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  • leo bueno 16:50 em Thursday, 31 December 2009 Link Permanente | Responder  

    mudança 

    enfim, o novo blog ficou pronto. tem quase a mesma cara deste, só que com uma proposta mais livre e umas páginas mais espertas. assim poupo o teu trabalho de baixar toda a barra do browser só para conferir os links, as tags e outros acessórios que inseri.

    ainda não tem nenhuma postagem relevante, mas é importante que meus amigos e leitores atualizem suas barras de endereços. o novo link é: http://leoleobueno.wordpress.com/.

    nos vemos lá. abraços!

     
  • leo bueno 00:31 em Wednesday, 23 December 2009 Link Permanente | Responder  

    testando 

    depois de um longo sumiço, voltei para realizar alguns testes com as novas interfaces do wordpress. como agora resolvi brincar de twitter, coloquei a interface do blog de um jeito parecido, pra ver se rola uma esticada nos famosos 140 caracteres de lá.

    voltei de férias há 07 dias. isso me dá vergonha de dizer o que eu imaginei: “assim que tiver tempo”. enfim, tudo está bastante corrido, o que impede maiores brincadeiras no blog. mas assim que puder, vou revisar a lista de links que está provisoriamente no canto direito. ver o que já não funciona mais, excluir o que já não tem nada a ver, etc. e nada impede de cogitar um novo endereço, com uma nova proposta.

    voltarei em breve. aos amigos, o orkut e agora o twitter. abraços!

     
  • leo bueno 10:56 em Friday, 31 July 2009 Link Permanente | Responder  

    O que pode mudar 

    A falta de vontade de escrever aqui já é notória. Com o passar dos dias, filtrei a vontade de blogar e percebi que, na verdade, o que faltava era uma proposta diferente. Parar de escrever sobre o que já é publicado nos noticiários, ou pelo menos escrever sem tanta fidelidade aos originais. Depois, adequar o layout do blog às novas tendências, para tentar dar uma nova cara para velhos assuntos. Assim, depois de muito pensar e até mesmo propor uma enquete que ninguém respondeu, decidi fechar esse blog.

    Quando o novo site ficar redondo, vou anunciá-lo aqui. Naquele post padrão, confirmando que essa casa fechou e migrou para tal lugar. Não será nada tão simplório como no Twitter, essa novidade que eu ainda não descobri a real utilidade. Também não será nada tão preocupado com os Creative Commons aí debaixo, já que estamos num fase em que os conteúdos publicados na rede realmente servem de base para outros materiais e, nesse desenvolvimento exponencial, nem todos ligam mesmo para esses papos de licenças e/ou concessões. Será algo mais próximo da minha, da sua, da nossa realidade.

    Na minha vida pessoal, estou casado. Continuo baixando e ouvindo os mesmos discos de sempre, falando as mesmas besteiras, mas agora com uma companhia ainda mais próxima. No mais, aguardem as novidades por aqui.

     
  • leo bueno 01:28 em Thursday, 25 June 2009 Link Permanente | Responder  

    Fim do diploma? 

    O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), eliminou na semana passada a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Falou sobre a Liberdade de Expressão, comparou jornalistas com cozinheiros e discursou muito antes de sua sentença, considerando que o Jornalismo é uma das profissões que não exigem tanto conhecimento científico para a formação profissional. Com isso, a revolta de jornalistas e estudantes universitários começou, com protestos na porta do STF e passeatas regionalizadas, mas ainda existem itens que não estão esclarecidos.

    O Ministério da Educação continua reconhecendo o diploma de Comunicação Social – Jornalismo. Isso foi suficiente para que o meio acadêmico não parasse com aulas, pesquisas e toda a sua rotina. Além disso, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo divulgou em seu site uma nota de esclarecimento sobre a regulamentação da categoria. Segundo o Sindicato, a profissão continua regulamentada, com seu capítulo na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) e as diversas convenções coletivas – que definem, entre outros assuntos, o piso salarial. Dessa forma, o papel do Sindicato continua o mesmo e o piso salarial não foi modificado.

    Muitos estudantes, seja nas faculdades ou nas redes sociais (como ocorre na comunidade “Jornalismo” no Orkut, com cerca de 53.000 membros), discutem revoltados contra a decisão do STF. Entretanto, como recomenda o Sindicato da categoria, é necessário que todos os profissionais se reúnam em torno de uma nova regulamentação da mesma, discutindo a possível criação de um Conselho semelhante à OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), dentre outras maneiras de unificar procedimentos. O momento é delicado e nos exige união e informação.

     
  • leo bueno 16:37 em Saturday, 20 June 2009 Link Permanente | Responder  

    Velhas Virgens e Arnaldo Baptista em documentários 

    Vou correr atrás desses documentários, para depois postar alguma coisa para vocês. Façam o mesmo, pois devem ser excepcionais.

     
  • leo bueno 13:24 em Sunday, 14 June 2009 Link Permanente | Responder  

    Bossa insone 

    O tempo tem sua medida exata. Consegue trazer a tão falada maturidade e nós, antagônicos, tentamos negá-la como animal medroso. Mas esse medo, se é que realmente estamos com medo, é de quê?

    Uma suposta chegada do amargor grita nas madrugadas de domingo. O olhar perdido por uma janela aberta, vendo os pontos luminosos de uma cidade que, assim como você, tem seus insones. São poucos os que assumem o espelho silencioso, esse companheiro que sempre pede uma música incidental e nos chama aos nossos vícios, convidando até o mais sólido ao olhar sobre a decadência. É aí que um violão de nylon surge com seu compasso “puxado”, em volume quase imperceptível, e um desafinado murmura sem medo de acordar os vizinhos trabalhadores. Um drink quente pede o balançar do copo, da mesma forma que a segunda-feira pede a atenção que não veio nessa hora.

    Por baixo do reflexo dos óculos, bolsas mostram tanto o pouco sono como o excessivo dormir. A profundidade do olhar, mesmo sem razão aparente, forma calos, cicatrizes, mas também escaldam o gato. Só que o gato, no fundo, sempre preferiu não ser escaldado, não ter o tal medo do frio. Seu medo foi imposto e, na luz do dia, seus companheiros o elogiam por isso. Mas, na noite, ele quer disfarçar-se nas roupas escuras, misturar-se na escuridão para que ninguém ouça seus gritos. Então fica mais urgente o retorno ao seu ninho, para que a madrugada fria se choque com o calor do lar e todas as suas mímicas noturnas o levem para a mesma reflexão, a mesma bossa insone até as seis da manhã.

    Música: Morena (Los Hermanos)

     
    • Gabriela 20:11 em Terça-feira, 16 Junho 2009 Link Permanente | Responder

      Também queria saber o que tememos????
      Ansiamos tanto viver, conhecer, desvendar, amadurecer, mas tudo isso dói tanto as vezes….

      Ótimo post!

    • Carol Darcie 21:04 em Quinta-feira, 9 Julho 2009 Link Permanente | Responder

      Belas imagens no teu texto. Belo, tudo bonito por aqui. Abraços.

  • leo bueno 01:50 em Tuesday, 9 June 2009 Link Permanente | Responder  

    Lazy? 

    No frio, a preguiça é ditadora. Cobertores e TV’s são mais atraentes, banhos são melhores logo depois do almoço e não-fumantes também dão as suas baforadas. Filmes só se completam com uma comidinha do lado, e essas mesmas comidinhas só caem bem com algo quente para beber. No meio disso, há algum pique para escrever?

    Se o Twitter não fosse tão “mala”, seus 140 caracteres até fariam a minha cabeça. Mas, no meio disso, há algum pique para escrever?

     
  • leo bueno 01:00 em Friday, 29 May 2009 Link Permanente | Responder  

    Pastor Mirim 

    Depois de tanto falatório sobre a Maísa, novas crianças prodigiosas surgem na TV. Uma delas é o pequeno Matheus Moraes, mini-Pastor carioca de apenas 11 anos de idade. Vi hoje no programa da Márcia Goldschmidt (!)  suas palavras fortes, gestos marcados e oratória caprichada demais para a pouca idade. Depois de tanto palavrório, enfim uma participante do auditório teve sanidade suficiente para questionar se a pregação de Matheus era realmente vocação, ou apenas um capricho paterno – como um suposto pagamento de promessa após uma gravidez dificílima. Como vocês já podem esperar, a resposta foi negativa, mas pouco esclarecedora.

    Como o vídeo do programa ainda não está na rede, o exemplo acima é de uma das célebres pregações do garoto. Veemência, paixão, tenacidade… Como não pertenço à religião, encaro desconfiado os saltos, gritos e respiração ofegante do pequeno. Mas como a nossa TV captura tudo o que pode lhe render audiência, vocês já imaginam o que pode acontecer.

    E eu ficarei quieto, para esse blog não sair do ar (risos).

     
  • leo bueno 17:12 em Wednesday, 20 May 2009 Link Permanente | Responder  

    A criança e o velho 

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    De vez em quando, o Homem do Baú pira em troca de Ibope. Seja dizendo que vendeu seu canal, ou então financiando o salário de quem finge que entrevistou o alto escalão do PCC (Primeiro Comando da Capital). Agora, aproveitando os rumores  e a popularidade dada à pequena Maísa na web, Silvio criou o quadro Pergunte à Maísa, mas anda perdendo a mão.

    Como essa matéria da Folha já fala muito, segue o link. Abaixo, os vídeos dos programas em que a garota saiu chorando do palco e gerou a ira de muitos.

     
    • Gabriela 22:07 em Sexta-Feira, 22 Maio 2009 Link Permanente | Responder

      Tava na cara que isso não ia acabar bem.
      Apesar da Maysa ser uma menina prodigio, não passa de uma criança e o Silvio nem sei oq dizer viu…..
      O SBT tem histórico na irresponsabilidade em apresentar seus conteúdos e na falta de respeito.

  • leo bueno 00:15 em Tuesday, 12 May 2009 Link Permanente | Responder  

    Sambô – Rock’n'Roll (Led Zeppelin) 

     
  • leo bueno 17:30 em Monday, 11 May 2009 Link Permanente | Responder  

    Vanguart no Jô 

     
  • leo bueno 00:32 em Friday, 8 May 2009 Link Permanente | Responder  

    Alarde suíno e Tchubarubada 

    Alarde suíno – Mais do que o próprio vírus em si, a gripe suína ganha mais fama com as aberturas dos telejornais. Caras fechadas, locução apressada, sem trilhas incidentais e tampouco as passagens. Os globais já caem direto no tema, com uma repórter ao vivo de um hospital paulista, onde dois casos de infecção pelo H1N1 foram confirmados. Com isso, a contradição está armada.

    Nosso Presidente já nem fala no assunto. Depois de escorregar ao comentar a recessão mundial, apelidando-a de “marolinha”, o barbudo preferiu se conter. Mandou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, alertar que a situação está sob controle. Como o vírus é importado, ou seja, infectou pessoas que estiveram no México nos últimos dias, o H1N1 não circula no país. “Todos os pacientes passam bem e não correm risco de morte. Apenas o caso do Rio de Janeiro teria condições de transmitir o vírus a outras pessoas, mas o mesmo permanece internado desde a primeira semana de Maio”, garantiu. Temporão ainda disse que o país está preparado para tratar 9 milhões de pessoas, pois tem sua estratégia sólida.

    Assim, entre suspeitos e confirmados, para quê tanto alarde, Bonner?

    Tchubarubada – O Multishow insiste na divulgação de seus contratos femininos para a temporada dos programas “Ao Vivo” e “Registro”. Enche o saco com o “ai-ai-ai-ai-ai” de Vanessa da Mata e, não satisfeito, parte para a promoção de Mallu Magalhães com aqueles berros e gemidos da suposta sensação do neo-folk brasileiro. É nessa hora que desejo arremessar a TV pela janela, mas as prestações me seguram.

    Mallu surgiu independente e, ao lado dos meninos do Vanguart (MT), trouxe de volta a sonoridade e o clima dos medalhões folk – mais pelos seus covers do que pelas suas composições. No “Multishow Registro” dos matogrossenses, ela ferrou com a bela “The Last Time I Saw You”, fazendo aquele jeito tímido e intercalando sussurros e gritinhos esganiçados. Agora ela surge dedilhando o violão de aço, pedindo que eu a acompanhe na “tchubarubada”… e eu ponho no mudo quando esse comercial passa, para que a minha pinscher pare de uivar.

    Mas vai vender pacas, tenha certeza. O povo nem liga para o que ela faz aqui e aqui mesmo. Mas sucesso da internet de verdade é o Jeremias.

     
    • Bob 21:49 em Quinta-feira, 14 Maio 2009 Link Permanente | Responder

      Questionando as razões do alarde do Bonner? Oras, essa é a função da Imprensa: gritar sobre as contradições do cotidiano, para ver se o povo fica mais esperto. Como jornalista, era sua obrigação saber disso!

      • Leo Bueno 21:57 em Quinta-feira, 14 Maio 2009 Link Permanente | Responder

        Bob,

        Quando a Imprensa só alardeia, cria o pânico na população. Se, por um lado, o Governo aparenta calma em excesso, do outro lado a mídia resolve ser um cão raivoso a gritar sobre a realidade do H1N1. No meio disso tudo, a população fica sem saber em quem confiar.

        Foi por isso que, na última frase do tópico, voltei as questões ao Bonner. Não para culpá-lo, tampouco parabenizá-lo. O que interessa é até que ponto a Imprensa deve ser trombeteira, algo que critico até mesmo fazendo parte do ramo.

        Volte sempre!

  • leo bueno 23:58 em Monday, 4 May 2009 Link Permanente | Responder  

    Outono gripal 

    O outono disse que veio apenas pelo jornal. Aconteceu na idéia de quem, de tanto acompanhar calendários, insiste que tudo pode ser excepcional. Mania de jornalista, talvez. Mas jornalistas querem o novo, para depois quererem algo ainda mais novo e assim vai. Os clichês se amontoam pelo caminho, como trilhas de vacas incontinentes que são seguidas pelos (aparentemente) normais.

    Nesse medo mundial, Michael Jackson profetizou as máscaras. O restante da população embarcou, aboliu o toque de mãos e botou a culpa nos porquitos mexicanos. Para os civis, sobram as piadinhas diante daquela gripe sacana que você nem acredita que se deixou levar. Se o outono era indeciso, algumas blusas à mão evitariam surpresas, dores corporais, nariz “fungão”, mau humor e ânimo ligeiramente contemplativo, não é verdade?

    Por outro lado, essa contemplação é como uma câmera lenta. Aquele instante em que o tempo passa bem devagar, quando você vira a cabeça para trás enquanto corre ou está num carro em movimento. Nas janelas, as árvores e pessoas passam rápido. Na frente, os desafios tradicionais da vida contrastam com o orgulho daquele que tem uma retrospectiva favorável, bem construída para moldar o futuro. Essa reflexão, esse olhar para trás só vem quando se diminui o ritmo, quando o corpo pede calma. E, depois que respira, recoloca as marchas e toma o rumo novamente.

    Vários outros afazeres sumiram da minha playlist, mas só irei citá-los depois da retomada. Agora “o tempo ruge”!

     
  • leo bueno 23:00 em Wednesday, 22 April 2009 Link Permanente | Responder  

    Uma cachaça 

    Era uma sexta-feira de calor e já passavam das cinco da tarde. Ela não saía, nem avisava se faria extras ou qualquer outra coisa. O cansaço, a vontade de ir embora logo com ela, tudo se misturava e nada dela aparecer.

    Pelos auto-falantes, Bezerra da Silva dizia que “cada maluco tem sua mania”. E foi exatamente nessa hora que um sujeito estranho surgiu, franzindo olhos e boca, querendo saber das minhas crenças. De pronto, já disse que acreditava em Deus, mas não me prendia nisso ou naquilo. Acredito, respeito, oro, não me prendo nas regras que os humanos ditam uns aos outros e respondi ao sujeito. Esperava que, com uma resposta dessas e minha inatividade para abaixar o som do carro, o pregador desse meia-volta e fosse amolar outro cristão. Porém, já que o sujeito realmente tem a cabeça enrolada, concentrou-se no papo místico e na ligação dele com o tio, alguém que “compreendia demais a sua adrenalina”. Se ele já tinha o tio, por que eu tinha que aturá-lo também?

    Depois de muito bla-bla-blá, o maluco mostrou a que veio. Por não gostar de mentiras, foi direto ao ponto e me pediu R$ 1,00 para comprar uma pinga. “Há! Tá bom…” Encarei-o por dois ou três segundos, em silêncio, antes de soltar a interjeição ao lado. Então ele soltou que saiu há uma semana da “comunidade”, estava fingindo que tomava os remédios há dois dias e queria mesmo era uma cana brava. Franzi a testa, reforçando a cara de desconfiança, tentando advinhar qual era a real mania do homem.

    Em seguida, já com o saco cheio, indaguei: “Se você me falou de Deus o tempo todo, por que vem com essa de fugir com cachaça?” Afinal, com toda aquela onda radical, ou era a religião ou o bar. Pensei que iria apanhar do doidão, mas ele agradeceu e foi abordar uma senhora na casa em frente, que saía para passear com o cachorro.

    Até agora não sei se ele tomou um trago ou apenas conheceu toda a vizinhança. Mas todos o conheceram como o pregador na abstinência.

     
    • emi 13:55 em Quinta-feira, 23 Abril 2009 Link Permanente | Responder

      qual a sua mania, my friend? eu cá tenho tantas que às vezes fazem fila. tomar um goró também já fez parte das contradições aqui: detesto bebida, menos martini.

      só deus entende esse bicho humano. amém.

      • Leo Bueno 21:57 em Quinta-feira, 14 Maio 2009 Link Permanente | Responder

        Emi,

        Esse bicho homem é muito louco, hein? (rs)

  • leo bueno 21:09 em Monday, 13 April 2009 Link Permanente | Responder  

    Dance moves that rock! 

     
  • leo bueno 20:41 em Monday, 13 April 2009 Link Permanente | Responder  

    Reconexão sebosa 

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    O trabalho em excesso tenta tirar todo o nosso tempo. Se você não o direciona para aquilo que realmente importa, as iniciativas do estresse tomam conta e incendeiam. É por isso que, depois do amor e da família, a música é o segundo meio que mais uso para minha reconexão e recuperação da minha verdade – mesmo que ela soe datada, antiga.

    Dia desses reencontrei minhas verdades ouvindo as interpretações desses caras. Psicodelia e dub colorindo o sim de Jorge Ben (na fase mística), que já abre mentes por si próprio. O MySpace não colaborava e os fóruns da Nação Zumbi pelo Orkut só traziam links de péssima qualidade. É por isso que linkei o Original Pinheiros Style na íntegra, pois o Pedro mandou tão bem na descrição que merece a propagação blogueira. Acesse esse artigo, baixe os arquivos, ouça uma por uma das músicas e depois comente aqui.

     
  • leo bueno 13:28 em Saturday, 28 March 2009 Link Permanente | Responder  

    I love my horse 

    Depois dessa quinta-feira, quando vi o lançamento do DVD do Vanguart para a série Multishow Registro, vieram uma série de besteiras a falar sobre a Mallu Magalhães. Mas é melhor segurá-las, ao menos por enquanto, com a ajuda dos sacanas do Hermes & Renato.

     
  • leo bueno 01:31 em Tuesday, 24 March 2009 Link Permanente | Responder  

    Fenômeno? 

    Por favor, parem de falar no Ronaldo. Deixem desse tom de falsa comoção, dessa idéia de que todos têm que se emocionar com as tentativas do gordo para continuar na mídia. Essa emoção fabricada por tantas mãos pode até fazer o povão esquecer momentaneamente dos travestis, mas os flamenguistas não esqueceram a traição. Aí a mídia cai em cima, uma das maiores torcidas de futebol do país – e os marketeiros do clube – compram a briga e Ronaldo se mata para manter o orgulho e jogar 45 minutos, mesmo que mal consiga sair do campo depois.

    Certo está o Keirrison – ou algo parecido, pois não tenho culpa da extravagância dos padrinhos do rapaz – atacante do Palmeiras, que foi convidado junto do Ronaldo para uma entrevista no SporTV e ficou muito puto. Afinal, ele era o jogador-chave da partida, aquele que ajudou o seu time a lutar pela vitória, mas os jornalistas só queriam saber da “cagada do Fenômeno” na pequena área!

    Muita gente pede tempo, mas os jornais não estão nem aí. Se Ronaldo piscar, lá estão os sem-assunto.

     
  • leo bueno 20:39 em Tuesday, 17 March 2009 Link Permanente | Responder  

    Orkut perde a maior comunidade de troca de MP3 

    Ontem, a APCM (Associação AntiPirataria Cinema e Música) conseguiu vencer os membros da comunidade Discografias, considerado o maior ponto de encontro de quem gosta de MP3 no Orkut. Depois de diversas ameaças deste órgão, que representa um conglomerado de empresas de entretenimento, os moderadores – ainda não identificados – optaram por encerrar as atividades do fórum. Em nota aos membros da comunidade, os moderadores afirmam que a defesa de interesses não-lucrativos por parte das empresas representadas pela APCM – Universal, Sony, Columbia, Warner, MGM e outras mega-corporações do ramo no Brasil – é mentirosa. “Tais empresas se dizem sem fins lucrativos. Vamos acreditar nisso, né, gente? Como acreditamos em histórias da carochinha”, ironizam. O comunicado termina com a indicação do endereço físico e do e-mail, bem como dos números de telefone e fax, de Bruno Tarelov, representante da APCM.

    Briga antiga – Os moderadores já viviam desde 2008 uma espécie de perseguição ao conteúdo da comunidade. Por meio de denúncias ao Google, mantenedor do Orkut, a APCM conseguia eliminar os tópicos que continham links para download dos arquivos que, normalmente, continham todas as canções dos discos de cada um dos artistas compilados em um arquivo ZIP. Para combater o que chamavam de censura, os membros organizaram um abaixo-assinado virtual contra essas práticas, que ganharam ainda mais força após o projeto de Lei do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Tal projeto determinava que os provedores de acesso à Web poderiam fornecer informações pessoais de internautas sob investigação por condutas supostamente ilegais, como pedofilia e, logicamente, o download de músicas. Entretanto, mesmo com o projeto de Lei parado no Congresso, a iniciativa judicial da APCM deu resultado.

    Repercussão – Com quase 920 mil membros, a comunidade refletia o comportamento da juventude atual. Diversas pesquisas já revelaram que as novas gerações não sabem as diferenças entre a qualidade de áudio digital e a analógica, por não terem conhecido o vinil e consumirem quase que totalmente as músicas no formato digital. Tal comportamento também fortalece o índice de vendas de tocadores de MP3 e acessórios como gravadores de CD e DVD-R, estabelecendo um choque de interesesses e também uma contradição mercadológica. Afinal, o mesmo mercado que combate o download de músicas é aquele que vende iPod’s e CD/DVD-Recorders em progressões geométricas. A indústria insiste no rótulo da ilegalidade, do desvio de verbas relacionadas aos direitos autorais, mas também nunca esclarece ao certo quanto os artistas recebem em seus contratos – e obrigam os mesmos a investirem mais nas turnês do que na vendagem de discos.

