha condição?.

      Camus – O Mito de Sísifo. Ensaio sobre o absurdo”

      abrc

    • re ruffato 17:32 em Quinta-feira, 22 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      Porrada a história do cara e da banda, assim como o som deles. Agora, vem cá: Blood sugar sex magic só entre os 500 melhores álbuns? pelo conjunto incrível (não tem uma única música ruim) deveria estar entre os 100 com louvor!

    • Daniel biondi 23:07 em Terça-feira, 27 Novembro 2007 Link Permanente | Responder

      Meus parabens deixe toda essa história imortalizada aqui no site pois os caras merecem principalmente John Frusciante!

      Abraço!

    • Paula 14:00 em Segunda-feira, 11 Maio 2009 Link Permanente | Responder

      Eles são bons demais. O Frusciante é o cara !!Se eu o encontrasse, casava na hora !!! E teria o Kieds como amante…..

  • leo bueno 12:46 em Monday, 12 February 2007 Link Permanente | Responder  

    Dor de todos nós 

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    “Gardênias e hortênsias / Não façam nada que me lembre / Que a este mundo eu pertença / Deixem-me pensar que tudo não passa / De uma terrível coincidência”. (Paulo Leminski)

    Depois da barbárie cometida no Rio, a dor dos familiares do garoto João Hélio Fernandes, de apenas seis anos de idade, é óbvia e lancinante. É por esse fator que, num primeiro momento, achei oportunista por parte da Rede Globo a entrevista com os pais do garoto. Parecia que exploravam a dor em busca de audiência. Depois, mudei de idéia ao perceber como é importante a veiculação de imagens e depoimentos de vítimas da violência, para que a manifestação por soluções seja mais efetiva.

    Maioridade penal – Mas o que pensar depois dessa tragédia? Após a divulgação de que um menor estava junto dos assassinos de João Hélio, os meios de comunicação jogaram no ar a idéia da redução da maioridade penal. Foi o mesmo assunto de quando o menor Champinha, mentor do assassinato de Liana Friedenbach e Felipe Caffé, foi julgado. Porém, de que adianta fazer com que um homem de 16 anos vá para a cadeia se, ao chegar lá, ele irá carimbar sua matrícula na universidade do crime?

    Sim, o jovem é criminoso e tem consciência do que fez. Mas o nosso sistema prisional, repleto de facções que continuam cometendo crimes mesmo do lado de dentro, não recupera ninguém. Com teto, comida e roupa lavada, nenhum dos presos recebe qualquer medida socio-educativa e, assim, qualquer chance de regeneração torna-se nula. Num outro lado desse prisma, o Legislativo só permite que o sujeito fique no máximo por 30 anos no xadrez e, nesse período, concede uma série de indultos e condicionais. Assim, pensar em mandar para o xilindró esses assassinos é uma medida imediatista.

    Pena de morte – Pensar na instauração da pena de morte é como desejar a limpeza social. Seus defensores reafirmam a inoperância do Estado ao desejarem que este mate quem já matou. Com esse paliativo, o Estado eliminaria aqueles que não conseguiu auxiliar e, numa reedição tacanha do Código de Hamurabi, não ensina e muito menos regenera aqueles que contrariaram as regras sociais. Desse jeito, só ferra mais um pouco a nossa já caótica sociedade.

    Pensar no caos – Os depoimentos de filósofos e cientistas sociais exibidos no programa “Fantástico” foram interessantíssimos. Propuseram nosso olhar para dentro, a fim de repensarmos no quanto nossos privilégios contribuem para a desigualdade e a exclusão social. Do outro lado, deve-se discutir também o real propósito das insurgências sociais que, invariavelmente, resultam nessa nossa guerra civil.

    Aproveitando essa dor que todos nós, que temos família e crianças por perto, sentimos, devemos também valorizar os debates propostos pelos meios de comunicação. Cobrando providências daqueles que nos representam, pensamos no macro, e mudando nossas atitudes, repensamos o micro. Com isso, além de chorarmos pelos nossos mortos, podemos tomar consciência e reorganizar a sociedade em que todos nós vivemos.