    Artistas como Robbie Williams e Radiohead vão à Corte inglesa defender fãs que são processados pela indústria fonográfica. E o próprio Radiohead é um grupo que rebelou-se contra o esquemão das gravadoras e deixou que seus fãs atribuíssem valor às suas músicas – que foram baixadas também pela internet. Dessa maneira, a banda inglesa deixou a tarefa financeira na mão dos próprios fãs, que também estavam livres para baixar de graça, se quisessem. Isso prova que os artistas mudaram suas visões sobre a indústria e o consumidor final. Assim, por que a indústria insiste em seus anacronismos?

    Enquanto a APCM comemora, o mesmo Google que ajudou na exclusão de tópicos da Discografias continua listando links para download sempre que o internauta usar o seu serviço de busca. Isso sem falar nos torrents, que logo serão os próximos alvos.

     
  • leo bueno 15:16 em Sunday, 8 March 2009 Link Permanente | Responder  

    Falador ainda vai passar mal 

    Os homens começam a pensar e, nos debates, aliam-se e formam correntes de idéias que transformam o mundo. Essas transformações nem sempre são positivas, mas elas ocorrem. Então pessoas com pensamentos semelhantes se aglomeram e se estabelecem na nossa sociedade, com alianças que ultrapassaram o campo religioso e atacam numa espécie de “expansionismo das mentes”, por aí. É um nome bonito para falar de uma coisa simples: o poder de persuasão, e, em cima disso, da conquista de tudo e todos por meio de algumas idéias que, sinceramente, são furadas demais.

    Esse expansionismo ideológico sempre foi a maior prática da Igreja Católica, que conquistou seu rebanho e ampliou sua rede de influências para amedrontar reis, presidentes e outros manda-chuvas. Séculos mais tarde, outra Igreja, a Universal, renovou esse modelo e graças à conquista de antigos membros católicos e outras pessoas desgarradas/despreparadas, recebe até hoje críticas mordazes dos perdedores. Assim, antes que você me acuse, prefiro observar as cagadas de um ou outro lado em vez de tomar partido – embora você ache que eu tomei.

    É por isso que notícias como essa me deixam indignado, mas, ao mesmo tempo, desestimulam qualquer interesse de debater por horas ou redigir um extenso artigo. Mais uma vez, um grupo de homens que subverteu – e ainda subverte – muitos dos mandamentos divinos em benefício próprio e surge nos braços da Imprensa como “a Verdade Superior”. Quem são eles para mensurar a gravidade da conduta da mãe e da criança? E, pior, quem são eles para condenar as duas e manter um criminoso em seu grupo de fiéis? Será que Deus realmente está satisfeito com o que fazem justificando-se em Seu nome?

    Ainda pago para ver Deus descendo muito puto, mandando um “pedala” em cada “féla falador” desses e explodindo esse estuprador como o Dr. Manhattan fez com o Rorschach no final do Watchmen. Sem Jesus, Buda ou qualquer outra personificação para disfarçar. Aí sim a coisa iria feder. Quanto ao aborto, isso é tema para um outro texto.

     
    • Marina 00:56 em Quinta-feira, 19 Março 2009 Link Permanente | Responder

      E alguns insistem em pressionar comunidades de discografias no orkut…

      Quando é que esse pessoal vai ACORDAR?!….

  • leo bueno 00:20 em Tuesday, 3 March 2009 Link Permanente | Responder  

    Educando-se 

    “É no silêncio que se educa o talento, e na torrente do mundo o caráter”, disse Goethe.


     
    • Gabriela Morena 23:57 em Domingo, 22 Março 2009 Link Permanente | Responder

      De repente quando vejo certas coisas fico vazia, não há mais comentários, nem opiniões para refutar a certos valores e conceitos que se criam no nosso mundo.
      Todas vezes que me deparo com coisas bizarras como essa só consigo pensar na frase da música do Raul:
      PAREM O MUNDO QUE EU QUERO DESCER….

  • leo bueno 10:40 em Saturday, 21 February 2009 Link Permanente | Responder  

    Depois do horror, os erros 

    ADVOGADA/SUÍÇA

    Depois do estardalhaço gerado pela suposta agressão de neonazistas à uma brasileira na Suíça, a Imprensa brasileira recolhe os destroços de mais uma cobertura errada. Assim como os demais compatriotas, acreditei no fato e até cheguei a condenar aqueles que duvidavam de Paula O. Porém, depois da perícia e da constatação de que a brasileira tem uma doença que pode levar à alucinações, todos os argumentos são inúteis.

    Ao ler o blog da Paulynhah, deparei-me com as evidências levantadas pelo jornalista Eduardo Simantob publicadas na revista Época. Simantob reuniu não só o que já temos, mas também informações importantíssimas sobre o contexto político em Zurique, já que o SVP (Partido do Povo Suíço) foi envolvido na farsa. Nisso, Simantob conclui que a comunidade brasileira poderia passar sem essa invenção que alimentou os sentimentos xenófobos e até mesmo pode recuperar o filme queimado do SVP, de origens rurais e sentimentos tão obtusos quanto os da turma de Bush.

    Entre no blog citado e leia Os erros da Imprensa no caso Paula, para despir-se da sensibilidade rookie.

     
    • Gabriela Morena 14:30 em Quarta-feira, 25 Fevereiro 2009 Link Permanente | Responder

      O que me deixou intrigada é que, apesar de a alegação ter sido o fato de ela ter uma doença que lhe causa alucinações, é que a história inventada pela garota parecia elaborada demais pra quem é apenas meio doido. Por exemplo ela disse que foi agredida por neonazistas e para que acreditassem nela ela mesma mutilou o corpo com a sigla do tal partido para dar mais confiabilidade ao que ela dizia, fora a suposta gravidez que nunca existiu.
      Fiquei pensando longamente que existe algo por trás dessa história a mais do que uma simples doença que causa alucinações ou ela pensou que estava no Brasil e que engoliriam essa história sem usar dos meios que um país de primeiro mundo tem pra averiguar uma história????
      Fica no ar…

  • leo bueno 09:57 em Sunday, 8 February 2009 Link Permanente | Responder  

    Crise fonográfica e P.S 

    Crise fonográfica – Agora que eles perceberam isso?

    P.S. do “Melhor calado – Depois de bancar o juiz do esporte nacional, Pelé resolveu cantar.

     
  • leo bueno 18:14 em Thursday, 29 January 2009 Link Permanente | Responder  

    Salve a Magia! 

    Essa história de formar parcerias pode ser uma beleza, ou então uma m* colossal. A situação fica ainda mais duvidosa quando esses parceiros nunca tiveram contato antes, ao menos perto dos holofotes. Essa é a sina do pessoal que resolve produzir algo com o Timbaland? Para alguns deles, sim.

    Primeiro foi a Nelly Furtado, que surgiu tão chata quanto a Mallu Magalhães, só que numa versão latina, ensolarada e com umas batidinhas pop (acima). Depois que Timbaland começou a ajudá-la, sua projeção artística cresceu – e o faturamento também, claro. Assim, o single abaixo tocou até cansar nas FM’s, marcando ainda mais o estilo do batidão de Timbaland – que apareceu com Duran Duran, Justin Timberlake e até a Björk.

    Agora o parceiro é outro. Timba é cult e Chris Cornell sabe que ele vai mantê-lo na mídia. Depois que o Soundgarden esfriou e a volta do Rage Against The Machine o deslocou do Audioslave, Cornell volta perdidão, gravando com o Timbaland e dizendo que a inspiração veio do Pink Floyd. Pior do que isso, só a suposição de que essa aliança reflete um novo pensamento dos músicos diante da crise mundial (vide comentários).

    Mais engraçado? Só o Ronaldo de cueca em Ibiza, decadente como o palhaço Krusty.

     
    • Carlos Matos 04:23 em Sábado, 14 Fevereiro 2009 Link Permanente | Responder

      Finalmente voltei a escrever, velho. Se puder, dá um giro por lá:

      cudelontra.wordpress.com

  • leo bueno 23:34 em Wednesday, 28 January 2009 Link Permanente | Responder  

    Melhor calado 

    Quando falamos do Pelé, o discurso tem que ser breve. Mesmo sem viver na época em que ele jogava, é fácil reconhecer o seu talento dentro dos gramados. Mas essa história de Rei do Futebol, de postura representativa dentro e fora dos estádios, perdeu a validade há tempos. O sujeito já envelheceu, aprontou horrores e encheu o saco do Romário, que lhe deu alguns dos melhores cala-bocas como retorno e confirmou que “Embaixador do Futebol” é algo em que só a Imprensa acredita.

    Agora, o alvo de Pelé é o jovem Robinho, que saltou da Vila Belmiro para o Real Madrid e agora está no Manchester City. As suspeitas em torno do suposto abuso sexual cometido pelo jovem existem, mas ninguém pode acusá-lo sem provas, certo? Entretanto, Pelé resolve falar em nome do futebol brasileiro e dispara: “É uma coisa realmente muito triste, não só Robinho, como o que tem acontecido com o Ronaldo também. Nós lutamos tanto para abrir as portas para a nova geração e é triste constatar que um jogador que poderia dar exemplo está fazendo isso não só com o futebol, mas com o próprio país. O mercado vai acabar fechando as portas para os brasileiros. Temos os casos de Robinho, Adriano e Ronaldo”, disse. Ronaldo escorregou, Adriano socou o estômago do outro… Só que alguém confirmou que Robinho é culpado?

    Mais uma vez, tudo seria melhor se Pelé ficasse calado.

     
    • Paulynhah 00:22 em Quinta-feira, 5 Fevereiro 2009 Link Permanente | Responder

      Quem esse cara acha que é para sair “condenando” publicamente alguém? Como você disse, a acusação existe, mas até agora nenhuma prova foi apresentada contra o jogador. Porque o Pelé não aprende a calar a boca em vez de sair falando bobagem por aí? Ô homenzinho irritante!

  • leo bueno 18:42 em Monday, 26 January 2009 Link Permanente | Responder  

    Esperanças 

    A sede de transformações deixou a sociedade americana ávida por Barack Obama. Sua eleição, sua posse, sua família, a cor de sua pele, tudo vira pauta para qualquer tipo de matéria. Até mesmo sujeitos com pouquíssima semelhança física com o novo presidente americano estão faturando de terno e gravata, acenando com a boca calada e bancando o idiota em simulações do jantar da posse, como rolou no Fantástico. Mas realmente é possível crer que Obama mudará tudo?

    Seu começo já foi rápido, fechando Guantánamo e revogando o decreto que impedia as pesquisas com células-tronco. Junto disso, reformulou o site da Casa Branca na expectativa de que a internet seja seu grande meio de comunicação, colhendo elogios e também as críticas de seus eleitores. Com essas iniciativas, Obama demonstra grande interesse de cumprir suas promessas de campanha, mas seus desafios diante da crise econômica e do desemprego ainda não foram esclarecidos.

    A empolgação é grande e a mídia está fazendo bem o seu serviço de disseminar essa euforia. Ainda assim, esse começo de mandato com promessa de transformação nos faz lembrar do Brasil, quando Lula assumiu o poder deparou-se com verdades e estruturas contra as quais ele nada podia. O eleitor empolgado, o mercado mundial ansioso pelas primeiras ações… Guardadas as devidas proporções, esse início lembra e muito a época em que Luís Inácio chegou lá. É por isso que, embora clichê, só o tempo dirá sobre o sucesso de Obama. O resto é oba-oba.

    SONS: O disco Glory Hope Mountain, do The Acorn, depois de ver Yael Naim tocar esse cover da Britney.

     
    • Gabriela Morena 18:07 em Quarta-feira, 28 Janeiro 2009 Link Permanente | Responder

      Muita esperança para pouco homem, não querendo dizer que Obama não seja capacitado, mas ele já pegou o bonde andando.
      E já tem americano desempregado se matando e matando a família, afinal de contas diferente de nós eles não sabem o que é viver no perrengue. E o sonho americano parece já ter se transformado em pesadelo.

    • Helder Maldonado 16:01 em Quinta-feira, 29 Janeiro 2009 Link Permanente | Responder

      Pelé é e sempre foi um dos maiores boçais. Claro que não ajuda na imagem do jogador brasileiro estar envolvido em uma suspeita de abuso sexual. Mas, levando em conta que Robinho é uma pessoa pública, dificilmente esse caso é verídico. No máximo, o cara deu uma apalpada na bunda de alguma oportunista, que agora está atrás de grana. A investigação tem que existir? Claro. Mas o caso só tomou essas proporções, pela conjuntura de certos fatos, como a nacionalidade do jogador, cor da pele e afins. Não é teoris da conspiração. È fato.

  • leo bueno 23:41 em Monday, 19 January 2009 Link Permanente | Responder  

    Leis e vagas 

    Toda vez que vou num supermercado aqui perto, ou então em um dos shoppings, a história se repete. O estacionamento normal está lotado, enquanto as tão citadas vagas para idosos estão vazias. Depois dessa constatação, resolvi observar mais os sujeitos grisalhos – ou que aparentassem mais idade – quando perambulavam por esses locais. Nisso, concluí que o Estatuto do Idoso veio em boa hora, repleto de boas intenções, mas ainda há quem não faça tanta questão dele.

    Deixo minha esposa ir na frente, para pouparmos tempo e tirar uma pessoa do “forno sobre rodas” – característica de todo carro sem ar-condicionado nessa época do ano. Fico sozinho ouvindo uma música, esperando alguma vaga brotar. É quase como uma tocaia, só que desarmado – por sorte, mas essa é uma outra história. Depois de alguns minutos, a conquista da minha vaga. Então caminho devagar, observando pessoas, e percebo que todos os condutores com mais idade passam pelas vagas, olham para as marcações no asfalto e seguem adiante. OK, as pinturas em azul e branco podem insinuar que é mais um recanto para pessoas especiais. Mas, afinal, uma vaga praticamente na porta do lugar onde se vai não é ótima? Então por que não utilizar desse benefício, em vez de tomar a vaga dos não-idosos?

    Os idosos estão tímidos para assumir sua real idade e desfrutar das melhores vagas dos shoppings e supermercados. Modo elegante de levantar uma hipótese, né? Nessa frescura toda, faltam vagas àqueles sem privilégios e sobram motivos para que muitos fiquem de saco cheio, questionando para que podem servir determinados estatutos. Para aparecerem bonitinhos numa novela da TV? Pode ser.

     
    • Gabriela Morena 10:40 em Terça-feira, 20 Janeiro 2009 Link Permanente | Responder

      Presenciei algo parecido ontem na fila do banco. Uma senhorinha na minha frente na fila, que por sinal estava gigante.
      Disse a ela pensando que ela poderia estar mal informada, que aquele caixa lá no final poderia ser utilizado por ela, que ela tinha atendimento preferencial.
      O que ela me diz? Que não entra nessa fila porque percebe que as outras pessoas olham para ela de cara feia.
      No outro banco continuando minha peregrinação pelos bancos, dois marmanjos dizendo que achavam que os idosos com saúde para ficar na fila não deveriam ter atendimento preferencial.
      O seu post me fez refletir, os idosos apesar da lei estar ao lado deles, parecem ter grande parte de uma população contra. E isso pelo que eu tenho percebido tem feito eles recuarem dos seus direitos para não aguentar o que podemos chamar de “cara feia”.

  • leo bueno 22:55 em Tuesday, 13 January 2009 Link Permanente | Responder  

    Crise 

    Agora, a palavra é a crise. Bush e outros espertalhões brincaram com os títulos alheios, outros ainda mais velhacos deixaram o calote crescer e quem paga o pato é sempre quem menos sabe das coisas. Enquanto a corda bamba do desemprego assusta, o salário de quem ainda está trabalhando perde valor. Tudo cada vez mais caro, mas com os milagres aparentes das linhas de crédito aparecendo na TV para tentar nos convencer. Mas será que não lembram que Janeiro é o mês usual da pindaíba?

    Obviamente, não me peça dinheiro. Também não me peça bom humor e otimismo extremados, como creio que têm aqueles 38% dos brasileiros que disseram ao Jornal Nacional que acreditam na superação da crise ainda no primeiro semestre. Pessimismo declarado é com 68% da população alemã, bem como muitos ingleses e japoneses, que acreditam em um 2009 magro. Se você tem bom senso, arrisca ficar no meio. Mas é claro que é difícil sustentar esse ceticismo quando contas as tuas moedas nesse calor infernal… (risos)

    Acreditando no analista financeiro da TV ou nas cobras criadas do Jornalismo do rádio, ainda acho que muita gente ainda prefere viver um dia de cada vez. Acordando cedo, tentando segurar as pontas como sempre foi feito e tentando aplacar os ânimos dos mais assustados. Assim demonstram visão crítica, não resvalam em nenhum dos extremos e essas previsões… Ah, elas que fiquem para os astrólogos!

     
    • Gabriela Morena 23:46 em Domingo, 18 Janeiro 2009 Link Permanente | Responder

      O primeiro mundo dita e o terceiro obedece.
      Enquanto deixarmos que os EUA ditem como viver, como consumir e como conduzir a nossa economia as coisas são e sempre serão assim.

  • leo bueno 15:42 em Thursday, 8 January 2009 Link Permanente | Responder  

    Depois do Ano Novo 

    Quem me vê ouvindo gangsta rap não entende que é para desconectar. Soltar o estresse, falar como um personagem, tirar uma onda e me livrar de tudo pelo menos por um instante. No resto do tempo volto a ser aquilo que vocês já conhecem, mas que me esforço para mudar.

    Isso veio com a inovação do número 09. Inovação, Ano Novo e tudo mais. Para que a primeira metade das minhas esperanças tragam algo de novo, como um contraponto entre minha melancolia e ‘nerdice’ tradicionais, mas sem descambar to the favela’s side. Já a outra metade do Ano Novo permanece aqui, desconfiada e até um pouco pessimista. Afinal, o ritmo de Dezembro não desaparece de uma hora para outra, como se nada houvesse existido. Mas o importante é que há a intenção de mudança, certo?

    A prova dessas idéias está lá no meu Last.FM. Pelo menos a minha jukebox está revelada parcialmente, enquanto a cabeça ainda rascunha várias idéias que logo sairão por aqui, prometo. Keep on movin’!

     
  • leo bueno 17:16 em Tuesday, 23 December 2008 Link Permanente | Responder  

    December Rhythm 

    Anos atrás, Natal era como uma conspiração. A Igreja estimulava, o comércio explorava e a população gastava nesse jogo histérico. Era uma visão típica da adolescência. Bom, pode não ser tão típica assim. Mas é a idade e a maturidade que fazem o coração ouvir mais os apelos ao redor, dando motivos para que o dinheiro saia mais dos bolsos e criando um escudo magnético para a culpa – seja pela gastança, seja pelos problemas mundiais sempre crescentes – ir para longe da multidão.

    Mas o Natal também pode te deslocar. De longe, junte a animação dos comerciais da tevê com o barulho e a pressa dos corredores dos shoppings. Você está comprando, mas, no fundo, não sabe bem o porquê. A família passou onze meses enrolada e agora quer juntar-se. Seria a última quinzena do mês um trampolim para mais um mergulho em enrolações no ano seguinte? Não seja chato, não pense nisso. Mas não adianta, pois até você está inventando novas proximidades,  novos laços embalados nesses dias pré-natalinos. É o amigo secreto, a confraternização da empresa, o flash na memória para relembrar nossa humanidade – ou então para nos afastar dela.

    Dezembro vem melancólico, embora só alguns queiram percebê-lo assim. Também curioso, pois até os mais taciturnos acabam torcendo para que ele passe mais rápido. Infâncias que se foram, adultos que não se sentem tão confortáveis na sua condição. Pessoas, momentos, situações que levam à introspecção, enquanto o povão interage até demais. Agora, o ritmo das ruas é muito contrastante para o que há por dentro.

    Som: For EmmaBon Iver.

     
    • Paulo Medeiros Piazera 17:13 em Sexta-Feira, 2 Janeiro 2009 Link Permanente | Responder

      Não há dúvida, Bon Iver é bom mesmo. Mas diria isto sem pressão e nem presunção, sem querer parecer que sou eu quem sabe o que é bom. Importantíssimo! Um dos grandes elos entre nós dois, eu e você, é o livro ” Na Natureza Selvagem”. Seu recado último no meu Orkut era a respeito do filme. Sean Penn superou-se não? Estava com medo de que não fosse possível a trasnsposição para o cinema. Mas foi, digo isto com alegria, espanto e admiração. Até os assuntos mais delicados relacionados a personalidade de Chris McCandless foram devidamente abordados. E a trilha sonora: que trilha!
      Um grande abraço e bom ano novo.
      Paulo

    • Felipe Attie 02:55 em Terça-feira, 6 Janeiro 2009 Link Permanente | Responder

      Cara, eu concordo com tudo com vc escreveu. Mas continuo sendo fã incondicional do Natal e seus respectivos especiais de TV!

  • leo bueno 16:09 em Tuesday, 16 December 2008 Link Permanente | Responder  

    Dor de cabeça 

    Depois de asperezas, insinuações de sofrer querem induzir os externos de que sou o errado. Sempre foi assim, ano após ano. Mas antes os dias se faziam de belos, repletos da luz do sol que insistia em queimar como brasa antes da chuva chegar. Os dias se passaram, várias torrentes me molharam e hoje vejo que o sol também quer queimar em um outro tempo: o depois. Assim, a água de antes ferve, cozinha os sentimentos dos quais já não quero mais me livrar.

    O que nos queima, infelizmente, sempre é a matéria. O “Ter” e a sua urgência lhe implantam a necessidade de parecer descolada, afirmando conhecimentos, experiências, situações. Será sua alma sempre querendo parecer ter mais vivência do que realmente tem? Descolada da realidade, da solidariedade inerente a certos laços humanos. Isso é o que acaba sendo, sobrepondo vozes, anulando audições e depois me cobrando o mostrar dos dentes.

    Depois das constatações, dias de trégua já não são mais bem-vindos. Eles iludem; trazem a luz que também queima, simulam tempos bons e depois tudo é tempestade de novo. Quero a liberdade madura, o despertar para a realidade à qual pertenço. Teus vínculos existem, mas devem ser refeitos, repostos. Não vou lhe obrigar, pois essa não é minha vontade e tal ato não cabe a mim. Precisas, enfim, de um espelho em sua frente e, quem sabe, de hematomas na consciência. Porém, desisti dessa militância inútil para que sua consciência doa.

    Agora, o cansaço. A desilusão, o grito preso, o olhar perdido com a música do Cartola ou a guitarra ecoando no rock indie-psicodélico. Mente cansada, dor de cabeça, saco cheio e vontade de mudança.

    Som: Noche De Los MuertosEl Mató A Un Policía Motorizado / O Mundo É Um MoinhoCartola

     
    • Gabriela Morena 22:21 em Quinta-feira, 18 Dezembro 2008 Link Permanente | Responder

      …Presta atenção o mundo é um moinho, vai triturar teus sonhos tão mesquinho, vai reduzir tuas ilusões a pó….