    P.S.: A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Ellen Gracie, manifestou-se contrária à redução da maioridade penal. Nos comentários, a leitora Ana indicou-me esse link para a matéria relacionada.

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    • ton 21:01 em Segunda-feira, 12 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      Sinceramente, tenho medo desse assunto. É muito delicado, complexo e, necessariamente, há de ter uma dose de coragem e sabedoria ao abordá-lo. Estou completamente enojado pelo o que ocorreu no Rio. Mas, ironicamente ou não, sou contra a redução da maioridade penal. Abordamos jovens a partir dos 18 anos. Os consideramos como capacitados para responder por seus crimes. Mas colocar jovens de 16 juntos aos marginas “capacitados” é errado.

      Entretanto, um jovem de 16 pode votar, pode beber (legalmente ou não). Aos 18 pode beber, fumar e tirar CNH. Aos 21 já é um completo adulto. Creio que, no mais, ou o jovem é resonsável por TUDO aquilo que pratica e quer praticar a partir dos 18 ou, como em muitos países, TODAS esses direitos e deveres devem ser repassados aos 21 anos.

      O sistema penal no Brasil não pune, não “reintegra” o indivíduo à sociedade e não impede que crimes aconteçam. Enfiar um garoto na Febem, para que saia com “diploma” de bandido também não é a solução. A primeira coisa a ser feita é refundar as instituilções públicas brasileiras relacionadas à segurança. Política, política de segurança, sistema penal. Tudo está falido. Mais triste do que a morte do garotinho, é o fato de não sabermos e não termos meios de condenar os marginas, pois nossas leis estão ultrapassadas.

    • Samantha Abreu 21:34 em Segunda-feira, 12 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      Leo… como isso é complicado…
      vc não imagina o meu incoformismo com isso.. (tenho uma criança de 3 anos em casa, e só de pensar… meu Deus!)

      mas, o que a gente pode fazer, com uma linha tão tênue entre o julgamento e a injustiça.
      Concordo muito com vc quando diz que nosso regime penitenciário serve de academia para bandidos. Disso nãp há dúvidas…

      Como é que a gente vai sair desse ciclo vicioso em que estamos? Onde começa o erro, e onde deve começar a mudança, pra que tudo seja de fato efetivo, e não só ‘palavras ao vento’?

    • Ana F. 21:55 em Segunda-feira, 12 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      Mais dados para a sua análise – “Presidente do STF diz ser contra a redução da maioridade penal” – http://www.cedeca.org.br/noticias.php?cod=239
      Abraço, Ana

    • Juliana Semedo 06:09 em Terça-feira, 13 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      Leo,
      bastante pertinente, delicado e polêmico esse assunto. Eu me interesso muito por isso, e partilho da mesma opinião. Sou contra a pena de morte e contra o aumento da maioridade penal, acredito que a melhor solução ainda seja uma cadeia com o objetivo de formar socialmente o indivíduo. Mas, pensando a realidade do Brasil, isso se torna tão utópico… Se você se interessar tem um livro do Frei Betto; Cartas da Prisão, que ele faz uma análise do sistema carcerário brasileiro. Magnífica a análise dele e condizente com a sociedade brasileira contemporânea.
      O livro “Cabeça de Porco” escrito a três mãos (Luiz Eduardo Soares, MV Bill e Celso Athayde) é também, uma boa pedida.
      Abraços

    • Ezequiel Vieira 11:10 em Terça-feira, 13 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      ainda acredito q abolir o conceito de maioridade penal é mais lógico. Um crime como esse nao deve ser aceitavel para alguem de uma certa idade e para outra nao

      quanto a pena de morte, nos EUA o maior numero de crimes acontece justamente nos estados q instituíram essa penalidade.

      Nao intimida e nao resolve! E no Brasil só seria assassiando preto, pobre e puta

      Vc viu a coluna de Elio Gaspari de 04/02? Ele comentou um estudo onde se defende por a mais b de q é mito a ideia de q a justiça favorece os menos abastados

      enfim, questoes, questoes….