      É isso que a vida faz, nos faz presenteia com momentos fugazes de alegria nos deixando a ilusão de que esses momentos terão continuidade, mas essa é a felicidade humana, dura tanto quanto um suspiro….
      será a vida que nos ilude ou somos nós mesmos????

      Quanto ao Cartola, dá até gosto de ficar triste ouvindo ele…

  • leo bueno 22:55 em Monday, 8 December 2008 Link Permanente | Responder  

    Novo “Departamento” 

    Visite o novo “Departamento” do blog, onde ficam as enquetes. Deixe logo aqui à direita o seu voto sobre os rumos desse site. É rápido, fácil e você já consegue acompanhar os resultados parciais.

    Participe!

     
    • Madalena 09:36 em Terça-feira, 9 Dezembro 2008 Link Permanente | Responder

      Obrigada pela visita. Adorei tuas idéias também. Conversemos! Vou te adicionar no orkut também.

  • leo bueno 01:46 em Thursday, 4 December 2008 Link Permanente | Responder  

    Dias de férias 

    Quando eles chegam, ninguém acredita no quanto demoraram. Ah! Tantos foram os momentos em que tudo o que importava era quando eles chegariam, misturando ansiedade no meio da preguiça e, assim, consolidando a má-vontade momentânea. Todos já estavam atrasados, sem o charme da noiva prestes a casar e sem a pompa de estrela do rock. Isso irritava, desesperava, acumulava planos e desejos que só se concretizariam na chegada.

    Aliás, essa chegada foi engraçada. Foi em alguma hora que o sono derrotou a minha espera madrugada adentro, só pode. Tudo acertado na sexta-feira, com o fim-de-semana passando com a mesma cara dos outros. Quando acordei na vistosa segunda-feira, eles já faziam algazarra com os pássaros e o cão na praça ensolarada, chamando implicitamente por mim. Então, o banho gelado e a caneca de café terminaram com minha sonolência, me lembrando de que aquele dia deixaria de ser mal-assombrado só pela presença deles.

    Ontem à noite, eles partiram. Pediram algumas cópias dos CD-R’s que gravamos nesse período, para que a lembrança de mim lhes chegasse pelos ouvidos enquanto as paisagens passassem voando pela janela do carro. As lembranças das tardes ensolaradas agora querem se desprender das nossas peles, eu sei. Mas elas também simbolizam o abandono do jovem estressado de antes, ansioso por presenças e momentos diferentes dos que vivia, e a chegada de outro. Pena que esse leve desespero pela visita deles não segurou os ponteiros, para tornar os dias mais longos do que eles já estavam com o horário de Verão.

    Antes, os sentimentos à la Slayer só abrandavam na cerveja, deixando o way of life como nas canções do Queens Of The Stone Age. Hoje, a leveza foi o que ficou, como numa mistura de climas dos discos do Little Joy e dos Fleet Foxes. Será saudade?

    Depois de Março do ano que vem eles voltam.

     
  • leo bueno 01:16 em Wednesday, 3 December 2008 Link Permanente | Responder  

    O esperto sempre ronda 

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    Doações – O pior não é a tragédia. Por mais que os conterrâneos, num primeiro momento, e depois o País inteiro se solidarize com os mortos, feridos, desaparecidos e desabrigados, o verdadeiro caos se estabelece quando os oportunistas resolvem captar doações para ajudá-los. Aí, leitor(a), as hienas resolvem faturar em cima do choro alheio.

    Sim, observações como essas podem ser atacadas ferozmente por religiosos e outros supostos benfeitores. Por isso que, antes de qualquer movimento em sua carteira, lhe aconselho a rastrear o histórico da instituição que está captando a verba. Assim, você garante que sua ajuda não escoe pelo ralo e se misture no famoso e vasto inferno em que habitam as boas intenções, sem que nenhum catarinense compre sequer uma bala.

    Por via das dúvidas, confie nos Bombeiros de sua cidade.

    Fora, Azeredo! – Não é sem tempo. Se você adora a internet, não vive sem MP3, participa de diversos fóruns digitais e também gosta de publicar em seu blog, é claro que será contrário ao projeto de Lei do senador Eduardo Azeredo. A discussão já rola há um bom tempo no Orkut e outros fóruns da rede, logo, leia aqui e me poupe de requentar o requentado. O que vale mesmo é a lembrança para que você também assine contra o projeto e, se estiver disposto, traga suas idéias à tona.

    Novos rumos – Voltei temporariamente ao estilo noticioso dos posts de antes para refrescar a cabeça. A idéia de novos nomes e propostas para um blog continua de pé, transitando entre a vertente do Canil (mais esporrento, livre e despreocupado) e de Macondo (mais literário, fantástico, com outros tipos de liberdades). Talvez nessa semana ainda feche o esquema.

    Last.Fm – Kanye West, Mos Def, The Roots, Rappin’ Hood e Sabotage (em ordem decrescente nos últimos 07 dias). Rap também faz parte do meu show, a raça não nega.

     
  • leo bueno 16:13 em Thursday, 27 November 2008 Link Permanente | Responder  

    A preguiça e o mundo novo 

    A preguiça – Por vezes, sei que o melhor é que esse blog não seja mesmo divulgado, conhecido, hypado, etc. Assim, esse período de “saco cheio” passa mais leve, sem cobranças por impressões de tudo o que me cerca. Isso alivia a cabeça para reformular a estrutura do blog, pensando enfim em tirar da gaveta aqueles velhos textos de ficção/realidade que escrevi quando estava alterado, ou até mesmo compor um desses livros-blog que tanto falam por aí. Já falei disso no post anterior, quando amadurecia a idéia de um blog como um canil, condensando – mesmo que por alguns instantes – todos os cachorros que posso soltar nos textos, estejam eles bêbados, estressados, bem-humorados ou nenhum ânimo em especial. Só que, sinceramente, são tantas idéias que às vezes me dá preguiça de pensar.

    Anteontem, fez um mês que a Clarah Averbuck encerrou o seu blog. No último post, foi simples e verdadeira nessa relação do blogueiro com o leitor, especificamente daqueles que lotam a caixa de e-mails como se esta fosse um SAC (não falemos em SAC, pois isso me lembra o meu callcenter e ainda estou de férias!). Aí eu penso: por que não aprendi a desenhar, ou então a tocar direito um instrumento? Se fosse habilidoso, o blog seria mais atrativo, sem possíveis reclamações ou órbitas em torno do meu próprio umbigo e a obra ganharia vida própria, como uma entidade misteriosa que sai dessa cabeça e faz com que as pessoas se emocionem enquanto observo de longe. Porém, prodígios não se encontram por aqui.

    Enquanto isso, vamos ver se algum rumo positivo pinta nas idéias.

    O mundo novo – Sempre lí sobre o Last.Fm, mas nunca tinha saco para baixar o software e abastecer o player de audições. Afinal, minha rotina sempre foi mais de baixar os sons, gravá-los no CD-R e colocá-los no carro. Afinal, é infinitamente melhor escutar as texturas sonoras nos graves ambulantes do que nessas caixinhas daqui. Porém, de uns dois meses para cá, graças ao estímulo de alguns amigos de MSN, esse programinha tornou-se um grande aliado, quase como um complemento do Orkut que rastreia nossos gostos musicais e solta na web. Aí aprendi a gostar dele, ouvindo mais o que baixo e até mesmo trocando umas idéias por lá.

    Em resumo, o Last.Fm é realmente o que dizem: o “Orkut musical”. Identifica suas músicas ouvidas pelas tags ID3, monta um histórico e organiza uma biblioteca, listando os artistas que você ouve mais. Isso, além de um raio-X de você mesmo, ainda serve como pretexto para novos contatos virtuais – mais uma semelhança com o Orkut. Pode ser uma bobagem, mas até que é interessante.

    Se quiser saber um pouco mais do que ouço, venha aqui. Aproveite e deixe uma mensagem, é de graça e garanto a sua resposta.

     
    • emi 11:14 em Quinta-feira, 11 Dezembro 2008 Link Permanente | Responder

      lastfm é o que há de melhor. ainda bem que você se rendeu aos encantos dele. acho até mais útil e interessante que orkut. o lance de recomendações revelam muita coisa boa, músicas que tornam a gente muito mais feliz.

      apesar da nossa compatibilidade ainda ser baixa, fico muito feliz de te ver por lá
      :*

  • leo bueno 03:02 em Thursday, 2 October 2008 Link Permanente | Responder  

    Ainda a flutuar 

    Confesso que ainda me falta a velha vontade de escrever. No entanto, enquanto reflito sobre velhos desejos que ainda nem foram escritos, novos anseios aparecem na lista, se jogam e me tornam ainda mais contraditório. Dessa forma, ainda rumino uma forma perfeita de voltar a escrever, seja para o beijo ou então para o escarro.

    No meio do tumulto da morte do Heath Ledger, lembrei de um texto antigo sobre o Carlos Lacerda. Tudo porque, agora, a mídia soltou no chão o osso da overdose e abocanhou o toco do suposto fanatismo de Ledger pela obra de Nick Drake. Claro que os cães estão ali, com o Drake na boca e vigiando a overdose de perto. Só que, dessa vez, os rumores deram vez a um vídeo feito pelo próprio Ledger com colagens de cenas de sua vida que se desenrolam ao som de Black Eyed Dog. E você pergunta: onde entra o Lacerda? A ligação se dá no “cão negro” ou “cão de olhos negros”, forma carinhosa que Churchill se referia à depressão que foi citada por Lacerda no livro em voga, virou música de Drake e supostamente pirou a cabeça de Ledger. Curioso, não?

    O assunto é velho. O jornalista, o músico e o ator são passado. Do jeito que as coisas andam, essa velha forma de blogar que uso também. Não me sai da cabeça algo relacionado a um canil, à idéia de “soltar os cachorros”, “a place where the dog barks free, para batizar o projeto. Lascar um pseudônimo também, dependendo do ânimo. Não sei. Se você tiver uma boa idéia, comente esse texto e te garanto os créditos depois.

    Enquanto isso, continuo na minha loucura corporativa de sempre. Para desestressar, libero a correnteza folk no violão de 12 cordas ou nas vitrolas de Dylan, Young, Cohen e, recentemente, Tindersticks, Los Alamos, José González, Kings Of Convenience e Iron & Wine. Ainda estou no Orkut e no MSN, amadurecendo idéias ou então não pensando em nada.

    No canto da sala, o Lobão toca Essa Noite, Não no “Acústico MTV”.

     
  • leo bueno 03:22 em Wednesday, 11 June 2008 Link Permanente | Responder  

    Notas em suspenso 

    Aos meus leitores, algumas palavras de esclarecimento por esse quase-abandono.

    Primeiramente, o exercicio da Supervisão de um callcenter ligado à maior operadora de telefonia fixa do Estado é algo bem maior do que se imagina. Vários procedimentos internos, um exercício contínuo das habilidades de comunicação e empatia, a pressão por resultados em tempo real praticamente dobrada… Enfim, isso resulta numa necessidade enorme de desestressar assim que coloco os pés para fora do recinto. Isso inclui o manuseio de computadores, que se restringiu às folhas de ponto – atualizadas via web por acesso remoto – e às MP3 de sempre.

    Aproveitando esse desestresse, eu e minha esposa encontramos uma galera muito interessante ligada ao universo dos motoclubes. Assim, o rock’n'roll, a cerveja e a porra-louquice ganharam mais potência em minha vida, assim como a ótima amizade com esses novos companheiros. Logo, o tempo na vida real, fora de casa com o vento na cara, está me deixando mais boêmio do que eu esperava.

    Mas não esqueci daqui. O fato é que a entressafra que vinha enfrentando culminou nessa declaração de férias, ao menos da rotina blogueira. Enquanto não volto, os arquivos daqui do WordPress são bem generosos por ainda me hospedarem em seu cache.

    Valeu!

     
  • leo bueno 03:25 em Thursday, 15 May 2008 Link Permanente | Responder  

    Momentum 

    Temporariamente indisponível.

     
  • leo bueno 02:25 em Thursday, 24 April 2008 Link Permanente | Responder  

    Everything’s shaking 

    Dessa vez, o Estado tremeu e eu nem senti. Na vizinhança, falam que as cadeiras andaram um pouquinho, que o lustre pendeu para um lado, dentre outras impressões. Mas quem disse que eu senti?

    Durante meu expediente, permaneço 06 horas sem contatos com noticiários ou internet. Não por imposição, mas porque sobra preguiça para andar até a “Sala Zen”, recanto com computadores conectados à web, um terminal da Telefónica TV Digital, uns sofás confortáveis e um pouco de silêncio. Porém, o ambiente é totalmente fechado, sem janelas e com isolamento acústico e magnético. Logo, a única manifestação externa ocorre quando chove forte no telhado ou quando você desce para ver o movimento do Shopping – afinal, a sede fica dentro de um Shopping Center.

    Por isso, perdi a pauta da semana. Tudo tremeu, “os sinais do apocalipse” se manifestaram, “o fim dos tempos” deu as caras e eu nem percebi. Assim, até os profetas de plantão sentiram o tremor e estão explorando o assunto – em proveito próprio, claro – e eu fico sem assunto. Os sismólogos mediram 05 pontos na escala Richter, algo substancial para nossas silenciosas placas tectônicas, e não me veio nem a tontura, nem a impressão. Quanta sensibilidade!

    Perdi, mas não quero reprise especial. Se o raio caiu e não me pegou, não vou bancar o mané de questionar a valentia da Mãe Natureza.

    *

    Acessibilidade - É sobre essa palavra que o Carlos, colega de Orkut, profissão e blogs, medita e escreve com um forte sarcasmo. Confira aqui.

     
    • emi 17:06 em Quinta-feira, 24 Abril 2008 Link Permanente | Responder

      deixa passar sem reprises, leo

      os tremores ainda não chegaram aqui, mas enchentes são comuns em alguns pontos. tempo atrás choveu tanto que o típico arrastão de veículos virou notícia.

      mas o povo é insatisfeito, se chove amaldiçoa o guarda-chuva, se raia o sol, amaldiçoa a sombrinha.

  • leo bueno 04:01 em Tuesday, 22 April 2008 Link Permanente | Responder  

    Ladrando forte! 

    Depois de alguns problemas técnicos e uma exclusividade repentina na cobertura (que ficou nas mãos da TV local, como você pode ver aqui), aqui estão as fotos da rock night de 11 de Abril. As fotos do show esporrento, raivoso e antológico da Cachorro Grande em São José dos Campos (SP) estão em um álbum dedicado no meu Orkut. Me adicione e confira.

    A apresentação seria melhor se a casa tivesse algo além de apenas um ventilador, que não sustentou em nada a ventilação da pista. Para completar, a alta expectativa pela banda deixou parte do público com vontade de umas 05 ou 06 músicas a mais no setlist, de preferência do primeiro disco de 1999. Mas isso é coisa de fã, chato ou algo pejorativo que você tenha na cabeça agora.

    O fato é que os gaúchos driblaram o calor e o som ligeiramente saturado para arrebentar no embalo da tour Todos Os Tempos. Beto Bruno berrava à platéia embriagada e suada, que disputava espaço na apertada pista entre empurrões e pisões nos pés. Marcelo Gross mandou ver na slide guitar e nas bases sessentistas, para pouco depois Rodolfo Krieger, o baixista, entoar sua famosa Deixa Fudê. Resultado? Um estado ébrio, uma garganta doída e rouca, mas intensa felicidade. Será masoquismo?

    Para relembrar aquela noite, The Dirty Jobs, do The Who, rolando nas caixinhas. O texto dedicado ao “mala” que insiste em dizer que esse blog é alienado fica para depois.

    P.S.: Vejam o vídeo da TV local e descubram quem é “o carequinha”.

     
  • leo bueno 01:30 em Wednesday, 16 April 2008 Link Permanente | Responder  

    Devendo na tela grande 

    Dessa vez, o Scorcese não se definiu entre o documentário ou o musical. No trailer e nos primeiros takes antes do show de Shine a Light começar, já se vão todos os atrativos dos bastidores que tanto atraem os fãs. Afinal, roqueiros sessentões são atrações ainda maiores nos camarins, fazendo o que sempre fizeram em todos esses anos e alimentando dezenas de suposições. Pena que o diretor não pensou nisso.

    Por ser tão indefinido, Scorcese não consegue o mesmo feito do documentário anterior sobre Bob Dylan. Escorregou ao revelar toda a “piada” nos trailers para, pouco depois, transformar seu filme em costuras do show atual com entrevistas antigas. Mas e a interação dos Stones com a família, as preparações antes dos shows e tudo mais? É, fica para a próxima.

    Depois de ver os gaúchos do Cachorro Grande na sexta-feira e estourar a garganta com gritaria e cerveja gelada (fotos e texto em breve, após sanar problemas técnicos), o sábado filme dos Stones foi fraco. Até porque, se fosse para assistir apenas ao show, era mais fácil e barato ficar em casa mesmo, só no DVD. Abre o olho, Scorcese!

     
  • leo bueno 03:56 em Thursday, 10 April 2008 Link Permanente | Responder  

    Respeito versus Circo 

    O mal ocorreu, isso é fato. Porém, jornalistas não são habilitados para investigar como policiais, tampouco para julgar e condenar.

    Lembremos da Escola Base, o maior escândalo sobre pré-julgamentos da Imprensa brasileira. Também vamos isolar Isabella Nardoni de Madeleine McCann, pois as suspeitas sem provas suficientes de um caso não se comparam com as contradições paternas do segundo. E, por favor, separem os significados das palavras “suspeito” e “culpado”, seguindo relatórios profissionais em vez de palpites.

    Respeitemos a dor, acima de tudo.

     
    • Felipe 10:00 em Segunda-feira, 22 Dezembro 2008 Link Permanente | Responder

      Isabela Nardoni um ANJO que caiu dos CEUS e acabou em um tragico acidente,pois tenho muita FÉ que esta linda menina está viva conserteza.

    • katiane costa 16:20 em Sábado, 28 Março 2009 Link Permanente | Responder

      DEUS TE ABENÇOE. ANJINHA LINDA BJSSS

  • leo bueno 02:22 em Tuesday, 1 April 2008 Link Permanente | Responder  

    Real? Imaginário? Estamira. 

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    Marcos Prado tocou no lado sentimental de seu espectador. Trouxe às telas mais do que a fúria, a insanidade e as profecias de Estamira. Seu documentário mergulha nos discursos atrapalhados, nos “zunidos” e conexões misteriosas dessa mulher de 63 anos que passou por experiências tenebrosas em sua vida. Talvez por tanto amargor, tanto repúdio e tanto desamor que ela isolou-se da falsa sanidade do nosso mundo, regido pelo ‘Trocadilo esperto ao contrário’.

    O filho a evita, com medo de seus acessos supostamente demoníacos. Uma das filhas reconhece a loucura da mãe e a apóia, evitando de todas as formas uma internação – o que seria ainda mais traumático. Já a filha menor demonstra um certo ressentimento por ter sido criada longe da mãe, mas ainda preserva a mesma afeição por aquela que lhe deu a vida. Sim, é inevitável suspeitar da solidez desse amor, principalmente durante os acessos de raiva de Estamira quando o assunto é Deus. Mas seu discurso místico, raivoso e ao mesmo tempo íntimo dos astros, balança quem se percebe como principal agressor de pessoas como ela, graças à cultura do descartável e não valorização da vida. Isso, leitor(a), sedimenta a analogia de que o verdadeiro lixo é aquele que está do outro lado da lagoa, iluminado pelos postes durante a noite.

    A rede pública de saúde não apaga seus delírios. Os remédios não apagam sua repulsa diante das misérias humanas, dos montes de descaso acumulados na periferia, na borda do mundo onde Estamira sente-se à vontade e não pretende sair. Depois de tanto tempo vendo-o de longe, Estamira faz de tudo para isolar a concepção humana de Deus, feita para que os ‘espertos ao contrário’ justifiquem as pedras que tanto lhe jogaram ao longo de seus 63 anos. Sua mão no peito e olhos arregalados expõem o cometa dentro dela, fervilhando ao tomar consciência de seus tormentos, potencializados ao longo de prostituições, traições e estupros. Se há tantos erros, há Deus? Para ela, não.

    Estamira começa singelo e termina profético. Na beira do mar, seu lado visível está calmo, sozinho. Pouco depois, ela e seus companheiros invisíveis se libertam, dando início às turbulentas ondas que ela orquestra. Mais do que sua intimidade com o invisível, Estamira conclui sua missão e nos coloca frente à frente com tudo aquilo que julgamos restos, dejetos e inutilidades. Entretanto, tudo aparentemente eliminado desembocará em locais como o Lixão do Gramacho, onde os descuidos da sociedade, de coisas à pessoas, serão revelados.

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    • japonezaaah Michély 03:24 em Quinta-feira, 10 Abril 2008 Link Permanente | Responder

      Nossa, adorei as coisas que escreveu e as idéias que tem e a maneira de como manuseia e domina as palavras.
      Encantador jeito de chamar atençao com palavras inteligentes.

      Vireei tua fan Leeo !
      e realmente nao é legal ter que ir pra uma lan house e nao ter as regalias que temos em casa.

      E dia 21 ta aíííí, o shopping vaaai tremeee !
      HUSAHUSAHUSA.

      beijao Leeeo, vo sempre le as coias que voce escreve.
      adoreeei beili !

  • leo bueno 22:23 em Monday, 24 March 2008 Link Permanente | Responder  

    O novo consumo musical 

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    Em maio de 2007, Trent Reznor desferiu suas velhas críticas às práticas das grandes gravadoras. Naquele momento, o alvo era o alto preço de varejo de Year Zero, trabalho anterior do Nine Inch Nails. Segundo ele, “como recompensa por ser um fã verdadeiro, você é roubado”, dentre outras. Vale lembrar que dois meses antes do lançamento oficial desse mesmo disco, a banda iniciou um alternate reality game por meio de USB drives com arquivos MP3 intencionalmente espalhados durante shows do grupo. Dentre o conteúdo dos drives, os fãs encontravam links para sites fictícios relacionados à temática do álbum. O resultado foi uma ação da RIAA (Associação da Indústria Fonográfica Americana) que tratou de fechar sites que compartilhavam esses conteúdos, o que enervou Reznor.

    Nove meses depois, Reznor divulgou uma mensagem misteriosa no site da banda, com título “02 semanas”. Já em março, saiu Ghosts I-IV, álbum duplo com 36 faixas instrumentais que, além da óbvia experimentação com distribuição digital, marca o início da nova fase da banda sem contrato com uma gravadora. O fã escolhe entre o download gratuito do primeiro volume (com 09 músicas), o download completo por US$ 5 ou a edição dupla em digipack por US$ 10. Quem gosta de luxo pode levar os dois CD’s e um DVD por US$ 75, ou então desembolsar US$ 300 numa edição limitada com 04 CD’s e um álbum de fotografias assinado por Reznor.

    E a música? – Gravado em 10 semanas de outono no hemisfério Norte, o disco é considerado por Reznor uma trilha sonora para sonhos diurnos. Segundo ele, a perspectiva visual envolveu cenários com imagens e sons onde as vozes não eram necessárias. “Começamos com improvisos, pensando em um EP com cinco canções, e a música nos guiou. Em alguns dias, ficou clara a qualidade do material e percebemos que estávamos dando forma a um belo trabalho que não seria permitido facilmente pelas grandes gravadoras”, disse. O resultado é um experimento eletrônico com texturas de piano, violões, guitarras distorcidas e algumas colagens sonoras que só é compreendido por completo quando os 04 volumes tocam direto no player, estimulando a imaginação a buscar imagens de maneira mais livre do que em canções com letras definidas.

    Estaria Reznor cansado de discursar?

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    [Reznor (de verde, ao centro) e banda.]

    Revolução digital – O lançamento de Ghosts I-IV segue uma linha semelhante à adotada pelo Radiohead com seu In Rainbows, indicando que os artistas estão cada vez mais preocupados com as mudanças causadas pela web. Com apenas três dias de lançamento, Reznor faturou US$ 750 mil com seu “álbum de graça” – sem falar na intensa divulgação das MP3 que também ocorre nos peer-2-peer ilegais. Tal fato deixa ainda mais evidentes os nichos de consumo musical: aqueles que baixam para experimentar – cuja aprovação é efetivada ao queimarem um CD-R, e os que baixam as MP3 mas depois compram os originais. Além disso, os consumidores do segundo nicho têm mais derivações, visto que têm mais opções de regalias (álbuns de fotos, discos bônus e outros materiais) para adquirir de acordo com o poder aquisitivo.

    Mas, para Reznor, a verdadeira revolução está em suas mãos. Em entrevista à Digital Music News, ele disse que o Radiohead usou a distribuição digital apenas como isca para um produto de pouca qualidade. Com isso, Reznor supõe que o alarde com os ingleses é um tanto desnecessário. “Não vejo que o que eles fizeram mereça ser chamado de revolução”, disse. Gabando-se do conceito instrumental, Trent?

    E o que você pensa disso? Vamos lá, comente!!

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  • leo bueno 03:42 em Sunday, 23 March 2008 Link Permanente | Responder  

    Olhares 

    Três da manhã. O relógio ecoa na cozinha, várias pessoas saem e ecoam da tevê. Coloco todos no mudo e os ponteiros do relógio crescem, agigantam-se e parecem caminhar como elefantes pela casa. Se desvio a atenção, a rua ecoa carros desafiadores e seus pilotos bêbados e valentes. Minha calma e segurança em casa não me impedem de passeios noturnos, como um espectador da noite que cansou-se de participações tão ativas. Mas, mesmo assim, tudo poderia ser mais normal.

    Sigo nessa rotina, mas pouco lhe importa. Meus novos costumes não lhe interessam, meus novos hábitos não lhe soam reais. Se acordei, isso lhe parece como um desafio, mudança negativa, desesperador indício de que o fim só lhe mostrou as caras agora. Antes, anestesias e vistas grossas remendavam sentimentos que, hoje, transbordam em teus monólogos e na minha intencional passividade. Afinal, deixei de agir e passei a observar, notando a claridade do olhar. E você, quando fará o mesmo, em vez de me apontar?

    Quando?

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  • leo bueno 03:10 em Tuesday, 11 March 2008 Link Permanente | Responder  

    Folk Night 

    Definitivamente, São José dos Campos é uma cidade difícil. São tão poucas as alternativas que você aprende a ser mais são, sóbrio e econômico. Nessa lógica, os gastos que valem a pena envolvem boas companhias, ótima música, e, claro, uma cachaça certeira. Esses três pilares me levaram até o show do Vanguart, um grupo de cuiabanos que traz na bagagem ecos de Mr. Dylan, da onda beatnik e uma interessante mistura sul-americana de línguas, influências e interesses. Com a raridade desse tipo de evento por aqui, é claro que não fiquei em casa.

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    [Helio, Douglas, Lazza e Reginaldo em ação.]

    Quando os vi ao lado de outras cinco bandas independentes num programa da MTV (não adianta, esqueci o nome), me surpreendi com a fidelidade com que os rapazes emulavam inspirações das antigas. Audições detalhadas tiraram a impressão de mais uma daquelas cópias pela metade, apenas com a casca bem estruturada e uma veneração boba. Com arranjos calcados no folk, no blues e pitadas generosas de country, o grupo fala em três línguas um discurso que te convida a viajar, mas sabe ser contido na extensão dessa proposta. E isso, leitor(a), é fundamental quando mexemos com emoções e sentidos e não queremos ser chatos como os progressivos.

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    Helio Flanders (foto) fala de amores e amizades da mesma clareza com que expõe sua poesia psicodélica. Coloca sua gaita em volta do pescoço, relembrando você sabe quem, e solta seu fluxo criativo na língua que vier. Confessa que só acredita no Semáforo e no coração, ressaltando sobre o que realmente importa: o que nos faz abrir os olhos. Com isso, as lapadas de cachaça certeira prepararam o terreno para a agitação de Hey Yo Silver e a conexão latina estabelecida com Los Chicos de Ayer. Depois da exibição fiel às gravações encartadas na Outracoisa e uma brincadeirinha com Like a Rolling Stone, a banda mandou um compasso mais lento de Drive My Car, dos Beatles, para a trilha sonora no carro ou no caminhão.

    Um lembrete para os malucos que voltariam para casa no volante?

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    [Helio e Leo pouco depois do show.] 

    Ninguém desandou em conselhos sobre prudência. Aliás, o maior presente foi a ausência dela, regada à muita Bohemia no camarim. Foi ótima a receptividade com que todos conversavam sobre a casa, sobre o público e agenda crescentes e as curiosidades/influências expressas em cada uma das canções. No momento, estão na estrada para tocar em Porto Alegre (RS) na próxima sexta. Mas nem “A Consciência”, o único sóbrio do recinto, preocupou-se com horários. Até ele gargalhou com “Silvio Santos Flanders” pedindo a última cerveja na cidade, só para não sujar seu carro!

    Devidamente satisfeitos, todos embarcaram em suas viaturas e seguiram viagem. Na volta para casa, o Greenpeace contava vantagem enquanto o dia clareava.

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    • André Bahia 01:27 em Terça-feira, 25 Março 2008 Link Permanente | Responder

      Muito bacana essa linha de trabalho da banda que na verdade é muito mais um estado de espírito do que trabalho. Felizes são aqueles que acreditam e buscam seus sonhos

      Um abraço
      Até

  • leo bueno 01:13 em Tuesday, 4 March 2008 Link Permanente | Responder  

    Reine Sobre Mim 

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    Charlie Fineman (Adam Sandler) perdeu a esposa, duas filhas e até mesmo o animal de estimação no 11 de Setembro. Nisso, nada mais lhe interessava. Sobrou um apartamento repleto de lembranças que ele preferiu isolar, adotando uma vida que regressou à adolescência. Seu maior prazer e devoção, em vez do trabalho na Odontologia, tornou-se um Playstation. Amigos? Não, apenas a companhia de um suspeito advogado da família e da ranzinza síndica do prédio em que mora.

    Do outro lado, Alan Johnson (Don Cheadle) é um dentista renomado, mas não lida bem com a balança entre a vida pessoal e o trabalho. Vive explorado pelos sócios de um consultório onde ele foi o maior colaborador, com direitos até à maior fatia do bolo, e não sabe compartilhar suas dificuldades. Até que um dia a represa estoura e Johnson encontra Fineman, o velho colega de quarto dos tempos de faculdade, numa casualidade pelas esquinas de Nova York.

    Não parece, mas Alan tem um pouco mais de coragem do que Charlie na hora de enfrentar problemas. Sabendo disso, Johnson aproveita as lições de convivência com Fineman e tenta ajudar o amigo a desabafar. Pena que o advogado (aquele, lembra?) fica sabendo e deduz que há interesses excusos na amizade. Com isso, até os ex-sogros entram no embalo para interditar o “esquisito cheio da grana” e, enfim, a força dramática do longa se revela.

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    [Fineman (Adam Sandler) e Johnson (Don Cheadle) curtindo um cineminha.]

    Adam Sandler continua mostrando competência em histórias mais densas, como já fez em O Paizão e Espanglês. Seu personagem que abdicou de tudo o que lhe lembrava a vida adulta – e, consequentemente, a sua família – nos deixa com raiva, faz rir e, principalmente, chorar. Don Cheadle continua com seu olhar que fala, conduzindo muito bem o contido dentista Johnson. Mas a cena mais brilhante envolve o sermão que Johnson aplica em Fineman, levando-o às lágrimas e ao esperado desabafo de cinco dolorosos anos. E, leitor(a)… essa cena vai te balançar.

    Outro ponto forte foi o bom-senso da distribuidora, que seguiu fielmente o sentido do título original e deu ainda mais força àquela canção do Bruce Springsteen. Quer saber qual é? Assista, emocione-se e descubra.

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    • Ana F. 11:25 em Domingo, 9 Março 2008 Link Permanente | Responder

      Oi, Léo
      é sempre bom vir aqui – ajuda a criar o mapa da mina na hora de chegar a locadora!
      Beijo e bom domingo,
      Ana

  • leo bueno 03:30 em Thursday, 28 February 2008 Link Permanente | Responder  

    Piratas e corvos 

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    Pirate Express - Aderi à moda dos piratas em definitivo. Depois de várias aventuras nas MP3, nada como um computador com DVD-R, Intel Dual Core e uma banda larga para as aventuras em vídeo se iniciarem. Como todo principiante, rodei algumas decodificações que saíram falhas e gastei algumas mídias com resultados sofríveis. Mas, depois das pedras, cheguei ao paraíso.

    Nesse local, encontrei Amy Winehouse (foto). Ela queria a minha presença na gravação de seu show para o One Sessions, da BBC. Foi então que a internet rodou como louca, varando madrugadas em troca de um vídeo muito bem ripado, que originou uma conversão em DVD de primeira. Nisso, o resultado em altíssima definição de som e imagem me deixou pirado. Por falta de tempo, não criei capítulos e gravei tudo junto, sem extras, em loop contínuo, totalizando uns 51 minutos aproximadamente – número sugestivo quando falamos da Amy, não?

    Pensar em alguma outra coisa depois dessa descoberta? “No, no, no!”

    *

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    Corvo em fúria - A revista americana Maxim diz que sente muito pelo ocorrido. Já Chris Robinson (foto), líder dos Black Crowes, ficou muito puto com as duas estrelas e meia que a revista deu à Warpaint, o novo trabalho da banda. Segundo Robinson, a crítica não tem validade porque não haviam cópias disponíveis do trabalho nem para o público (até mesmo os internautas), muito menos para os críticos. Isso obrigou a revista a redigir um comunicado sobre a ”contradição de sua política editorial” de ouvir todos os discos até o fim antes de qualquer letra ser publicada.

    Sinceramente, fico entre o desserviço ao Jornalismo e o exagero por parte da banda. No primeiro, os leitores são lesados. No segundo, a banda mostra que dá atenção demasiada às críticas, talvez com medo do baque de sete anos longe dos estúdios. Mas continuo dividido, entre o disparate e o confete exagerado/medroso. Se você tem alguma outra idéia, jogue lá nos comentários, pois serás bem-vindo.

    (Entenda aqui)

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  • leo bueno 02:55 em Monday, 25 February 2008 Link Permanente | Responder  

    As surpresas de Juno 

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    O diretor Jason Reitman aplicou bem o jeito indie de encarar a vida em Juno. Salpicou Cat Power, Sonic Youth e Bebel Gilberto no universo da adolescente sonhadora que só pensava em ser rockstar. Seu senso de humor também soube ser sério nessa história com personagens mais próximos da realidade, sobre os quais podemos pensar que suas reações poderiam ser as nossas diante de uma gravidez inesperada. Afinal, todos evitamos quando preciso, mas nunca sabemos quando uma surpresa pode nos pegar. Aliás, até imaginamos um pouquinho… Cheios de medo, pensando em matar os responsáveis que acabaram com a juventude, ou qualquer outra idéia maluca. Mas peraí, isso está dramático demais! Talvez por pensar assim que Reitman orquestrou seu mais novo longa-metragem de um jeito mais realista e, por isso, mais atraente do que muitos dramalhões por aí.

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    Ellen Page (foto) é uma grata revelação, com falas que tornam-se ainda mais engraçadas quando pegamos o texto original em inglês. Tudo bem, a praticidade de sua personagem e também de seus pais pode assustar os mais moralistas. Entretanto, Juno seguiu uma opção que muitas mães cogitam, mas não têm coragem de executar. Seu “altruísmo”, por assim dizer, ajudou uma mulher com problemas de infertilidade e também seu próprio filho, que poderia não ter um futuro muito interessante ao lado de um pai mané como Bleeker. Sem falar na falta de vocação maternal da própria Juno, uma adolescente de 16 anos cujas expectativas giram em torno do estrelato musical, e nada além. Desse modo, as conclusões sobre os atos de Juno só se revelam depois de uma breve reflexão sobre como uma inconsequência, ou quem sabe um acidente, tomaria dimensões catastróficas mais tarde.

    Juno é um filme delicado, que faz rir e também emociona. Consegue explorar o tema controverso sem ser piegas, com atuações realísticas que, ainda assim, seguram um pé na adolescência e outro na maturidade. Uma ‘dramédia’, como chamam por aí, com originalidade no roteiro e pérolas na trilha sonora prontas para lhe conquistar.

    *

    Nem percebemos como os anos passam rápido. Parece que foi ontem que falava sobre Os Infiltrados, Babel… e hoje, nesse fim de domingo melancólico e silencioso, o Oscar chegou. Alguém diminua a marcha desse trem, já!

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  • leo bueno 11:50 em Wednesday, 20 February 2008 Link Permanente | Responder  

    O passo ainda é pouco 

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    Um passo importante na História, mas ainda com incertezas. As comemorações de um lado contrastam com a melancolia do outro, mas ainda assim a paz reinou na capital. Se o poder ficará em família, se é apenas uma manobra, pouco se sabe. Se Fidel daqui há alguns dias encontrará Guevara lá em cima, ou quem sabe lá embaixo, não sei. Mas poderemos parar de especular?

    Não falo muito sobre Política porque não me interessa mais. Já fui aventureiro, sonhador de PSTU e tudo mais. Hoje, minhas crenças nos homens resumem-se ao meu alcance mais próximo, naqueles com os quais convivo e sei que nos damos bem, nas brigas e na paz. Sobre a humanidade, a civilização inteira, sobre o mundo… Ah! Isso não dá mais. Portanto, aqui não será o melhor lugar para especular sobre uma derrocada vermelha ou uma ascensão capitalista, certo?

    Aliás, em tempos de terrorismo, Bin Laden tomou o lugar de Fidel no ranking dos monstros, não é mesmo? Talvez isso tenha reduzido parcialmente o impacto da notícia.

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  • leo bueno 15:07 em Sunday, 17 February 2008 Link Permanente | Responder  

    Revolta do Famoso* 

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    Sempre que algum famoso resolve criticar a Imprensa, ataca a sua vertente mais comercial, mais vendável num país como o nosso. Assim, generalizam seus conceitos para meter chumbo no sensacionalismo e colocam todos os profissionais do ramo no mesmo barco. Alguns até reagem melhor, permanecendo distantes desse circo. Outros endossam críticas que programas como o Pânico na TV fazem à falta de relevância de muitas das manchetes de Caras, Contigo, TV Fama e outras publicações/programas que me falham à memória. Mas alguns, principalmente os mais jovens, permanecem com seus espectros fechados sobre o mundo ao redor.

    Recentemente, o ator global Thiago Rodrigues (foto) aproveitou a chance dada em seu blog pessoal para falar sobre o que ele chama de “nojeiras da mídia”. Segundo ele, a curiosidade sobre as fragilidades/doenças de Amy Winehouse, Lindsay Lohan e Paris Hilton é própria de gente recalcada, fofoqueira e que só serve para alimentar o que há de podre. Então, depois de falar sobre mídia sensacionalista e seus consumidores, partiu para a pior de todas as suas pérolas. “Acho que dos alunos recém-formados em Jornalismo, uns 60% vai parar nas redações de meios de mídia de celebridades, como revistas, sites e TV. Coitados, não têm escolha… É a demanda… Aposto que quase todos gostariam de fazer outras coisas na área”, escreveu no texto Isso é Feio, publicado no último dia 13. E não, ele não está totalmente errado.

    Tais atitudes dos fotógrafos de celebridades são realmente insuportáveis. Pena que o ator global desconhece a essência do Jornalismo. Tem sua mente focada na vertente mais controversa da captação de notícias, que explora informações pessoais de quem aparece na TV e no Cinema porque muitos brasileiros têm interesse em ver os “intocáveis” assemelhando-se aos “civis”. Em sua maioria, é esse público que engrossa a audiência televisiva e aumenta o alcance de seu próprio trabalho e de outros atores e atrizes de sua geração. Aliás, Rodrigues e seus amigos (Max Fercondini, Kayke Brito e outros medalhões) deviam ter consciência dos ossos do ofício que abraçaram e da dependência que os mesmos têm desse circo para uma maior projeção de suas carreiras, por maiores que sejam os incômodos.

    Essa luta por privacidade também o torna hipócrita. Se o mesmo prefere reservar-se, por que aceita figurar na lista de blogueiros de um portal cujo maior foco são as próprias celebridades? Será por não perceber que também faz parte da “deseducação massissa sob os olofotes”?

    “Quer ser ator? Então estude, e muito”, já dizia Paulo Autran, numa de suas raras aparições extra-palco. E não é só comprar um livrinho sobre o Brecht na Fnac, certo?

    *Pauta extraída da comunidade “Jornalismo” no Orkut, da qual sou mediador.

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    • emi. 14:49 em Segunda-feira, 18 Fevereiro 2008 Link Permanente | Responder

      palmas para o leo. gostei realmente do texto.

      [comentário efusivo e pouco enaltecedor? é é]

  • leo bueno 01:03 em Wednesday, 13 February 2008 Link Permanente | Responder  

    Enfim, a volta 

    Nesses últimos meses, um computador em crise de hardware me impediu de escrever. Algumas idéias fluíram, logicamente, mas as mesmas não conseguiram a mesma fluidez. Afinal, a dependência de lan-houses consome os bolsos e castra todas as liberdades de escrever sem camisa, com música alta e um copo de qualquer coisa gelada por perto. Talvez um mau costume, ou então uma excentricidade.

    Com isso, o exercício da Supervisão de Pessoas em um callcenter tomou meu tempo. Interagindo com uma vertente mais humana da tão falada diversidade, me sinto mais reconhecido e, conseqüentemente, mais estimulado a continuar nessa loucura computadorizada. Dessa forma, a Comunicação Social ganhou um prisma Administrativo, pois vivo buscando meios de resolver problemas com boas palavras e atitudes. Nem sempre dá certo, mas já vale a intenção.

    Para tentar compensar minhas mea-culpas, ouço sem parar os novos álbuns do Radiohead e do Mars Volta. Me surpreendi com a qualidade do primeiro material, enquanto me cansei com as baterias repetitivas do segundo. E, para imensa vergonha, ainda não recuperei as leituras do Educação de um Bandido, do Edward Bunker, e nem olhei a biografia do Tim Maia que está na estante da minha sogra. É muito delay para quem quer bancar o jornalista cultural, não é mesmo?

    Com 2 Gb de RAM e um HD de 250 Gb, estou voltando. A cabeça agora é Dual Core, mas às vezes vira uma Quad Core alucinada (pois tamanho não falta). Só falta justificar as boas estatísticas, mesmo nesses tempos de textos minguados, com um material decente. Se você ainda não desistiu de navegar por aqui, sei que posso garantir a expectativa.

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  • leo bueno 10:21 em Wednesday, 30 January 2008 Link Permanente | Responder  

    Computadores na Lenda 

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    Como já gostei muito de Constantine, o trabalho anterior do americano Francis Lawrence, esperava por mais um bom trabalho. O status de mega-estrela de Will Smith (foto) também conta pontos, graças ao seu carisma e excelente retrospecto. Com esses dois itens no bolso, enfrentei as habituais filas de estréia e encarei Eu Sou a Lenda.

    Os longos intervalos de silêncio e escuridão usados por Lawrence assustam, preparando o espectador para os encontros com os humanos infectados pelo vírus que outrora foi a cura. A expectativa criada por essas tensões e pela solidão dilacerante de Neville só não é totalmente satisfeita pelo exagero digital na concepção dos “zumbiros”. Isso contrasta com a sensação de que Neville agia como qualquer um de nós agiria se encontrássemos a Terra nessas condições. Os tecidos, as atitudes e movimentos dos monstros em que os humanos se tornaram após a infecção não têm aquela aura de mistério como na versão setentista da mesma trama, em que havia uma comunicação telepática entre eles e as atitudes eram mais próximas do que ainda sobrou de humanidade nos doentes. E os cães infectados então? 

    Já o roteiro mostra-se enxuto, indo direto ao ponto sem a necessidade de longas cenas explicativas sobre a devastação do planeta (num futuro tão próximo quanto o das teorias conspiratórias). Talvez um maior capricho nas cenas de ação, para evitar que os conflitos se resumissem à “caçadas Madrugada dos Mortos“. Só que a trama é bem amarrada, a tensão é bem arquitetada e as tomadas de Nova York em total abandono são sensacionais. Somando isso tudo ao talento de Will Smith, que sustenta 3/4 do longa praticamente sozinho, o excesso de recursos digitais fica com cara de extravagância contemporânea.

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  • leo bueno 13:48 em Friday, 25 January 2008 Link Permanente | Responder  

    Interrogações 

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    Quando gente jovem morre tão cedo, são poucos os veículos da mídia que se dispõem a uma reflexão sadia, sem sensacionalismo ou preconceitos. Tratam logo de buscar uma retrospectiva expressa, um resumão mal-acabado ou qualquer coisa que caiba nos tempos corridos da tevê ou dos standards nos jornalões. Só que, no caso triste da partida de Heath Ledger (foto), ainda com 28 anos, as dúvidas tomaram o lugar de tudo.

    Começou-se com uma dúvida semelhante à levantada quando o Layne Stanley, vocal do Alice In Chains, foi encontrado morto há três ou cinco dias em seu apê. Logo, a polícia encontrou pílulas na gaveta da cômoda de Ledger, mas a Imprensa pouco investigou a possível depressão dele por conta da separação de Michelle Williams. Talvez uma dor o movesse aos encontros físicos com Lindsay Lohan, ou então às disputas sexuais envolvendo Kate Hudson. Coração partido, ou qualquer outra dor que envolva o nosso “mal do século” e pode nos levar a um redemoinho insano. Por enquanto, assim como os policiais e a própria família Ledger, ninguém consegue descobrir mais nada.

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    O último trabalho - Agora, os estúdios Warner não sabem o que fazer para divulgar Batman – The Dark Knight, longa ainda inédito no país – e que traz Ledger levando o vilão Coringa a uma dimensão sem precedentes (foto). Têm receio de soarem como exploradores de uma curiosidade mórbida (e até certo ponto natural) do público, assim como foi com James Dean e Brandon Lee. Fica o lamento pela morte prematura de alguém que já tinha conquistado tanto e tinha toda uma vida pela frente.