    • Ana F. 11:30 em Terça-feira, 13 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      Acho que o “x” da questão não é perguntar se o adolescente que participou do ato tinha ou não discernimento a respeito.

      Qualquer adolescente de 16 anos, ou menos, que não tenha nenhum problema em seu desenvolvimento intelectual, sabe que arrastar uma criança em um carro vai matá-la. Sabe o que é roubo, estupro…

      A questão é: aos 16 anos, ou menos, um adolescente tem chances de se ressocializar. Tem chance de desenvolver novos valores, de aprender uma profissão… é nisso que se baseia a atual legislação brasileira, o Estatuto da Criança e do Adolescente.

      Pode ser que três anos – tempo máximo que um adolescente autor de ato infracional pode ficar detido – não seja tempo suficiente para a tarefa. Ainda mais quando lembramos da situação em que estão os centros de internação – as Febens da vida.

      Mas, definitivamente, as prisões, onde 70% dos encarcerados reincidem no crime quando são soltos, não é o lugar para colocar essa moçada.

      Vamos imaginar um adolescente com 16 anos preso. Vamos imaginar que ele cmpra os 30 anos de pena. Caso sobreviva ao cárcere, sairá com 46 – para usar um jargão das páginas de polícia, “pós-graduado no crime”.

      Não temos muitas opções diante do caos da criminalidade rbana. Só não podemos escolher a pior.

    • re ruffato 19:03 em Terça-feira, 13 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      É de enjoar, é de se indignar e faz pensar numa saída, sem dúvida. Incluiria aí na lista um trabalho de espiritualização das pessoas. Bjs

    • Camila Vargas Barbier 09:58 em Quarta-feira, 2 Abril 2008 Link Permanente | Responder

      acho isso um absurdo esses pais ta uma bosta
      ta cada dia pior
      sei como e a dor
      pedir meu tio
      por causa desse bando de vagabundo
      mataram ele a facadas
      e uma dor q num tem como dizer
      as lagrimas ja dissem td
      sofro junto com essa familia
      =(
      bjooo
      entre em contato comigo

  • leo bueno 02:24 em Friday, 9 February 2007 Link Permanente | Responder  

    Jovens comprados 

    eleitor.jpg

    Nas últimas eleições, fez-se uma notória campanha pelo voto nulo. Com vários brasileiros nutrindo uma descrença gigantesca diante da política nacional,  a situação piorou com as denúncias de corrupção do primeiro mandato do presidente Lula. Lembro até que, na época, o prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (PFL-RJ), queria que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) proibisse a veiculação dessas vinhetas da MTV. Assim, sendo diretas ou não, as manifestações pelo voto nulo eram intensas.

    O tempo passou, Lula ganhou mais uma e as promessas o novo mandato começaram. Até estranhos deputados tiveram a sua vez na Câmara, como o músico Frank Aguiar e o costureiro Clodovil Hernandez. Porém, o pior de tudo é a grande mancha que a ONG Transparência Brasil revelou no nosso processo eleitoral.

    Com levantamentos desde o ano de 2000, a instituição afirma que a compra de votos atingiu níveis alarmantes nas eleições do ano passado. Mais de 8,3 milhões de pessoas trocaram seus votos por agrados, uma quantidade só equiparada se somarmos todos os votos depositados nos estados de Roraima, Amapá, Acre, Tocantins, Rondônia, Sergipe, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Amazonas. Entretanto, o que mais assusta é que os protagonistas disso tudo não foram os pobres nem os menos instruídos, e sim os jovens.

    Se você tem Acrobat Reader, leia o relatório aqui.