    Ledger levou consigo as razões que uns buscam pelo suicídio, outros pela overdose. Diante dessa mórbida discrição, que o deixem descansar em paz.

    *

    Retorno - Sim, estou de volta em doses esporádicas. Os trabalhos envolvendo correções e revisões de trabalhos universitários, aliados às tentativas de frilas jornalísticos e a Supervisão em um callcenter tomam quase todo o meu tempo hábil. Mas fiquem tranquilos, eu sei que devo espantar as moscas daqui.

    Obrigado pelas visitas, amigos(as) leitores(as). Aos poucos, saldo minhas dívidas com vocês.

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    • emilly 10:46 em Segunda-feira, 28 Janeiro 2008 Link Permanente | Responder

      o ano começou tirando de cena bons artistas, uh. que pé esquerdo… além do heath ledger, tem o tourinho e o john pike (baterista do ra ra riot), que só teve tempo de um ep com a banda. e como o ledger, ninguém sabe dizer o que aconteceu, nenhuma explicação de como ele foi se afogar.

      apesar do tema pesado de perda, fica ao menos a dica, leo, de boa música. ra ra riot é das pouquíssimas bandas que misturam direito violino e guitarra.

  • leo bueno 01:17 em Thursday, 27 December 2007 Link Permanente | Responder  

    O que foi e o que virá 

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    Por aqui, não há muito do que reclamar. O miolo foi turbulento, embora tenha sido bem mais leve do que os anteriores, que foram salpicados pelas preocupações com empregos e grana. Já as bordas do começo e do fim são inusitadas e crocantes como as novidades, que são saboreadas com curiosidade e algumas dúvidas. Afinal, elas me trouxeram experiências nas quais eu nem acreditava e ainda me renderam um salário.

     Não, nem tudo foram flores nesse campo. O corpo e a mente foram levados ao limite, com uma birita e alguns passeios com a mulher amada para relaxar. Os discos estiveram mais próximos do que os livros, graças à maior facilidade para rasgar os tíquetes e embarcar nas viagens. Com isso, foram eles grandes auxiliares da paz. Mas nada se comparou ao brilho dos olhos do sujeito no fim do mês, com a gaita prontinha para tocar!

    Agora, a meta é tomar vergonha na cara e encarar a vida com ares mais leves. Meter mais cores, enxotar a preguiça, agrupar mais ânimo. Flutuar, caminhar mais leve, erguendo o olhar. Curtindo e amando mais, sempre mais.

    Ótimo 2008 a todos!!

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    • emi 12:16 em Terça-feira, 22 Janeiro 2008 Link Permanente | Responder

      2008 começou aqui já com a responsabilidade de ser um ano decisivo. sabe as expectativas que devem ser cumpridas logo após terminar a faculdade? então.

      não vejo muita diferença na emi-universitária para a emi-bacharel. gosto das mesmas músicas e mesmos filmes, as manias continuam e a sensação de não pertencer a este mundo nunca foi tão forte quanto agora que vejo que devo me encaixotar/encaixar-e-seguir-a-maré.

      2008 vai ter muito café…

  • leo bueno 10:43 em Thursday, 20 December 2007 Link Permanente | Responder  

    As cores dominicais 

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    No último domingo (16/12), rolou uma mega-comemoração do retorno da minha amada. Começou com a chegada dela do Rio de Janeiro, quando fui buscá-la na rodoviária local junto de suas milhares de malas e presentes. Aí o mundo voltou a ter cores com os nossos beijos, abraços e o nosso reencontro físico. Com toda a carga que 43 dias de saudade podem provocar, foi demais.

    Poucas horas depois, fomos no show do Tom Zé (foto), coisa rara numa cidade carente de diversidade cultural e com um cacoete terrível de cultura caipira, violas e etc. O SESC (Serviço Social do Comércio), promotor do evento, aliou-se ao Projeto Câmara de Cultura e colocou o tropicalista para tocar de graça num palco montado no Plenário da Câmara da cidade. Só que, por mais inusitado que pareça, Tom gostou da idéia. Encarnou seu lado político e discursou em cada intervalo de suas canções, divagando entre planetas e relembrando histórias. Ainda assim, as microfonias e outras falhas sonoras surgiram por culpa do lugarzinho um tanto ingrato. O Teatro Municipal mandava lembranças.

    Depois, a dupla deu aquele sumiço esperto. O celular desligou, o casal evaporou e fez com que todo o resto do mundo se apagasse. Só reapareceram ao meio-dia da segunda-feira.

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    • Carlos Matos 11:33 em Segunda-feira, 24 Dezembro 2007 Link Permanente | Responder

      “Se tudo correr bem” é o melhor. Feliz Natal também por aí e um ano novo fantástico. Abraço.

  • leo bueno 00:05 em Friday, 14 December 2007 Link Permanente | Responder  

    Só não comemorem 

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    Digitei o termo “CPMF” na busca por imagens do Google e consegui essa acima. É ideal para o momento pós-votação que muitos estão chamando de vitória, felizes de que as mordidas nos bancos acabarão nesse ano de 2007. No entanto, pouco falam sobre o imposto salvador que será criado na tentativa de remendar os cofres públicos. Será que ainda crêem em Lula ou são bobos mesmo?

    Entra governo, sai governo e todos se superam na criação de novas siglas. Portanto, em vez de sonhar com uma carga tributária menor, que apostem na nova sigla do futuro imposto. Alguém arrisca um bolão?

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  • leo bueno 22:41 em Sunday, 9 December 2007 Link Permanente | Responder  

    O Sistema – Episódio VI (Final) 

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    Pt. 01Pt. 02Pt. 03Pt. 04Final

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    • Carlos Matos 01:08 em Quinta-feira, 13 Dezembro 2007 Link Permanente | Responder

      Me falaram muito bem desse programa, mas ainda não tive tempo de assistir. Será o novo TV Pirata?

  • leo bueno 11:19 em Saturday, 8 December 2007 Link Permanente | Responder  

    Seguram ou soltam? 

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    Ontem, o Josias de Souza escreveu em seu blog sobre as intenções do Governo de aumentar a margem de repasse da CPMF para a área de saúde (leia aqui). Essas idéias foram discutidas em uma reunião fechada com o ex-ministro da Saúde do goveno FHC e criador do imposto, o cardiologista Adib Jatene. No balanço, a prova de que o governo teme o fim da taxa e pretende cativar a oposição de qualquer jeito. Mas, afinal, alguém acredita que a margem de 0,20% que já destinam à Saúde – de um total de 0,38% de alíquota cobrada – vai aumentar? Ainda mais quando já duvidamos dos supostos repasses atuais?

    O Governo reveza entre a ameaça de aumentos nos impostos já existentes, caso percam a CPMF, e essa esperança de aumentar os repasses se o imposto permanecer. Pretendem esticar a vigência da taxa até 2011, mas o povo, real pagador disso tudo, é quem deve se pronunciar. Portanto, entre na caixa de comentários e diga: a CPMF é uma boa?

    *

    Música: Comunidade CarenteLeandro Sapucahy e Arlindo Cruz

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  • leo bueno 21:33 em Monday, 3 December 2007 Link Permanente | Responder  

    Charges da discórdia 

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    Deu no UOL que dois chargistas foram demitidos do Jornal do Comércio, de Porto Alegre (RS), via e-mail. O motivo foram duas charges (uma delas acima) não publicadas, que tornaram ainda mais pesado o clima na Redação.

    Por telefone, o chargista Santiago afirmou que o jornal restringia os temas e pessoas a serem trabalhados. De forma irônica, parafraseou Millôr Fernandes: “Trabalha-se para perder o emprego”.

    Para entender melhor e evitar as cópias, leia aqui o original.

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  • leo bueno 22:20 em Sunday, 2 December 2007 Link Permanente | Responder  

    Nada salvou o Corinthians 

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    Quando o assunto é futebol, só me interessa o Imortal Tricolor. Mesmo sem um ano brilhante, fomos exemplo de raça, dedicação e um time com chances de título na Libertadores. Sim, ficamos sem títulos e sem a classificação para o torneio sul-americano. Mas o fato da última rodada selar o despacho corintiano, além da habitual torcida gremista, valeu o campeonato.

    O jogo começou com o Grêmio em pique total. Logo no primeiro minuto, sai um gol que joga um balde de gelo nas esperanças dos paulistas. Porém, o desespero e a catimba corintiana, junto da queda de ritmo gaúcha, transformaram o jogo num empate repleto de chutões para o alto e disputas fortes. É, o jogo ficou feio. Mas como os colorados também estavam envolvidos no despacho, eles cumpriram o papel de perder e deixar o Goiás ficar. Resultado? Lágrimas e mais lágrimas nos rostos dos gambás, enquanto os fogos de artifício e a gritaria tomavam conta das ruas.

    Agora fica chato ser uma das maiores torcidas do Brasil. Significam mais probabilidades de brigas, se forem ‘esquentados’, ou de boas risadas por aí. Como trilha sonora: “Chora, não vou ligar / Chegou a hora de afundar / Pode chorar, pode chorar”. (Numa paródia daquele sambão da Beth Carvalho que esqueci o nome.)

    *

    Update: novo link na seção “Blogs Recomendados”.

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    • emi 22:27 em Segunda-feira, 3 Dezembro 2007 Link Permanente | Responder

      ôh leo, tadinho do meu timão. eu teimo ainda em acreditar que meus olhos me enganaram depois do apito final. timão na segundona é meio, sei lá, difícil de digerir. mas não vou abandonar não, meu corinthians meu timão!

      (eu não chorei não, viu. só pra constar)

      ;]

  • leo bueno 02:57 em Sunday, 2 December 2007 Link Permanente | Responder  

    O Sistema – Episódio V 

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    Espalhado no Youtube de acordo com a Tática H da Equipe Pi.

    Pt. 01 / Pt. 02 / Pt. 03 / Pt. 04 / Pt. 05 / Final

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  • leo bueno 22:27 em Wednesday, 28 November 2007 Link Permanente | Responder  

    O “de sempre” e a “novidade” 

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    Política - Se a Globo bota o Lula numa entrevista ao vivo, o SBT não fica atrás e também vai até o Itamaraty. Dentre os vários assuntos, a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) que o presidente tem certeza de que a oposição pensará em favor do País e irá mantê-la. Do lado petista, está provado que ninguém quer largar o osso. Mas é fácil brigar por um osso que é pago pelos outros, né?

    Já o ex-governador Paulo Maluf desistiu das chamadas televisivas nas quais chamava para si a descoberta da mega-bacia petrolífera em Santos (SP). Aliás, não era tão descarado assim. O nome do santo era Paulipetro, um consórcio formado pela CESP (Cia. Energética do Estado de São Paulo) e o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo) no final da década de 70 para explorar petróleo na bacia do Paraná, no interior do Estado. A iniciativa só deu prejuízos (que até hoje não foram sanados), mas Maluf andou dizendo que seu santo “antes difamado, agora põe o Brasil na OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo)”.

    A coincidência entre os dois parágrafos acima é que eles casam perfeitamente com a ilustração. Os jogos políticos continuam fervendo, enquanto o povo assiste passivo e, no fim de tudo, quem paga somos nós. Até quando?

    *

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    The Dark Knight - Esse será o novo filme do Batman, ainda como Christian Bale no papel principal e seguindo a mesma linha do sucessor, Batman Begins. A revista inglesa Empire bem que tentou esconder e ir revelando aos poucos a nova caracterização do vilão Coringa, mas a internet não perdoou. A capa de janeiro já vazou e você pode vê-la acima.

    Na nova história, Batman (Bale) conta com a ajuda do Tenente Gordon (Gary Oldman) e do promotor público Harvey Dent (Aaron Eckhart) para combater o crime organizado em Gotham City. Só que eles não contavam com a ascensão de um genial criminoso que atende pelo vulgo Coringa (Heath Ledger). O diretor Christopher Nolan prevê a estréia em janeiro de 2008.

    *

    Música: O disco Want One, do Rufus Wainwright. Para ouvir mais do que a versão dele de Across The Universe, dos Beatles, na trilha do filme Uma Lição de Amor (I Am Sam).

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  • leo bueno 23:38 em Saturday, 24 November 2007 Link Permanente | Responder  

    O Sistema – Episódio IV 

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    “O UFO de antes no cume voando”.

    Pt. 01 / Pt. 02 / Pt 03 / Pt. 04 / Pt. 05 / Final

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  • leo bueno 21:08 em Tuesday, 20 November 2007 Link Permanente | Responder  

    Consciência em pleno feriado? 

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    Essa história de feriado para despertar a consciência das pessoas não cola. Para começar, nem todos os municípios enforcaram a terça-feira. A grande maioria trabalhou normalmente, enquanto outros emendaram tudo desde o dia 15. É, “enforcar” mesmo, que é o que nos interessa quando falamos de feriado. Com isso, assim como no Dia do Índio e tantos outros dias especiais, o diferencial dessa terça começa a escoar pelo ralo quando pensamos nessa não-maioria. Fora a necessidade tola de um dia para lembrar de uma classe excluída, sempre tratada com desdém pelos poderosos e, assim como as outras raças, estimulada à luta racial para depois os mesmos poderosos apartarem a briga. Só nessas idéias, a conversa vai longe.

    Ninguém quer se conscientizar. O que importa era o quanto iriam pagar pela internet discada, pelas ligações locais e/ou interurbanas, quando os Correios trariam aquele Sedex e outros benefícios. Caíram do cavalo quando perceberam que o feriado não era nacional!

    Indicação – Como ando sem muita paciência com microcomputadores, mas ainda com esse cabeção ativo, recomendo a dica que recebi via e-mail da minha sogra. Trata-se de uma reflexão proposta pelo Thomaz Magalhães, blogueiro velho-de-guerra do Trem Azul (link na seção “Blogs Recomendados”). Nos artigos A Quem Interessa e Racismo, ele quer saber quem realmente se beneficia com esse Dia da Consciência Negra e também lista alguma pérolas do nosso presidente sobre o assunto, proferidas hoje mesmo. Acesse já!

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    • Caio 23:28 em Sábado, 1 Dezembro 2007 Link Permanente | Responder

      Gostei do post. Senti um tom de desabafo – posso estar errado – nos trechos em que fala do desinteresse da sociedade no propósito do feriado, mas sim no, enforcar de um dia de trabalho.

      Léo, congratulações.

  • leo bueno 14:37 em Sunday, 18 November 2007 Link Permanente | Responder  

    O Sistema – Episódio III 

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    Já soltaram no YouTube!! Veja:

    Pt.01 / Pt. 02 / Pt. 03 / Pt. 04 / Pt. 05 / Final

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  • leo bueno 00:04 em Sunday, 18 November 2007 Link Permanente | Responder  

    Season in Hell 

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    Se seus ouvidos até já se acostumaram com o funk-rock do Red Hot Chili Peppers, achando que a onda deles hoje é muito “da levinha”, precisa ouvir os discos de John Frusciante (acima), que já foi ex-guitarrista do grupo e retornou após uma temporada no inferno. Sim, sei que a saída e o retorno dele aos Peppers já foi pauta daqui. Porém, nada disse sobre a discografia desse sujeito que consegue ser tão confessional quanto Johnny Cash – e até superando-o na franqueza – e multifacetado em seus experimentos com a guitarra.

    Os três primeiros discos dele, para mim, são obras de colecionador. Afinal, gravações sujas em quatro canais de um junkie no auge da chapação são um retrato forte de uma fase do artista, e só. Em 2001, ainda em reabilitação, lançou To Record Only Water For Ten Days e voltou aos Peppers. O clima havia mudado, já que Frusciante dizia-se fortemente conectado com o mundo espiritual e muitas daquelas canções relatavam essas experiências. Depois, em 2004, já com a ajuda de Chad Smith na bateria, Flea no baixo e Omar Rodriguez-Lopez em algumas guitarras, ele cometeu Shadows Collide With People, repleto de melodias folk-lisérgicas, pegadas guitarreiras e alguns experimentos eletrônicos que consolidaram sua música. A força de John já havia voltado, sua voz era mais forte e seu trabalho tornava-se mais acessível ao público.

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    A vontade de morrer – Depois da temática das sombras em colisão com as pessoas, essas mesmas sombras incitaram as composições de The Will To Death. Na mesma sequência, vem a força dessas obras. Frusciante compilou neste músicas cujos temas vão de seus traumas diante do espelho (que lhe revelava algumas transfigurações na face e membros, causadas pelo excesso de heroína) e os amigos e holofotes da fama que se distanciavam (letras aqui). Ele expressava sua intensa vontade de reverter a imagem de louco viciado que construíra, mesmo ciente do estigma perante a sociedade. Suas dores expostas de forma crua, em guitarra-baixo-bateria e até mesmo alguns berros nos momentos mais viscerais, são um convite para você buscar as traduções dessas letras.

    OK, alguns dirão que a percepção dele sobre o mundo foi alterada para sempre pelas drogas. Seu lirismo usa “life” e “death” mais do que qualquer outro músico, como um aficcionado pela fragilidade humana. Além disso, como já foi publicado em diversas entrevistas, Frusciante revela um quê de mediunidade que ora impressiona, ora pode render-lhe algumas zombarias. O fato é que o guitarrista emergiu ao mainstream forte e exorcizado, falando abertamente sobre esse período obscuro que afirma ter chegado ao fim. Antes chapado, hoje curado, deixou para a posteridade as provas de que seus caminhos para rimar “tristeza” com “beleza” não são tão óbvios quanto parecem.

    Depois de The Will To Death, os outros títulos passearam por influências punk e kraut-rock. Mas as pitadas de Joy Division, Velvet Underground e Nico contidas nesse disco o tornam uma  obra-prima. Depois dele, só o folk igualmente sobrio de Curtains, o último de sua série de 06 discos em 06 meses. Corra e baixe os seus!!

    *

    Na redação: A Doubt, Loss, Unchanging, The Mirror, A Loop e a faixa-título. Pra completar, uma barra de chocolate ao leite, um copo de vinho tinto e uma saudade apertada.

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  • leo bueno 22:41 em Sunday, 11 November 2007 Link Permanente | Responder  

    A viseira e o sistema 

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    Defenda seus argumentos, explane sobre a lógica do processo pela visão operária e seja comparado aos muares. Como recomendação urgente, tome um Kuat para abrir sua cabeça e, assim, abandone sua viseira à la burro de carga que lhe impede de produzir plenamente. Afinal, lhe chamaram para ser um bom ouvinte, sem essa de questionar como a banda toca ou reclamar por uma nota errada na última música.

    Não, isso não foi dito para mim. A começar pelo fato de que viseiras são usadas pelos banhistas na praia, pelos contadores de coletinhos e crupiês de alguns cassinos. Os antolhos (nome real do acessório), mais usado por cavalos do que por jumentos e mulas, não fazem parte do meu kit. Nem real, nem metafórico. Por que você não viu isso antes?

    Quando o estresse está caótico, é favor não piorá-lo.

    P.S.: É sempre doce o gosto da vitória, ainda que tardia.

    *

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    O Sistema (Episódio II): Pt. 01 / Pt. 02 / Pt. 03 / Pt. 04

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  • leo bueno 11:03 em Tuesday, 6 November 2007 Link Permanente | Responder  

    O Sistema 

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    Na última sexta-feira, estreou O Sistema, a nova série da Globo. Escritos por Alexandre Machado e Fernanda Young e dirigidos por José Lavigne, os seis episódios pretendem discutir o que os autores chamam de “ditadura dos tempos modernos”: os sistemas de cadastros governamentais, bancários e até mesmo de empresas do ramo de produtos ou serviços. Quando tudo isso sofre uma pane, é como se as pessoas não existissem mais. Resumindo, é uma abordagem do Sistema como metáfora, bem como organização de dados e ideologias em si.

    Com diálogos rápidos, visual retrô e uma certa ‘paranóia Matrix‘ no ar, o seriado é a investida da emissora para conquistar os nerds. “É um jeito novo de filmar, falando sobre teorias conspiratórias que envolvem as novas tecnologias. Com isso, garanto que o pessoal que assiste vídeos pela web, como eu, irá gostar”, disse Lavigne. Como a história ainda está se desenvolvendo, não dá para falar muito. O que importa é que Matias (Selton Mello) é um fonoaudiólogo impagável, Regina (Graziella Moretto) revela-se uma crítica à robotização das pessoas que trabalham em centrais de telemarketing e Maria Alice Vergueiro é a secretária Leda, mas lembra o tempo todo a “Pantera” (entenda aqui). O humor pode não agradar a todos, mas é um prato cheio para quem gostou das temporadas de Os Normais. Já vale pela inovação temática.

    Aproveitando a deixa, aí em baixo estão alguns links para quem perdeu a estréia. Só que, em vez de me acusarem de pirataria (uma óbvia contestação ao Sistema), botem o sistema da banda larga para funcionar e assistam. Aproveitem antes que o Sistema resolva inutilizar os links!

    [Parte 01 / Parte 02 / Parte 03]

    [Parte 04 / Parte 05 / Final]

    *

    Áudio: O disco Construção, do Chico.

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    • paulo piazera 07:04 em Quinta-feira, 8 Novembro 2007 Link Permanente | Responder

      Meu amigo!
      Havia dormido no Globo Repórter, minha gata também tinha caído no sono e estávamos decpcionados.
      Como sexta era feriado eu e ela tinhamos descido um rio, que estava bombado por causa da chuva pesada daquele dia. Descemos de caiaque, depois da adrenalina pesada o sono vem certeiro.
      No sábado todos comentavam O sistema e nos sentiamos realmente deslocados. Você nos salvou desta marginalização que já me era insuportável ( risos, risos).
      Penso que há uma similaridade com aquele filme do Monthy Pinthon, Brazil O Filme. Filme clássico sobre a burocracia, é comédia mas sem Happy end.
      E essas gatas novas deste seriado? Como disse o Matt ” é uma gata, não dá de negar”
      Existe ainda uma intersecção com o teu trabalho? Desculpe, esqueci o nome da empresa.
      Muito obrigado pelos links e um abraço.

  • leo bueno 16:14 em Sunday, 4 November 2007 Link Permanente | Responder  

    Saudade 

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    É agora que vem o exercício, com sua grande cara de sacrifício, de conviver com a saudade. Passo o olho nos ponteiros e saio, risco todos os calendários só pra ver esse tempo passar.

    Duas dezenas que mais parecem centenas, são todos os dias que vais ficar. De noite, no sonho, a gente se junta, se deita, se ama e o peito, num breve momento, pára de reclamar. Com o dia raiando e o café quente, começo no intento de ser paciente até a noite chegar.

    Se a coisa ficar preta e um cisco no olho entrar, corro e abafo as lágrimas com aquela sua blusa perfumada até me embriagar. No criado-mudo, as fotos têm vários segundos de risos e beijos nos mais diversos lugares. Na gaveta, cartas e bilhetes acalmam as noites com fragmentos das nossas memórias.