    *

    CD-PLAYER: O disco The Will To Death, do John Frusciante. Uma melancolia rasgada e pitadas de psicodelia à la Velvet Underground (na fase Nico), para combinar com um dia chuvoso em pleno verão. Se você espera um lance chili pepper, aqui o papo é outro.

    files.jpg

     
    • Ton 19:57 em Sábado, 10 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      O mandato do molusco-presidente em geral é uma vergonha.
      1. O nível da educação nunca foi tão baixo nos último dez anos!
      2. A desigualdade que ele tanta se orgulha vem dimunuindo desde 1991! Então não é mérito dele, é um acontecimento natural.
      3. Nem o papa tem aviãozinho!
      4. Já se fala em anistia de Zé Dirceu, enquanto isso crianças morrem arrastadas pelo cinto no Rio.
      5. Foi comprovado que nas áreas onde Lula teve índices baixos de votos, o PT aumentou as esmolas dadas. Isso é a mais pura exposição da compra de votos em um país!
      6. Nunca na história política brasileira uma pessoa foi pega com uma mala de dinheiro na mão e um extrato brancário na outra!
      7. Caixa 2 do PT comprovado!
      8. Lula entrou pro Livro dos Recordes. Mal entrou de serviço e teve férias!
      9. Lula não tem projeto de governo. Vide o fantamagórico PAC!
      10. O PAC de Lula vai usar energia suja, e isso em pleno alarme contra o aquecimento global!

  • leo bueno 00:45 em Wednesday, 7 February 2007 Link Permanente | Responder  

    Moral e Kassabadas 

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    Falso moralismoEssa matéria da Folha Online fala sobre uma onda homofóbica entre os participantes do BBB7, inclusive com diversas ONG’s ligadas aos direitos dos homossexuais pedindo reprimendas aos brothers. Porém, com a eliminação do competidor Felipe “Cobra” (foto), provavelmente a polêmica será abafada.

    Aliás, uma polêmica bastante rasa. A ONG brasiliense Estruturação acusou “Cobra” de incitar agressões a homossexuais, por conta das expressões pejorativas usadas por ele. Mas como você, mulher, reagiria se alguém – homossexual ou heterossexual – lhe passasse a mão na bunda? Provavelmente sobrariam tapas, bolsadas ou, no caso das comprometidas, um grito pelo namorado ou marido. Portanto, um homem também tem direito de descer uns tapas em quem lhe toca contra a sua vontade.

    Também nada de falsos moralismos contra o Big Brother Brasil. Todos já assistiram, ou ainda assistem, e não há nada de tão mal nisso. E, se você não vê, ao menos sabe do burburinho da mídia. Porém, é preciso discernimento e repartir o tempo com outras atividades que não usem apenas a TV.

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    Kassabada – Por outro lado, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, (PFL-SP) (foto), precisa tomar o seu Rivotril urgentemente. Depois de ironizar a tragédia da Linha 04 do Metrô, agir dessa maneira com um cidadão demonstra um imenso despreparo para a política.

    Como disse o Josias de Souza, “se Kassab tem calos sensíveis, não deveria ter enfiado os pés na política”. Bem, os pés dele vieram na carona do hoje governador do Estado, José Serra. Será então a herança se revelando?

    *

    CD-PLAYER: Lucky ManThe Verve

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    • e. m. 12:37 em Quarta-feira, 7 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      mas báh, rapaz, está trè chic o novo blog. mais afiado do que nunca! adorei.

      sinceramente, ainda não assisti nenhum dia desse bbb, sei algo sobre os flashes que de vez em quando passam por aí. parece que a função do programa, tanto aqui quanto lá no reino unido (sabe a indiana sofrendo preconceito? então.) é causar polêmica e chacoalhar a hipocrisia humana.

      parabéns pela nova “morada”. sempre estarei por aqui para um cafézinho, heheh.