    Volta logo, meu amor! Vem dar novos ares pr’essa saudade na nossa história!

    *

    CD-PLAYER: OceanoDjavan, ao vivo no Altas Horas.

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  • leo bueno 22:35 em Wednesday, 24 October 2007 Link Permanente | Responder  

    A estafa ganha cores 

    As lutas pelo vil metal e o sórdido papel desgastam. Destroem punhos, poluem as vias arteriais, vibram pelas têmporas. As tristezas vêm pelas repetições, pelo desejo de resultados em massa e pela desumanização do processo. Mas essas não são as regras do Capital?

    O Capital é verde, azul, bordô, vermelho e até mesmo âmbar. Tem bichos da fauna brasileira nas costas e a cara da irmã da Estátua da Liberdade. Sua pele tem micro-listras e é sensível, seu toque chega a brilhar nos olhos quando se amontoam os zeros. E o estresse das batalhas só compensa quando ele pinga.

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    A sorte é que alguém raptou as canções do Fome de Tudo, da Nação Zumbi (acima), e jogou na web. Encontrei numa comunidade do Orkut, baixei e colori essa semana com a psicodelia pernambucana, mais orgânica e chapante do que no Futura. Lúcio Maia continua incendiando as guitarras, abusando dos reverbs, tremolos e canais que viajam entre uma caixa e outra. O produtor Mario Caldato Jr. caprichou na captação dos tambores e Jorge Du Peixe consegue até alguns tons mais melodiosos em seus vocais. E a Nação segue misturando dub, rock, samba e algumas pitadas eletrônicas.

    Se a curiosidade está forte, leia aqui um texto massa do Bruno Nogueira (corrigido!). Além de um papo com o vocalista Du Peixe, ele indica o caminho para a prévia oficial da parada, com design autorizado pela banda.

    Os sons psicodélicos sempre coloriram meus pensamentos, me atraindo mais do que outras vertentes desse vício chamado música. Assim, é melhor deixar esse mau escrito de lado e correr atrás do download acima. Por falar nisso, a minha fome é de um MP4 esperto. Topa me dar um nesse Natal?

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    • Bruno 23:01 em Quarta-feira, 24 Outubro 2007 Link Permanente | Responder

      Eu nao sou o Torturra. Temos o mesmo nome (Bruno Nogueira), mas sou do Recife.

      A foto do texto que é dele

  • leo bueno 21:17 em Tuesday, 16 October 2007 Link Permanente | Responder  

    Ainda mágicos 

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    Thom Yorke e seu bando resolveram simplificar tudo desde que voltaram à Terra. Para começar, nada de suposições e ‘zilhões’ de faixas inacabadas vazando pela web. Com uma micro-nota em seu site, o Radiohead informou que havia terminado as gravações e lançaria In Rainbows no último dia 10. Sem alianças com grandes gravadoras, soltaria os downloads diretamente do hotsite do disco, pelo preço que o internauta desejasse pagar. A compensação, logicamente, viria para aqueles que encomendassem seus pacotes Discbox, que viriam com mais um CD de músicas bônus, bem como as versões dos mesmos em vinil e uns livretos caprichados.

    Já a segunda simplificação vem na música. O grupo soltou algumas cores na mistura jazz/eletrônica que faz, adicionando algumas guitarras limpas e harmoniosas ali, uns batuques computadorizados aqui e, claro, a voz doída de Yorke. O resultado é um som mais palatável, menos sombrio que a dupla Ok Computer/Kid A e sem tantas experimentações extraterrestres. Ainda assim, é criatividade à mil por hora, com a marca da banda.

    Como o César disse aqui, trata-se de um álbum que não vai impressionar os fãs antigos, mal-acostumados com tantas peripécias dos cabeças de rádio. Ainda assim preservaram seus lugares no topo do que pode se chamar de criatividade no mainstream – ou será indie? Aproveite a deixa, faça seu download, ouça e tire suas conclusões.

    P.S.: Um pouco abaixo, atualizei a nota sobre o lançamento de In Rainbows com uma foto maior do Discbox. Passe lá!

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    • emi 17:15 em Sexta-Feira, 26 Outubro 2007 Link Permanente | Responder

      eu gostei do novo dos rapazitos ets. não que eu seja fã antiga ou alucinada, mas não fiquei impressionada, fiquei, digamos, satisfeita. em tempos de travis meio que fracassando, ter o radiohead assim, que não decai, que continua no seu estiloso jeito de ser, já é uma satisfação ;)

  • leo bueno 22:04 em Tuesday, 9 October 2007 Link Permanente | Responder  

    Botando o bloco na rua 

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    Enquanto a Hebe botava o ator André Ramiro, que interpretou o policial Matias no Tropa de Elite, no sofá morno de suas celebridades, a TV Cultura botou o cineasta José Padilha (foto) de cara com advogados, policiais e jornalistas no Roda Viva. Se a pauta já tinha a sua força pela absurda pirataria do longa-metragem, entrevistadores e telespectadores enfim tiveram respostas fortes para perguntas bem construídas se fixassem suas telas no canal 02.

    Polícia arcaica – Padilha parecia um daqueles sujeitos atormentados, que vivem remoendo argumentos acerca de seus trabalhos. Muitas vezes iniciava suas palavras de cabeça baixa e olhos no chão, para em seguida encarar seus entrevistadores e metralhar pensamentos sobre o modus operandi arcaico da Polícia. Esse, aliás, foi o mais contundente dos argumentos, que gerou uma transparente surpresa nos olhos do Comandante presente. “A Polícia não está preparada para encarar os novos tempos da criminalidade porque sua estrutura é velha, dos tempos da Ditadura e daquele poderio militar que não se renovou. Com isso, não é de se estranhar que policiais venham mover ações judiciais contra a exibição do meu filme. Se tenta-se calar uma manifestação artística, que por si só enfatiza alguns pontos enquanto desfoca outros de uma mesma problemática, está provado que a Censura está viva e é um método recorrente desses profissionais”, disse. Depois dessa, o apresentador Markun estrategicamente chamou os comerciais.

    Sangue na tela – Depois, ao perguntarem sobre a violência do seu trabalho, ele declarou que as reações que se seguiram são naturais – embora ele não tenha visto odes à tortura como relataram na Imprensa. Assim, ele se diz feliz pelo fato de seu filme inspirar discussões sobre a violência urbana. “Mas, apesar de tudo, temos que discutir a tortura, que não é digna sob nenhuma hipótese. Aliás, como podemos combater a violência usando mais violência?”, perguntou, conduzindo o papo para questões biológicas e psicológicas logo em seguida.

    Padilha arrematou com uma intensa provocação àqueles que proclamam os soldados do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) como heróis.  “No fundo, aqueles que acham que a repressão violenta é a solução da criminalidade estão saindo da toca e revelando aquele velho traço de Direita”, incitou.

    Alô, usuários – O arremate das discussões sociais propostas por Padilha e seus roteiristas (cabem aqui parênteses sobre a lição de coletividade, quando ele cita por diversas vezes que o sucesso do longa cabe ao grupo, a força do roteiro e das interpretações dos atores) teve mais uma bofetada na “juventude chapada”. Longe das lições de moral das campanhas anti-drogas, o cineasta disse que seu filme leva cruamente às telas o círculo do tráfico, esclarecendo que não se pode criticar um problema quando se faz parte dele.

    Como acabar com isso? “Descriminalizar as drogas seria um bom começo. Afinal, quem disse que a maconha é mais prejudicial do que o cigarro e o álcool? Ou tratamos todas as drogas por igual, ou não mudaremos nada do que já vivenciamos”, sentenciou.

    Cinema e Sociedade – Por mais que a mídia já tenha debatido insistentemente essas questões, elas continuam como chaves pois trata-se do próprio diretor sustentando as pautas de seu roteiro. Por sinal, Padilha revela-se um cineasta intenso, consciente da força dos recursos audiovisuais e do potencial explosivo que Elite da Tropa, o livro, teria nas telonas. Mais do que o retrato histórico – e até mesmo poético – das favelas, do tráfico de drogas e das rixas com policiais, José Padilha reacendeu a chama do cinema como transformador social em nossa terrinha.

    Será que sua filmografia permanecerá assim? Só o tempo dirá.

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  • leo bueno 22:51 em Tuesday, 2 October 2007 Link Permanente | Responder  

    (Estaremos sendo) Esquisitos e Inovadores 

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    Esquisitice – O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (foto), tentou, mas não conseguiu nada além da esquisitice. Tudo porque seu decreto publicado ontem (01/10) no Diário Oficial do Distrito Federal prevê a demissão do gerúndio, uma forma verbal que tornou-se uma verdadeira praga pelas ruas.

    Tudo bem, ele apenas condena o uso da forma verbal como desculpa de ineficiência. O problema é que seu pessoal usava demais o recurso para ‘estar se desculpando’ de qualquer falha da máquina pública. Só que, nesses casos, não adianta nada demitir um sujeito se os problemas ‘estarão continuando’, não é mesmo? Isso sem falar que essa “esquisitice” também significa uma grande falta do que fazer.

    *

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    Inovação – Não dá para não comentar a  revolução proposta pelo Radiohead no lançamento de In Rainbows, o mais novo disco (foto acima). Depois de várias informações desencontradas, a banda confirmou duas notícias de uma só vez no site oficial: o fim das gravações e a previsão oficial de lançamento do novo disco. Assim, a previsão oficial de lançamento do disco está para o dia 10 de Outubro. Porém, como nossos tempos digitais superam as oficialidades, a banda disponibilizou o download dos discos no site oficial, pelo preço que o internauta quiser pagar.

    Por enquanto, In Rainbows estará disponível apenas no site oficial do grupo, nos formatos Discbox e Download. Quem optar pelo primeiro poderá curtir o som em MP3, enquanto aguarda a remessa de 02 CD’s e 02 discos em vinil, com direito à livreto especial, músicas inéditas e um acervo digital de fotos da banda. O pacote completo sai por 40 libras, com frete, em preço válido para o mundo inteiro. Já os downloads são cotados pelo preço que o internauta quiser e, após os mesmos receberem confirmações dos pedidos via e-mail, serão disponiblizados próximo da data do lançamento oficial.

    Se a banda já revoluciona o rock, chegou a hora de inovar também na disseminação da música. E aí, já encomendou o seu?

    *

    CD-PLAYER: As doces melodias do violão de Elliott Smith.

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  • leo bueno 22:21 em Tuesday, 25 September 2007 Link Permanente | Responder  

    Fogo de palha 

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    Ontem, Mano Brown (registrado como Pedro Paulo Soares Pereira), o polêmico líder dos Racionais MC’s, teve uma aparição “travada” no programa Roda Viva. Se Brown aparentava um certo incômodo com as palavras difíceis usadas pelos entrevistadores, estes também ficaram com o c* na mão o tempo todo. Se não fossem alguns pitacos do jornalista Renato Lombardi sobre conteúdos supostamente revolucionários e os questionamentos de José Nêumanne sobre exemplos dos Racionais para os seus ouvintes, a falta de tempero do programa do Paulo Markun seria completa. Ninguém sequer encarnou o monstro elitista para provocá-lo!!

    Depois de tantas promessas dessa pauta, que até me fizeram empunhar um bloco de papel durante a entrevista, a decepção foi forte. Sem tantas alfinetadas, Brown reduziu-se aos seus clichês sobre guerra civil, luta de classes e etc. No máximo, alguns comentários sobre como é a relação entre traficantes e comunidade nas favelas. Tratando traficantes como “comerciantes”, foi fundo ao perguntar a todos sobre o porquê do dono da AmBev permanecer impune, enquanto usuários e traficantes vão presos. “São perguntas que geram outras perguntas e nós ficamos sem respostas”, disse, deixando tudo no ar. E ninguém entendeu muito bem, por sinal.

    No fim, a relação com Eduardo Suplicy, a insurreição do PCC e a Virada Cultural passaram em branco. Depois da Globo se humilhar por duas ou três palavrinhas dele, a programação aberta da TV Cultura ganhou sua preferência. Porém, a chapa branca reinou. Mesmo com uma certa inteligência, sua ignorância o deixou perdido ao citar Cuba como exemplo democrático e Lula como vítima de “seus comparsas que deram mancada”, bem como o assunto das cotas para negros nas universidades. Faltaram conflitos, debates e argumentações melhores. Se Brown tinha dificuldades de argumentação, os entrevistadores não demonstraram a qualidade desejada. Vide a constatação de que Paulo Lima, chefão da revista Trip, foi o destaque positivo.

    Em resumo, Brown não quer e também não pode ser exemplo para ninguém. O modus operandi da favela domina seus pensamentos, mesmo com sonhos de “mundo sem drogas” e tudo mais. No fim, ficou a prova em rede nacional de que não se trata de tudo isso que dizem por aí. Será o efeito contrário daquilo que a audiência esperava?

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    • Virus 15:29 em Quarta-feira, 9 Setembro 2009 Link Permanente | Responder

      Vcs são mó comédia…
      Se Brown expusesse sua opinião real sobre os assuntos citados neguinhu ia treme e, além do mais, tv aberta ainda é ignorante demais pra ouvir certas coisas e o Brown sabe disso…
      O cara é um revolucionário, o mundo inteiro um dia ainda vai saber disso, e num precisa fica criando polêmica pra agrada audiência nenhuma.
      Ouça as músicas ( poesias ) do cara e tire as conclusões sobre quem nessa historia toda é o verdadeiro ignorante.

      ” Vermes que só faz peso na Terra,tira o zóio,tira o zóio, vê se me erra…”

      Firmão Brown é Nóóóóóóóís

  • leo bueno 22:12 em Tuesday, 18 September 2007 Link Permanente | Responder  

    Delicadeza sombria 

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    O disco tinha que sair oficialmente no dia 24 de Setembro. Entretanto, os caçadores de MP3 já o descobriram com quase um mês de antecedência, solto pela web e com um jeitão totalmente diferente da Polly Jean Harvey que nós achávamos que conhecíamos. Vocais em tons mais agudos, quase sussurrados, e arranjos calcados em banjos, harpas, marcações rítmicas quase inexistentes com bateria e o mais novo amigo de Harvey: o piano. “O bom de aprender a tocar um instrumento assim, do nada, é que isso libera a sua imaginação”, disse a inglesa à revista Wire, quando comentava o processo criativo de White Chalk, seu novo álbum. Nas primeiras audições, esse frescor ao piano pode parecer desnecessário, quase como um escorregão da inglesa – principalmente para os fãs mas antigos. Entretanto, depois de inúmeras repetições pelas madrugadas, Harvey trocou a minha idéia pela dela.

    Sua capa é como uma reedição do quadro The White Girl, do pintor James Abbott McNeill Whistler e datado de 1861. Harvey aparece em trajes antigos e brancos, como um giz pronto para rabiscar suas memórias e sentimentos no quadro negro logo atrás. Porém, esse mesmo quadro negro pode ser o responsável pelo ar desolado de seus olhos. Assim, Polly Jean prefere mergulhar em sua melancolia a agredir sua fonte, revelando seus segredos em melodias tristes, carregadas de delicadezas que remetem aos tons neo-progressivos do Radiohead e aos climas etéreos do Sigur Rós, ao mesmo tempo em que suas palavras e seus batuques no piano nos trazem Cat Power e até mesmo Tori Amos. Sua nostalgia e isolamento ainda são amargos e pungentes, só que sem a urgência guitarreira de Uh Huh Her ou o sarcasmo rasgado de To Bring You My Love. Há mais delicadeza e pode-se dizer até que há mais sentimento, mesmo que o instrumental pareça simplório num primeiro momento.

    Agora a onda de Polly é olhar para dentro de si. Ela mudou suas ferramentas e o sentido de sua obra, mas manteve a direção de suas mensagens. Seus tons estão mais sombrios e intimistas, a começar por seus títulos (como na canção batizada Dear Darkness). Sua excentricidade poderia ser um belo tiro no pé, mas os fãs mais atentos perceberão que trata-se de uma convergência natural dos trabalhos dela. Em Uh Huh Her, os baixos vigorosos aliaram-se às guitarras em afinações mais graves. Agora, ela assume de vez sua delicadeza, sem vergonha de revelar sua intimidade e mantendo um compromisso kamikaze com sua arte. A indústria fonográfica poderá torcer o nariz diante dessa falta de concessões, porém os fãs irão reverenciá-la ainda mais.

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    • emi 23:25 em Terça-feira, 18 Setembro 2007 Link Permanente | Responder

      aaah white chalk conquistou mais um /o/

      eu também não gostei da nossa primeira vez, tentei outras vezes mais e ele vem se tornando, assim, como quem não quer nada, o meu queridinho.

      stories from the city, particularmente, é de se ter no som tocando toda hora. white chalk vem justamente pra momentos intimistas. desses que acompanha um martini ou um bom vinho ;]

      e eu nãããão deixaria de falar da tori que em questão de piano é covardia, né. covenhamos. o que é aquela mulher tocando precious things? surreal. tori caminha muito bem entre a insanidade e a nostalgia. ela possui uma tristeza escondida que me fascina.

    • Edson Junior Lain 16:58 em Quarta-feira, 19 Setembro 2007 Link Permanente | Responder

      Há algum tempo eu não passava por aqui. Os artigos continuam ótimos. Não sabia desse novo álbum da srta. Harvey.

      Abraço.

    • júlio delveccio 11:15 em Sexta-Feira, 21 Setembro 2007 Link Permanente | Responder

      eu ainda prefiro a onda kamikaze da pj. esse lado intimista é melhor deixar pra cat power.

    • emi 16:21 em Quinta-feira, 11 Outubro 2007 Link Permanente | Responder

      meu novo bside favorito… (don’t tell it to anybody, ok? it’s our secret)

      ;]

  • leo bueno 22:02 em Monday, 10 September 2007 Link Permanente | Responder  

    Quase-Cinema e Neo-Censura 

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    Quase-Cinema – A suburbana Linda (Sandra Bullock) acha que está pirando após a morte de Jim (Julian McMahon), seu marido. Entretanto, ela está em Premonições, um longa de roteiro confuso, cheio de idas e vindas que tentaram, mas não conseguiram imitar o estilão de Charlie Kaufman. Em um dia ela percebe que seu marido morreu, chora pacas e tudo parece normal em sua dor. No outro dia, ele reaparece e, sem entender nada, a vê abraçando-o e beijando como se fosse a última vez. Ele dá aquela olhadinha clichê para os lados, chamando o espectador para compartilhar de sua estranheza diante do fato. Nisso, o filme se perde na quase-maluquice de Linda, confundindo a todos e gastando película sem necessidade.

    Repentinamente, o diretor Mennan Yapo começa a explicar-se. A narrativa quebra seu ritmo e revela um casal em crise, com uma dona-de-casa preocupada com os iminentes chifres que seu marido lhe colocará. Só que a traição não acontece, e o que rola é uma das mortes mais estúpidas da história do cinema. Sim, ela tinha tudo para provocar as nossas lágrimas, mas os extras da edição em DVD mostram como até a Bullock sacou o humor negro da morte do personagem de McMahon no filme. Aí a história mediana se encerra sozinha, com a resignação da dona-de-casa que percebeu que não está maluca, mas sim com um par de orelhas de asno ornamentando-lhe os cornos. E é só.

    Se quiseres gastar dinheiro à toa, vá na locadora e pegue o DVD. Aí você mata a curiosidade, descobre como McMahon morre e percebe como o estúdio gastou de bobeira nessa produção.

    *

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    Neo-Censura – Enquanto querem barrar a estréia da adaptação do livro Elite da Tropa para o cinema, Alberto Dualib consegue liminares  judiciais para impedir a exibição de uma matéria jornalística sobre o escândalo Corinthians-MSI. De um lado, tratam do impedimento de uma obra artística, unilateral porém com intenso potencial questionador, enquanto no outro corner o exercício do jornalismo pleno foi barrado pelo próprio Dualib, pois ele não recebeu o repórter da TV Record para falar do caso.

    Se você pensa que vivemos num sonho democrático, é bom abrir os olhos. Uma turminha de advogados “joga o caô” de que esses conteúdos levam imagens falsas dos envolvidos ao grande público, te enganam e disfarçam a nova cara da velha Censura. O que preferes: liberdade de expressão e informação ou novas roupas para velhos monstros?

    *

    CD-PLAYER: Do You Believe In Rapture? e Turquoise Boy - Sonic Youth mandando ver em baladinhas para os corações experimentais. Esse é o som do retorno!

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  • leo bueno 11:08 em Wednesday, 8 August 2007 Link Permanente | Responder  

    Entre as safras 

    Dessa vez, nada de stress psicológico ou qualquer outro abalo. O que realmente mudou foi a vontade de acompanhar a rede, de descobrí-la e aproveitar as suas vantagens. A culpa disso tudo vem da burocracia enfrentada nas 06 horas diárias sentado de frente à uma tela, cobrado em velocidade de digitação e raciocínio, bem como outros resultados internos. Nada de mais, afinal, até que estou me adaptando bem. Só que, no aconchego do lar, a coisa muda.

    Em seu canto, o micro trabalha sozinho. Os torrents vêm rapidamente, carregando consigo as discografias de Tori Amos e Chico Buarque de Hollanda. Eu? Bem, estou lendo um livro, vendo um filme e indo até ele em cada par completo de horas. Não combina com a tranquilidade caseira moldar o traseiro em forma de quadrado, esperando as porcentagens aumentarem. Que o Pentium faça isso sozinho, pois já é bem forte para tal tarefa.

    Entretanto, esse recanto não ficou abandonado. É que, entre os ovos que as socialites jogam das sacadas de seus apês e os mortos do caos aéreo, a Imprensa já fala bastante sobre as nossas mazelas. A criatividade foi passear longe daqui, ao menos por enquanto, e me tirou momentaneamente o brilhantismo – ou será o tempo vago? – das atualizações desse blog. Mas aguarde, amigo(a), pois ele continuará atualizado; é só uma questão de tempo.

    Enquanto isso, Morena, dos Los Hermanos, sai dos alto-falantes.

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    • emi. 21:12 em Segunda-feira, 13 Agosto 2007 Link Permanente | Responder

      a tori é tão legal… ;D

      vou me consolar com ela enquanto você descansa um pouquinho. mas não demore, viu moço.

    • delveccio 20:31 em Quarta-feira, 29 Agosto 2007 Link Permanente | Responder

      torrents, até hoje não sei lidar com eles.
      mas aproveite aí você e pega emiliana torrini
      o/

  • leo bueno 00:26 em Tuesday, 31 July 2007 Link Permanente | Responder  

    Amizade e Poeira* 

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    [Johann (Ketnath) e Ranulpho (Miguel) em uma birosca paraibana.]

    Bastou à equipe de produção retirar os postes de luz das pequenas cidades do sertão da Paraíba. Essa foi a mais significativa das manobras realizadas para compor as locações de Cinema, Aspirinas e Urubus, do brasileiro Marcelo Gomes. Com isso, o diretor colocou uma pergunta na cabeça de seu espectador: o que realmente mudou nesse cenário de sede, miséria e flagelados?