    • re ruffato 12:38 em Quarta-feira, 7 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      Cara, falou tudo. Encostou a mão em mim sem ser previamente autorizado, leva! Pode ser homem, mulher, padre, o escambáu.
      A atitude politicamente correta dá essas brechas – agora vc tem q pensar duas vezes antes de se rebelar contra uma “patolada” de alguém? Fala sério…

    • ezequiel vieira 17:36 em Quinta-feira, 8 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      cara, seja bem-vindo ao wordpress! Mesmo com o upgrad q o Google fez com o blogger ainda acho esta plataforma muito melhor

      Quanto ao Kasseb, é sério, nao é ironia, vou guardar esse caso pra quando eu fizer assessoria de imprensa – assessor ajuda bastante, mas nao faz milagre

      abrc!

    • Ricarda 22:39 em Quinta-feira, 8 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      olá…
      cheguei aqui por meio da comunidade dos jornalistas blogueiros…
      achei muito interessante esse texto, bom, esse bbb, eu não estou acompanhando, embora eu tenha acompanhado os outros, então num tô sabendo desses babados que rolam lá dentro.
      mas do babado do prefeito eu tô por dentro
      e achei uma falta de responsabilidade o que ele fez….depois descem o cacete nele e quero ver….
      beijos
      até mais

  • leo bueno 00:45 em Tuesday, 6 February 2007 Link Permanente | Responder  

    Entre hienas e improvisos 

     [Esse é o novo Cronista Urbano, versão 3.0. Está aprovado?]

    adrianalmeida.jpg

    Adriana Almeida e a Imprensa Hiena – Na semana passada, Adriana Almeida (foto) foi presa e indiciada pelo assassinato do lavrador René Senna. O caso fervilhou na mídia depois que o lavrador ganhou sozinho a bolada de R$ 52 milhões, mas também serviu para esquentar o sangue dos advogados da moça.

    Segundo eles, ela morrerá se tiver de permanecer no xadrez, já que suas condições físicas e psicológicas estão péssimas. Eles ainda afirmam que os responsáveis por todo esse ‘circo’ desnecessário são os jornalistas, aqueles que “não sossegam enquanto não a colocarem injustamente na cadeia”. Porém, será que alguém que supostamente traía o marido e tramou a sua morte deve usufruir do patrimônio do morto? Ou são os jornalistas que estão rindo da desgraça alheia, esperando pela carniça?

    andreamorimkibeloco.JPG

    Jornalismo improvisado no YouTube – Se ele não esperava tanta repercussão, o KibeLoco (na lista dos blogs) e a comunidade BPC no Orkut o endeusaram. Tudo porque ele, de webcam e headset ligados, grava suas leituras da primeira página do jornal O Dia e publica no YouTube.

    Amorim pode até aparecer cantando Fora da Lei, de Ed Motta, mas é na edição 24 de seu jornal que ele se supera. Começa o vídeo imitando o apresentador Sílvio Santos em italiano e, minutos depois, atende o celular em plena gravação. Ele segue lendo e trocando os erres pelo gê até mesmo quando sua mãe aparece na tela, doida para tirá-lo da frente do micro.

    É ou não é hilário?

    CD-PLAYER: You’re All I HaveSnow Patrol

    files.jpg

     
    • Marcelo Candido Madeira 04:08 em Terça-feira, 6 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      Oi Leo Bueno, muito legal a nova versão do Cronista Urbano. Já dei um up grade no meu favoritos. Aprovadíssmo!
      Abraços

    • gusta 08:01 em Terça-feira, 6 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      Léo, sem palavras… Vejo que a sua liberdade criativa vai transbordar neste espaço. Gostei do layout e da ‘claridade’ da tela. Também me sinto numa lisongera só quando veja a indicação do meu blog. Grande abraço e sucesso com o 3.0.

      PS: Pensei, pensei, mas acredito que a marca Cronista Urbano é muito original para ser deixada e lado, rs.

      ABRAÇO

    • re ruffato 16:48 em Terça-feira, 6 Fevereiro 2007 Link Permanente | Responder

      óia, bela casa nova, clean, modernuda… e ainda mantendo o excelente nome. Parabéns.
      Ah, e obrigada por me linkar entre os que valem a pena (gosto é gosto… rs).
      Já tinha visto esse louco no You Tube, bizarro! O trash sempre faz fãs.
      Beijao

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