    A história se passa em 1942 e, no fundo, não tem intenções políticas. É o relato do encontro do sertanejo Ranulpho (João Miguel), que pretendia fugir da aridez sem perspectivas do sertão, com o alemão Johann (Peter Ketnath), divulgador itinerante das então novíssimas e milgrosas Aspirinas. Se o nordestino maldizia seu povo e suas origens, o alemão também renegava as suas raízes – vale lembrar que é a época da 2ª Guerra Mundial. E é com esse argumento de fugas e descobertas que se desenvolve a trama.

    Ranulpho vai se deslumbrando aos poucos com a vida de Johann, que viajava sozinho pelo sertão da Paraíba a bordo de um caminhão repleto de frascos de Aspirinas e rolos de filmes para divulgação das mesmas. Na cidade de Picote, Johann arma sua tenda para, após exibir um impactante vídeo sobre as promessas do incipiente analgésico, vendê-lo como água. Nisso, Ranulpho chama para si o título de ajudante do alemão, e com isso os dois desenvolvem uma sincera e bem humorada amizade.

    Porém, a guerra segue e o Brasil declara-se inimigo dos alemães e seus aliados. Com isso, várias fábricas e comércios ligados aos alemães são fechados, bem como seus gerentes e proprietários presos. Nesse contexto, Ranulpho indica a Johann que o único caminho para que este siga fugindo é partir nos trens para a Amazônia junto dos “soldados da borracha”. Assim, o alemão queima seus documentos e segue viagem. Como herança a Ranulpho ficam o velho caminhão e as novíssimas paixões que foi capaz de despertar no sertanejo, que até deixou de lado a sanha de fugir da seca (com direito até a uma poética cena final).

    A ensolarada fotografia por vezes é encoberta pelos closes propositais das câmeras, a fim de mostrar como o calor desidrata e faz suar os protagonistas. Pela noite, o breu os engolia, deixando apenas a pequena claridade da fogueira encimada pelo céu estrelado. Mas lá estavam as cidadelas da  seca, com seus desconfiados e isolados habitantes a lutarem pela sobrevivência por meios rudimentares. E lá também estava o sol de rachar, como hoje. Com isso, se não fossem as pinceladas do rádio a bordo do caminhão e do estilo dos filmes institucionais das Aspirinas, a trama seria perfeitamente adaptada aos nossos tempos. Afinal, nos nossos dias de Fome Zero e Seca à Mil, pouquíssima coisa mudou no sertão. É isso que Gomes sutilmente nos mostra, manobrando delicadamente nossa noção do tempo.

    *Publicado na Folha Obara, editada e conduzida pelo camarada Gustavo Abdel.

    *

    CD-PLAYER: Descobrindo os americanos melancólicos do Pedro The Lion, enquanto o Marcelo Costa traduz aqui muito do que senti falta em Zeitgest, dos Smashing Pumpkins. Canções tristonhas com violões folk e Fender Jazzmaster de um lado, enquanto Costa radiografa o “rock burro” que os Pumpkins preferem tocar.

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    • Marcio Pimenta 17:41 em Quinta-feira, 2 Agosto 2007 Link Permanente | Responder

      Esse eu quero ver!

      Abraços.

    • O Sem Acentos 04:52 em Sábado, 4 Agosto 2007 Link Permanente | Responder

      ae rapaz, ja deixei essa msg em alguns brogs.

      Agora a onda do momento e criar movimentos reacionarios (ou seja em reacao de algo), que geram contra-movimentos, que geram uma patifaria generalizada.

      Pensando nisso, Chorumelos resolveu criar seu proprio movimento e estamos convocando pessoas uteis para participar (Waldir Pires, O Roque do Silvio Santos e o Robin do Batman ja foram chamados). Voce esta na nossa lista. Passa la e entenda mais, e se aderir, pretendemos colocar no logo da campanha os nomes de tds os brogs envolvidos na farra. Voce sabe que somos serios, entao pode confiar.

      abraco por traz.

      http://www.chorumelos.blogspot.com

  • leo bueno 01:10 em Thursday, 19 July 2007 Link Permanente | Responder  

    Tristeza reprisada 

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    Mais uma explosão e mais famílias chorando. Mais manchetes nos jornais a refletir o sobrevôo dos abutres, ávidos pelos furos e notícias de última hora. Mais controladores continuaram descontrolados, com salários baixos e péssima motivação profissional, a esperar que aqueles que os chamaram de rebeldes fizessem algo por tão importantes trabalhadores. Em vez disso, as escalas continuaram sobrecarregadas, os check-lists continuaram no quebra-galho e os cidadãos, se não chegam atrasados em seus compromissos, morrem no meio do percurso (com o perdão da sinceridade). Mas já não vimos esse filme?

    Do outro lado, o Ministério crê que os congestionamentos aéreos são um reflexo da prosperidade social. Mas que prosperidade torta é essa, se a fila do Posto de Amparo ao Trabalhador (PAT) dobra a esquina e o que não falta é gente pedindo comida pelas ruas? Não, esses lamentos não chegam aos ouvidos de quem tem vôos particulares e bla-bla-blá com G8 e outros gringos. Essa fornicação sem limites, custeada com dinheiro do povo, nunca muda: é sempre o operário quem fica com o traseiro em brasa. Pena que, nesse triste momento, o fogo tenha consumido 180 (para mais) pessoas, num reflexo da ineficiência daquela cambada.

    Será que agora terão peito para pedir-nos para “relaxar e gozar”? Depois da clareira de Mato Grosso e do depósito de carga em plena capital paulista, basta!!

    *

    P.S.: As estatísticas mostram que o texto Não tem parabéns, sobre o Dia Internacional da Mulher, está arrebentando de audiência. Algum motivo em particular?

    *

    CD-PLAYER: O Sol Nascerá, O Mundo É Um Moinho, Preciso Me Encontrar e outras maravilhas de Cartola.

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    • Ton 19:19 em Sexta-Feira, 20 Julho 2007 Link Permanente | Responder

      Vergonha, incompetência, ganância, corrupção, falta de ética, de profissionalismo, de estrutura, de vontade de trabalhar. Quais “adjetivos” mais podemos utilizar para definiar o caos aéreo do governo Lulla?

      Impressionantemente, 10 meses depois do maior acidente aéreo do país, tempo em que Lulla pediu hora e dia para anunciar o fim da crise, o que acontece? Outro acidente! De maiores proporções que o primeiro!

      Só podemos dizer: “tá, e agora?”. Falha mecânica somada com uma possível falha humana e aliada à péssima estrutura do aeroporto de Congonhas? Só Deus sabe. Mas destes três, aposto todas as minhas fichas que com certeza a estrutura será citada nos relatórios.

      É como dizem “somente duas coisas são infinitas. O universo e a estupidez humana. E olha que tenho dúvidas quanto ao universo” … eu acrescento “e olhe que quem fez a frase nem conhecia o Lulla”.

    • Marcio Pimenta 02:33 em Segunda-feira, 23 Julho 2007 Link Permanente | Responder

      Belo post.

      Mas como ir além do governo? O que nós como sociedade civil podemos exigir sem ter que esperar 4 anos?

      São perguntas reflexivas apenas.

      abraços!

    • Paulo m. p. 07:09 em Terça-feira, 24 Julho 2007 Link Permanente | Responder

      Proponho uma conta diferente.
      O momento não é propício mas os números podem dar a importância necessária ao caso.
      Sabes quantas pessoas morrem no trânsito, em rodovias, anualmente? Devagarinho, um de cada vez, as vezes dois ou três.
      Compare os números. O número de mortos em acidentes aéreos e o número em acidentes rodoviários.
      As máquinas de moer carne humana e, sem sacanagem, de outros mamíferos, estão em terra.
      Visibilidade e impacto de notícia é o nome jogo, também a antiga guerra pelo poder. E só.
      A dor humana é a mesma, quer seu conhecido morra num avião ou em um automóvel.
      Haveria uma questão de classe social envolvida no caso? Hierarquia social, sistema de classes.

      Ah! ainda mais, me pergunto se quem fala mal do Lula teria coragem de propor um nome. Ao invés de falar o Lula é aquilo ou o Lula é isso, diga assim, o Serra seria ou será assim, Aécio é ou será assim, ou seja lá quem for.
      Falar mal do governo da maneira que se instituiu no Brasil é papo de futebol, é falar de cerveja. Ninguém é responsável por nada. prova disso foram as vaias. Vaiar é coisa pra jogo de futebol, no caso da política não resolve nada.

      Porque esse bando de fanáticos com a cara pintada da cor dos seus times, não se organizam e vão para a frente do Palácio do Planalto? Ao invés de ficarem pulando e torcendo alucinadamente, vão exigir, seja lá o que quiserem, com a mesma vontade.

      Brasileiro é politicamente nulo, e acha bonito.
      Brasileiro discute com seriedade só o futebol, e com a cara cheia de cerveja.
      O governo atual é a cara do brasileiro típico.

  • leo bueno 01:47 em Friday, 13 July 2007 Link Permanente | Responder  

    A cantilena do Aborto 

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    Depois dessa liberação de um  aborto no Rio Grande do Sul, liberada graças à uma gestação de risco, o assunto voltou à tona. Com isso, um pequeno trecho do programa Altas Horas, do Serginho Groisman, me veio à cabeça. O conteúdo não foi dos melhores, já que a única posição digna de um formador de opinião veio de um único convidado. Entretanto, o mais interessante foi ver como a nossa geração e aqueles que nasceram poucos anos antes não tem nada na cabeça – salvo as míseras exceções.

    O ator Bruno Garcia defendeu melhores políticas de saúde pública, para que todos tivessem uma melhor educação sexual a fim de evitar esses fins – que não deixam de ser tristes – e fazer com que logo os abortos inconsequentes sejam evitados. Ainda assim, foi coerente com os nossos tempos, que ainda não são de gente esclarecida, e defendeu que as autoridades deveriam deixar essa decisão nas mãos dos pais da criança. Porém, qual tem prazo mais curto para efetivar-se: o esclarecimento ou o aborto? Com essa sua pergunta, ficou latente a disparidade de um país que quer discutir a legalidade do aborto, mas não instrui seus cidadãos para gestações conscientes. O ator encerrou com uma deixa política, sem discursos religiosos desnecessários.

    Depois dessa sacada, os filhos de Jair Rodrigues não complementaram o papo. Enquanto Luciana Mello desconversava, Jairzinho embalou uma conversa mole de quem é coadjuvante ao quadrado: de carona na fama do pai e da esposa, a atriz Tânia Kalil. Disse que jamais poderia pensar em aborto, já que sua esposa estava grávida, etc. Porém, sua família estruturada e o planejamento da gravidez de sua esposa chocavam-se tanto com o viés político do papo que ele nem percebeu. Preferiu a abstensão, por comodidade ou falta de habilidade.

    Então, formou-se mais uma crítica às polêmicas sem causa que rondam por aí. De que adianta misturarmos o calor religioso e a técnica médica no liquidificador para, no fim, o país continuar sem entender nada e seguir procriando à torto e direito? Só para termos o prazer de desmontar clínicas clandestinas que, na grande maioria dos casos, são a única saída de mães desesperadas?

    As palavras poderiam ter mais utilidade fora desse jogo de interesses. Mas, seja de qual forma for, devemos usá-las. O que vale é a nobreza da intenção.

    *

    CD-PLAYER: Carnaval Só No Ano Que Vem, o lançamento da Orquestra Imperial. Porque é interessante ver o que tanto o Rodrigo Amarante faz durante o recesso do Los Hermanos.

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    • Thatiana 23:29 em Domingo, 29 Julho 2007 Link Permanente | Responder

      Acredito que ninguém queira disseminar o aborto como método contraceptivo. Mas eu confesso que sou plenamente a favor da liberação. Ninguém deixa de fazer porque é proibido. Portanto…

    • Wagner Moura 01:18 em Sábado, 25 Agosto 2007 Link Permanente | Responder

      Eu não iria comentar. Mas o assunto muito me interessa!

      Veja, a questão não é ter “o prazer de desmontar clínicas clandestinas”. Se o aborto for legalizado no país, será o SUS que terá de disponibilizar sua estrutura (er… bom, chamam o que o SUS tem de estrutura…) para mulheres que querem MATAR seus filhos por diversos motivos.

      Isso significa dizer que a gestante que quer DAR A LUZ vai ter que dividir leitos e médicos com a gestante que quer fazer o aborto.

      Agora, uma questão: é justo?! É justo que a gestante brasileira, pobre, que encontra com dificuldades uma estrutura razoável no SUS – QUANDO encontra e não tem que entrar na fila… – é justo que ainda por cima ela tenha que dividir leitos com gestantes que querem abortar?

      Cara, quais são as políticas nesse país que colaboram com a gestante? Quais políticas ajudam-na ao menos ter um filho com dignidade? Posso estar desatualizado, mas eu não conheço.

      E agora querem privilegiar gestantes que querem abortar?! Quer dizer que se a decisão é matar, então a sociedade tem que parar e discutir o assunto?!

      Tenha santa paciência. É uma vergonha oferecer o precário serviço de saúde pública para esse fim, quando sequer ele é bem estruturado para quem quer ter um filho.

      Estou convencido que não há justificativas para o aborto. Nada justifique a morte planejada de um inocente, um ser humano que não tem sequer como se defender.

      Achei seu blog pelo da Thatiana.

  • leo bueno 23:19 em Wednesday, 11 July 2007 Link Permanente | Responder  

    Palavras de Arriaga 

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    Os entrevistadores do Roda Viva se acotovelavam para falar primeiro, mas poucos foram aqueles que saíram do roteiro. Como condutor da carruagem, Paulo Markun tem um jeitão estranho, como que caído de pára-quedas no meio de um assunto que não lhe interessa tanto – ou foi só uma percepção atravessada de minha parte. Entretanto, foi interessante ver como o roteirista e escritor mexicano Guillermo Arriaga (foto) pontuava suas respostas na última segunda-feira (09/07).

    Seu gosto pela fatalidade e pelo poder transformador da mesma dispensa comentários; já teci diversas linhas sobre seus roteiros antes. O interessante foi como ele caracterizou a violência, polêmica em seus filmes com Alejandro González Iñárritu, como apenas um retrato cru de nossa realidade. Em tempos de homens que se agrupam e escolhem suas tribos, seduzem e se deixam seduzir como animais, as disputas por territórios e influências sempre derramam sangue. Nisso, para horror dos puritanos, Arriaga reforçou que todos nós estamos inclusos. Assim, concluiu que suas palavras são como retratos sinceros da vida, seja pessoal ou coletiva, que nada têm a ver com e hipérbole de Tarantino. Resumindo, são atitudes que qualquer um poderia tomar quando exaltado, ou afim de meios rápidos de conquista.

    Depois da entrevista, já vi qual será meu próximo objeto de consumo. Basta que a sessão das letras de Edward Bunker e as canções de Leonard Cohen termine.

    *

    CD-PLAYER: Songs Of Love And Hate, disco de Leonard Cohen.

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    • Paulo m. p. 09:15 em Quinta-feira, 12 Julho 2007 Link Permanente | Responder

      Não conheço os ensinamentos do Jornalismo, mas vendo a entrevista e lendo seu post, pode-se perceber como se carnea o bicho. Muito bom!
      Markun parece mesmo alguém deslocado, na maioria das vezes, cometendo o pecado de ignorar a fronteira entre o ousado e o inconveniente.
      Paulo Lins mandou brasa, com segurança, recebendo elogios ao seu Cidade de Deus.
      E a caça? O ato de caçar.
      “é o que de mais hediondo pode ser alguém no mundo politicamente correto em que vivemos”
      Isso é uma porrada nos conceitos Tupiniquins. Aqui caçar é crime sem direito a fiança. Isso é ridiculamente creditado ao pacifismo brasileiro.
      “O humano contemporâneo nega a morte, e assim nega a vida…”
      Isto no país campeão em cirurgias plásticas e centros de estética.
      “Encarar a morte é valorizar a vida é tomar consciência dela.”
      Em Rodas Vivas normais, os entrevistadores cairiam de pau, mas ali Arriaga tomou conta da coisa.

      Hemingway e Faulkner sempre citados e por fim Cormac McCarthy, que foi traduzido na legenda como Scot McCarthy!

      Se por aqui somos obrigados a aguentar a cara de peixe morto de Paulo Coelho como fenômeno literário, Marçal Aquino é marginal mesmo, vem um mexicano para lembrar o que a latinidade pode fazer pela literatura ,sem perder qualidade.

    • Carolina 04:19 em Sexta-Feira, 13 Julho 2007 Link Permanente | Responder

      “Caí” na sua página devido a uma pesquisa no Google, sobre essa entrevista. Vi só oúltimo bloco e fiquei triste pq não vi os anteriores.
      Gostei do seu texto. Parabéns.

      Arriaga é divino. Na revista TOP deste mês tem uma entrevista (aula) dele.

    • emi 09:00 em Domingo, 5 Agosto 2007 Link Permanente | Responder

      …and all is full of love.

  • leo bueno 11:40 em Monday, 2 July 2007 Link Permanente | Responder  

    Ilusões do tempo 

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    Depois de ler os comentários sobre os 70 dias de ausência blogueira do TonzeraBrasil (na lista de Blogs Recomendados), percebi que não sou o único a ter vergonha desse país. E não é aquela vergonha idealista, que move montanhas em prol da conscientização popular, entre outras balelas socialistinhas. É um pessimismo acomodado, uma desmotivação escura e uma falta de vontade de encarar missões sociais que, à rigor, não combinam com aquele juramento que fiz antes de pegar o canudo acadêmico. Mas esse é o dark portrait atual.

    Meus camaradas de chopp e pessimismo supostamente visionário riam como hienas – na merda brazuca, mas ríamos – diante da sequência de aforismos governamentais que nos mandavam relaxar e gozar, para depois exaltarem a crise dos transportes aéreos como reflexo da prosperidade tupiniquim. Para finalizar, Lulinha questionava o poder manipulador da Imprensa, que, segundo ele, era a criadora e mantenedora de todas as polêmicas que envolveram a sua gestão. Botou até a Suíça na mistura, um país bem distante da nossa realidade, para dizer que o povo brasileiro é o mais reclamão do planeta. Entretanto, nada foi feito para melhorar as condições de trabalho dos controladores de vôo, nem para concretizar a nossa suposta prosperidade social: enquanto alguns trabalhadores permaneceram amotinados, outros continaram rebolando para pagar contas e alimentar as crias.

    Depois, o Senado tremeu com novas acusações de fraudes, corrupção e desvio de verbas públicas. A novela era tão parecida com a anterior, de Marcos Valério e Roberto Jefferson, que até tinha uma musa: a jornalista Mônica Veloso. Pena que o tempo passa, as manchetes se acumulam e nada, como sempre, consegue punir os responsáveis.

    Assim, o que motivaria alguém a escrever sobre política com ideal de denúncia e, mais ainda, de mudanças? O que tocaria nossos leitores afim de que os mesmos questionassem verdadeiramente a esferas do poder com força suficiente para estapear a cara de pau do Governo? Muito pouco, já que a educação deficiente e a pobreza reduzem grande parte de nosso povo às condições animalescas, lutando para preservar aquilo que garante seu sustento e nada mais. Com isso, a massa de manobra não pensa, não questiona e, em pouquíssimos casos, blasfema contra as paredes de um quarto escuro.

    Os meios de comunicação seguem essa mesma sina de lamúrias às escuras, crendo que espalham senso crítico a um povo anestesiado. E nós ficamos reduzidos à piadas nas vozes dos nossos condutores, enquanto os dias passam e nos distanciam do nosso ideal.

    P.S.: Altamente idiossincrático, como a maioria dos textos que circulam nos blogs. Afinal, a expressão sincera do que se pensa vale mais.

    *

    CD-PLAYER: Sky Blue Sky, o último do Wilco.

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    • Ton 14:42 em Terça-feira, 3 Julho 2007 Link Permanente | Responder

      Simplesmente impactante quando cita o termo “prosperidade tupiniquim”, nunca tinha pensando nisso, vou até tentar aplicá-lo no próximo artigo.

      É impressionante a capacidade que temos de não mudar. O que está ruim continua ruim ou acaba ficando pior. O que está bom apenas continua sendo bom, mas melhorar que é bom nada.

      Também possuia um idealisno antes do canudo acadêmico. É impressionante que, quando amadurecemos, mesmo que um pouco, mudamos (para pior, às vezes) e perdemos o nosso ideal. Mas é aí que entram aqueles momentos “mas eu tenho que fazer algo”.

      O país continua se degradando em termos sociais. Vivemos o melhor momento economico? Sem dúvida. Foi o Lulla? Nunca! Já estava previsto. O mundo está transpirando dinheiro, por isso essa estabilidade economica. Foi Lulla que diminuiu a desigualdade? Nunca! Já estava previsto que isso era uma “ação inevitável”, ou seja, de qualquer jeito ia diminuir.

      Agora. o fato do povo anestesiado infelizmente vou ter que discordar. Talvez já estamos num estágio pré-morte, onde nem a anestesia faça mais efeito. Ou vai ver que nos viciamos em ficar anestesiados. hehe

      ps. Viu a matéria de hj no UOL ? Perdemos não sei quantos mil turistas por causa do apagão aéreo. E a culpa é nossa, né?! rs

      Obrigado pelo comentário no Orkut!

      Abraços!

    • emi 10:32 em Quinta-feira, 5 Julho 2007 Link Permanente | Responder

      gostei mesmo de “aquilo que garante seu sustento e nada mais” e “senso crítico a um povo anestesiado”. alguém gritou por aí que nossa geração é inútil. os jovens de antigamente tinham pelo que lutar e lutavam. nós temos e não lutamos – porque estamos anestesiados e preocupados com garantir o nosso e nada mais.

      mas acho que o pensamento geral é esse mesmo: porque erguer uma bandeira sozinho? se surge um louco e quebra o senado o chamam de baderneiro. o cara que bate uma carteira é discriminado e o engomado que rouba milhões é tido colarinho branco. hierarquia entre a bandidagem, há!

      confesso, não nasci revolucionária e me contento em criticar do sofá, porque assim como tantos, não acredito nesse país e se nasci por aqui foi por acaso. e este país que me ‘dá onde morar’ (já me disseram isso por soar mal agradecida) não dá nada, pago impostos caríssimos por um lugar que nem vale tanto a pena.

      e pra terminar essa doidera (tá leo), confirmo: o pior do brasil é o brasileiro.

  • leo bueno 23:27 em Wednesday, 27 June 2007 Link Permanente | Responder  

    Entre o público e a crítica* 

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    O tempo mudou Leonardo Di Caprio. Depois de arrebatar corações em Romeu e Julieta (1996), seus olhos claros e feições delicadas renderam outros convites. No ano seguinte, o diretor James Cameron chamou-o para interpretar Jack, o viajante pobretão a bordo do navio Titanic. O longa alavancou sua carreira, já que foi o mais premiado dos últimos tempos. Entretanto, depois de toda essa repercussão, Di Caprio ainda não somou a estatueta de Melhor Ator para a coleção de onze Oscar’s do longa. Para a aura de vaidade hollywoodiana, esse jejum estava entalado em sua garganta.

    Nove anos se foram. Além de namorar uma brasileira, ele somou experiências e fracassos no cinema. Afinal, em todas as filmagens era a mesma cara, que rendia suspiros das mulheres e blasfêmias dos homens. Indiretamente, isso rendeu comentários nos bastidores de que, por mais indicações que tivesse, o ator nunca cativaria os jurados. Assim, ele surgiu no Oscar desse ano com duas apostas sensacionais – já nas videolocadoras.

    A primeira aposta foi no movimentado Diamantes de Sangue. O filme mostra a entrada da jornalista Maddy Bowen (Jennifer Conelly) e do traficante de pedras preciosas Danny Archer (Di Caprio) em Serra Leoa, no meio da guerra civil. Lá reside o pescador Solomon Wandy (Djimon Hounson), cuja família foi separada pelos revolucionários e seu filho aliciado por eles. Wandy quer seu filho de volta, mas só ganhará a ajuda de Archer se lhe contar onde está o diamante que conseguiu esconder dos guerrilheiros. Já Bowen conhece-os e vislumbra nessa história a melhor de todas as suas reportagens já publicadas.

    Em Os Infiltrados, a outra aposta, fala sobre um braço da máfia irlandesa em Boston, liderado por Frank Costello (Jack Nicholson). Ele nem desconfia de que William Costigan (Di Caprio), aquele garotinho franzino que ele tanto gostava, havia se tornado um policial com a missão de espioná-lo. Já o agente Colin Sullivan (Matt Damon) é seu informante na polícia local. Cada um com sua missão e interesses, Costigan e Sullivan são como ratos pela casa: um sabota o outro. Suas ações se cruzam durante o longa e os dois sentem a amarga contradição entre os interesses pessoais e as missões de trabalho.

    Mesmo sem premiações, Di Caprio consegue conciliar a forte atuação com uma estampa convincente. Com rugas e olheiras na cara, ele passa uma impressão mais real da força de seus personagens, resultado também de seu aprimoramento como ator. Leo dá peso aos seus personagens que, mesmo envolvidos na ‘barra pesada’, têm seus momentos de reflexão e até de mudança de rumo. Isso prova o amadurecimento interno e externo do ator, mesmo com vários prêmios sempre batendo na trave.

    Mas qual é o reconhecimento mais importante: do público ou da crítica?

    *Publicado na Folha Obara, editada e conduzida pelo camarada Gustavo Abdel.

    *

    CD-PLAYER: Don’t Take Your Guns To TownJohnny Cash

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    • emi 00:42 em Quinta-feira, 28 Junho 2007 Link Permanente | Responder

      de fato, o di caprio de hoje é melhor que o anterior. não só está mais bonito como também mais profissional (né leo? heheh). ainda não assisti os filmes – não ter contas em locadoras é pra evitar estragos na grana do mês, afundaria a família =]

    • Samantha Abreu 21:16 em Quinta-feira, 28 Junho 2007 Link Permanente | Responder

      Oi Léo!
      quanto tempo não vinha por aqui… tanta coisa boa, e mesmo assim, devo ter perdido algo!
      olha só..
      eu, sinceramente, acho que o que importa é o público e o meu voto ele ganhou!

      Detestava esse branquelo, mas caí de amores em Diamante de Sangue e Os Infiltrados.
      Foi impossível resistir! rsrss

      beijos!

    • Gusta 11:32 em Sexta-Feira, 29 Junho 2007 Link Permanente | Responder

      Fala Léo,
      pô, já li essa crítica antes, rsrs
      e veja só, jaja a sua coluna de cinema estará aqui: http://www.folhaobara.wordpress.com

      passa lá e dê suas dicas.
      Abraço

    • júlio césar 15:08 em Domingo, 1 Julho 2007 Link Permanente | Responder

      eu não gostava do leonardo di caprio antigamente. o considerava aquele tipo de ator fabricado, de rosto bonitinho que encantava as moças e por isso era famoso. ainda bem que o tempo, apesar de estragar alguns, amadurece outros. e quanto aos filmes que você referiu, eles são realmente bons.

    • Fernando 17:49 em Segunda-feira, 31 Março 2008 Link Permanente | Responder

      parabéns pelos comentários de Babel.

      ótimo gosto musical, Johnny Cash é o máximo.

      Parabéns pelo blog
      :D

  • leo bueno 23:21 em Monday, 25 June 2007 Link Permanente | Responder  

    Os tipões que pintam por lá (II) 

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    Depois de um tempo de casa, não só os procedimentos ficam mais claros como também as manhas argumentativas de muita gente mudam. Isso é fato na rotina de quem se dispõe a mexer com o atendimento, ainda que virtual, da clientela de uma grande empresa. Todavia, o mais engraçado é como existem algumas figuras carimbadas que dão o ar de suas graças no 10315.

    Um sujeito de Lorena (SP) – que, por razões óbvias, não citarei seu nome – é figura conhecida de todos. Quem o atende sempre encontra duas ou três solicitações por semana em seu histórico, já que o mesmo liga pela manhã pedindo algo só para ter o prazer de retornar à tarde e cancelar o serviço. No meu caso, o mesmo liga chorando e diz que ele e sua mãe ganham R$ 350 por mês. Por conta disso, não conseguirão pagar um acordo de dívida fechado em 04 parcelas de uns 120 reais. Depois que despejei todo o protocolo com o mesmo, ele questiona se não tenho coração e dá a cartada final: coloca sua mãe, que já chorava aos berros no fundo, para assumir a ligação. Após meia-hora tentando me dobrar, a ilustre senhora me abençoa com a paz do Senhor e dedica a leitura do Salmo 23 para iluminar não só os meus caminhos, como também as vidas dos donos da empresa. É mole?!

    Outros casos envolvem velhas senhoras que, imagino eu, devem refestelar-se na cama como a pin-up da foto antes de me ligarem. Com voz rouca e impostação supostamente sensual, elogiam a força vocal e falam abertamente sobre o que estão imaginando sobre o dono da voz que lhes fala. Pedem encarecidamente que o teleoperador não as abandone na ‘musiquinha’, pois querem sentir-se mais próximas de quem as atende. Entretanto, para o azar de algumas, as normas da empresa ferem tão abruptamente seus corações que o que sobra de toda aquela sedução são palavrões e agressividade. E nem nos deixam dizer que a empresa agradece a ligação, de tão temperamentais.

    Por mais que nos cobrem pelo enorme tempo gasto com esses atendimentos, não há como não rir com as coroas sedutoras e os caipiras doidões que lá aparecem. Quebram a rotina, aliviam o estresse e ainda rendem ótimas risadas!

    *

    CD-PLAYER: Se a onda é falar mal do ‘mais do mesmo’ de Our Love To Admire, o novo do Interpol, serei mais um a surfá-la. Tanto alarde para só isso?

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    • emilly 21:39 em Terça-feira, 26 Junho 2007 Link Permanente | Responder

      você nunca vai emburrecer, ora! =*

      aquele meu texto é tão estranho quanto aquela que o escreveu. eu mesma não entendi e por isso penso se ele continuará ou não publicado.

      fico imaginando as figuras que telefonam, devem ser situações de toda sorte, tais como essas aí que você contou. eu, sinceramente, não teria paciência. você vai pro céu, iluminado pelo salmo 23.

      =D

  • leo bueno 00:25 em Thursday, 21 June 2007 Link Permanente | Responder  

    Diary battle 

    Dores de cabeça com direito a têmporas pulsantes. A visão embaçada faz com que números como 0, 6, 8 e 9 se misturem e um quadrilátero branco fique preso na retina – mesmo com diversas piscadas de olhos. Um estágio intermediário de aversão por microcomputadores, estimulado por insistentes dores nos pulsos, chega juntamente de mais alguns detalhes. Com tantas gotas somadas no copo, ocorreu o primeiro transbordamento.

    Não me faltam assuntos, mas sobram indisposições. Assim, não estranhem a intermitência desse site, pois ela tem uma razão. Enquanto isso, algumas modificações na velha cara do site, com uma frase da Lispector perfeita para a fase atual – um roubo declarado do blog da Emily.

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    • e. 20:44 em Quinta-feira, 21 Junho 2007 Link Permanente | Responder

      claaaaro que pode =]

      imagina se eu, pobre mortal, diria não sobre uma frase da clarice. além do mais, ela é perfeita pra nossas fases atuais, pelo que vejo você também anda lá meio fatigado.

      viu, meu querido amigo, apesar do cansaço, continue escrevendo mesmo que de quando em quando. é bom ler seus textos. tire uma soneca e vamos em frente.

      =**

    • Marcio Pimenta 03:23 em Segunda-feira, 25 Junho 2007 Link Permanente | Responder

      Acontece sempre. Mas não perca o ritmo!

      Abraços!

  • leo bueno 02:07 em Tuesday, 12 June 2007 Link Permanente | Responder  

    Ultra-rápido 

    I – Amadurecendo com o Gusta Abdel uma idéia de um texto sobre como o Di Caprio (acima) mudou seu estilo ‘galã pueril’ ao estrelar Diamante de Sangue e Os Infiltrados. Pode circular no jornal de pequeno porte do ilustre camarada, ou então figurar diretamente por aqui.

    Em maturação.

    II – Após classificar-me entre os 10 primeiros no concurso público que prestei dentro da minha área de formação acadêmica, sobra o ligeiro abatimento pela não-aprovação imediata. “Listas de espera”, “prováveis desistências”… nada disso me convence.

    Mas isso passa logo, logo. Obrigado pelo apoio, amigos!

    III“Pronto, já cantei. Felizes? Então tchau!” Essa deve ter sido a primeira frase da Amy Winehouse após cantar pra cacete no MTV Movie Awards 2007. Meio blasé, meio bêbada, mas cantora por completo.

    Que Rihanna, que nada!

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    • Ana F. 12:37 em Sexta-Feira, 15 Junho 2007 Link Permanente | Responder

      pô, que saco esse negócio do concurso, hein? vc continua na atento, enquanto isso? tô aqui na torcida!!

      (ah, pra mim o di Caprio continua com cara “pueril” – risos)

  • leo bueno 13:44 em Saturday, 9 June 2007 Link Permanente | Responder  

    Orkut integra-se com sistema de feeds 

    O Orkut agora possui uma novidade que vai agradar blogueiros e fotoblogueiros. Trata-se da integração do site de relacionamentos com o sistema de divulgação de feeds, que por sua vez permitem visualizar as últimas atualizações de um site sem ter que acessá-lo. A nova ferramenta do Orkut permite a divulgação do mesmo conteúdo que você veicula no seu blog, por exemplo, com a mesma formatação que você publicou. Com isso, os orkuteiros terão mais uma atração para exibirem-se e bisbilhotar.

    Quando você acessar o perfil de um amigo(a), preste atenção na opção de seus feeds (acima).Se ele tiver um gerador de feeds cadastrado, você poderá ver o que ele tanto escreve/fotografa antes de visitar seu respectivo site. Agora, clique na opção marcada em vermelho, à esquerda.

    Você irá acessar uma página como essa (acima). No caso, o último conteúdo do feed do Cronista Urbano* era o texto aí debaixo, cuja abertura era o pôster do filme Babel. Ao descer a barra de rolagem, você perceberá que o conteúdo é o mesmo do site verdadeiro, que você pode acessar clicando na opção “Ver Site” (canto superior). Abaixo, mais alguns detalhes sobre a página inicial do feed do seu querido e amado blog, leitor(a). Se você forçar os olhos, perceberá que é o mesmo texto já publicado.

    Até o momento, os internautas que gostarem dos feeds de seus amigos não têm como cadastrar-se para receber atualizações diretamente do Orkut. Para isso, é necessário que o internauta vá até o respectivo site e procure a opção de cadastro no respectivo sistema. Entretanto, a vitrine virtual tão adorada pelos brasileiros agora tem mais um meio de divulgação de conteúdo. Enjoy!

    *Clique na guia “Dentro da Redação”, encontre o link do meu perfil no Orkut e entenda melhor a inovação do site de relacionamentos.

    *

    CD-PLAYER: LightsThe Editors – Um ar de Joy Division, com guitarras à la U2. É da mesma turma do Interpol, que por sua vez tem uma reencarnação de Ian Curtis nos vocais… e por aí vai. (Tenho que juntar essas notinhas de rodapé e redigir um texto decente sobre música.)

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  • leo bueno 23:18 em Monday, 4 June 2007 Link Permanente | Responder  

    Um tom de esperança* 

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    De tanto falarem sobre Babel, a sua história ficou previsível. Esse foi o sentimento que percebi enquanto finalmente o assistia no DVD, já que os cinemas daqui (mais uma vez) não colaboraram. Aliás, o estilo de Iñárritu, com sua narrativa não-linear e cruzamento de tramas internas, também era uma agradável previsão. Só que, depois de diversos prêmios e muito falatório, a verdade é que criei expectativas demais diante do filme.

    O diretor mexicano declarou que esse é o desfecho de sua “trilogia da morte”. Se em Amores Brutos (2000) os personagens saíam do prazer ao sofrimento e, em 21 Gramas (2003), as feridas permaneciam abertas, Babel sinaliza uma ascendência nesse gráfico. O declive de 2000 e o zero-a-zero de 2003 ganham cores de esperança em 2006, com pessoas que sinalizam um pré-interesse em curarem suas feridas – individual ou coletivamente. E é nessa trajetória ascendente que a trama esbarra em ares de dramalhão noveleiro, com contradições que mostram clichês da narrativa ao mesmo tempo em que esses chavões nos fazem refletir.

    O vai-e-volta da narrativa cruza as histórias de dois irmãos marroquinos que atiram acidentalmente num ônibus de turismo e atingem Susan (Cate Blanchett), esposa de Richard (Brad Pitt). Então o velho fatalismo do roteirista Guillermo Arriaga** mostra como é necessário o acontecimento de uma bela cagada para sacudir e posteriormente unir os personagens, mesmo sem laços explícitos. Já os outros núcleos da narrativa sentem as vibrações do caos no Marrocos: a jovem surda-muda Chieko (Rinko Kikuchi) extravasa suas dores ao seu modo, enquanto a empregada mexicana Amelia (Adriana Barraza) só percebe que ‘arrumou sarna para se coçar’ depois que o sobrinho Santiago (Gael García Bernál) apronta na fronteira. Todos sentem as consequências do estopim marroquino, como a tensão causada por uma gota caída na superfície d’água, e recomeçam suas vidas – exceto os coitados dos camponeses do Marrocos.

    No resumo, não é um filme genial como apontavam: soa como um meio termo entre a ação do primeiro com a introspecção do segundo. Entretanto, é uma peça obrigatória para quem conhece a filmografia de Iñárritu, pois encerra um argumento desenvolvido por ele ao longo das três tramas: como apenas a violência é capaz de chocar nossa zona de conforto e ressuscitar nossa condição humana.

    *Publicado na Folha Obara, editada e conduzida pelo camarada Gustavo Abdel.

    **O roteirista Guillermo Arriaga estará na Festa Literária Internacional de Paraty, falando sobre seu terceiro romance e sobre a repercussão dos seus trabalhos no cinema. Leia mais aqui.

    *

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    Bruna, te amo! - (3 x 365) + 90 = 1095 + 90 = 1185 dias ao teu lado.

    *

    CD-PLAYER: A versão inglesa de Era Vulgaris, o novíssimo do Queens Of The Stone Age. Além das aguardadas faixas normais do lançamento, há duas faixas bônus. Enquanto alguns se matam com arquivos corrompidos pelo Orkut, com baixa qualidade ou então com uma bandinha cover imitando os caras, um inglezinho soltou o disco de verdade no Soulseek.

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  • leo bueno 23:53 em Monday, 28 May 2007 Link Permanente | Responder  

    Censor romântico 

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    Falar sobre a obra e a influência daquele sujeito de Cachoeiro do Itapemiririm (ES) que insistem em chamar de “Rei” não é uma tarefa das melhores. Trata-se de algo que mexe com todas as estruturas bregalhonas possíveis e, pior, traz à tona paixões maternas aos montes. Seu começo na onda do ié-ié-ié o colocava no bando da inexpressão política e até mesmo do peleguismo aliado ao sistema, já que até hoje muita gente crê que a Jovem Guarda na televisão era a distração que o Estado armou para anestesiar uma parcela da juventude. Mas isso não interessa para aquelas que deliram com seu suposto romantismo, que vibram com seus hinos às gordinhas e/ou quarentonas e sua devoção religiosa – isso que nem falei daquela senhora da novela Páginas da Vida. A depressão após a morte de sua esposa, seu figurino marinheirinho em cruzeiros marítimos… Nada abala suas devotas.

    Já hoje, um ranço repressor parece mostrar de que lado o “Rei” sempre esteve, mas elas dizem que isso é algo que só paranóicos conseguem pensar. Ao ganhar uma ação na Justiça pela retirada das livrarias de sua biografia não-autorizada, o cantor ressucitou aquilo que castigou o país por muitos anos: a Censura. Sim o escritor e pesquisador Paulo César de Araújo não pediu permissão para falar sobre a vida de Roberto. Mas como o biografado (se é que essa palavra existe) é alguém com visibilidade na mídia, não é possível impedir que qualquer um pesquise sobre sua vida e lance um livro com todos esses dados. Aliás, foi contando com essa liberdade de expressão e acreditando que o cantor sentiria-se homenageado que Araújo publicou seu trabalho. Porém, em vez de qualquer tipo de reconhecimento – mesmo sem desejá-lo – teve seu trabalho confiscado e seu nome envolvido na Corte.

    Será que valeu a pena para algum deles? Se depender da Globo, é multa e clausura nas costas do escritor, enquanto o “Rei” estica as perninhas e joga rosas às velhotas.

    Update: Paulo César de Araújo foi recepcionado pelo Marcelo Tas no Bate-Papo UOL e comentou o caso. Leia mais aqui.

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    • renata 13:33 em Sexta-Feira, 1 Junho 2007 Link Permanente | Responder

      Penso que os Reis eleitos pelo nosso povo (RC e Pelé) padecem de um mesmo mal: mau-caratismo.

      Isso prova que não podemos ter um regime monárquico, rs.

      beijos, léo.

  • leo bueno 01:39 em Friday, 25 May 2007 Link Permanente | Responder  

    Batalhas, biritas e canções 

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    No front – Por necessidade ou falta de opção momentânea, os guerreiros seguem. Resguardados pelo escudo dos microcomputadores, posicionam as lanças de seus headsets e os dígitos de seus teclados para, ponto por ponto, palavra por palavra, extraírem resultados de cada um dos seus contatos telefônicos.

    Mas até quando as pressões das batalhas preservarão a sua sanidade mental e física? Até quando os procedimentos de Esparta entrarão em choque com as necessidades e idiossincrasias dos paulistanos? E até quando essa rotina de represa, condensando desejos e sentimentos ao máximo durante os combates, preservará os circuitos do soldado?

    A contenção da maré clientela é árdua.

    *

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    Só na cana - Com vozeirão e arranjos de música negra, o som de Amy Winehouse (acima) enganaria fácil os mais acostumados com CD-R’s, sem encartes ou maiores detalhes. Porém, a foto acima é a maior prova de que Amy é mais uma entusiasta do som Motown e até mesmo das batidas de hip-hop, só que dona de um estilo bem peculiar.

    Seu jeitão inovador vem das histórias de bêbada desbocada e rebelde que relata em suas canções, com a vantagem de que a vida pessoal não detona a qualidade da obra. Por mais que ela cancele alguns shows por estar chapada, ou que ela vomite no palco, tropece e quebre um dente nesse processo, tudo faz parte de seu rock’n'roll style adaptado ao seu som negro. E esse jeito de ser consolidou-se após sua fuga do jazz do primeiro álbum, Frank, quando ela embarcou de vez no som melancólico e até autodestrutivo das divas do jazz e do soul.

    Em Rehab, ela declara seu amor pela birita e escapa ligeira do AA e das clínicas. As outras letras falam de amores mal-correspondidos, decepções e (por que não?) mais álcool para anestesiar o processo. O resumo é uma produção com ares vintage, mas com respingos do modo Timbaland de produção – mesmo que ele nem tenha passado perto do set de Amy – e, na primeira audição, uma leve sensação de que aquela mocinha do Fugees inspirou a inglesa. Sorte que, de encarte na mão, as letras, fotos e repetições de suas músicas conseguem provar que a garota da Casa do Vinho é mais do que cópia.

    Em tempos de pimps e promiscuous girls, é uma beleza ouvir uma branquela ressuscitando sons negros antigos com uma temática bem própria. Prova que, mais do que contar vantagens, há quem queira contar como vê o mundo. E aí, quer ouví-la?

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  • leo bueno 16:18 em Sunday, 20 May 2007 Link Permanente | Responder  

    Concursos e crimes 

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    Concursando – Depois de tantos dias já passados entre alguns casos de clientela prepotente, semi-analfabeta e milhares que não entendem as dificuldades de uma central de telemarketing em lidar com seu maquinário, um raio de luz apareceu. Despontou de surpresa, continuando com a tranquilidade com que levo tudo desde as avaliações que prestei. Me levou para a segunda fase do concurso público para a Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Taubaté, quando as práticas serão cobradas.

    O atendimento com a Telefónica tapa os meus buracos e me livra da melancolia do desemprego. Entretanto, por maiores e desafiadoras que sejam as metas. propostas e neuroses de lá, voltei a pensar no meu diploma e nas possibilidades do ramo de trabalho que escolhi por vocação e paixão. Na terça-feira, rola o reconhecimento do território; no domingo, a prova prática às 14 horas. Se tudo correr bem, nem preciso dizer para qual caminho vou correr, né?

    *

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    Vida Loka – Comecei há pouco a leitura de Educação de um Bandido, a autobiografia de Edward Bunker. O sujeito é mais um caso de moleque sacana que, após ver sua família dissolver-se na onda de alcoolismo e desolação da Grande Depressão de 1929, passou por diversos reformatórios e culminou, ainda menor de idade, no cadeião de San Quentin. Só que, dentro da cadeia, ele devorava livros e arriscava seus escritos num ritmo alucinante. Assim alcançou sua redenção em 1975, com um romance aceito para publicação e muito bem recebido pela crítica e público. Esse é o mote do escritor de prosa gangsta, ídolo do Tarantino e especialista no descaso da sociedade para com os desajustados à ela.

    Ainda não dá para dizer muito sobre a vida de Bunker. Mas, de cara, trata-se de um livro que superou minhas expectativas iniciais. Ainda mais quando eu jurava que, de longe, era a capa de mais um dos livros do Bukowski! O legal foi ver como a prosa sem meias palavras do grande Eddie, que ao mesmo tempo é profunda e reflexiva, me cativou.

    Quando terminá-lo, falo sobre minhas impressões.

    *

    CD-PLAYER: The Boy With No Name, o mais novo e belíssimo lançamento dos caras do Travis. Como foi bom esses caras darem um tempo, para depois voltarem com essa beleza de bolachinha. Arrebenta com o melado do Coldplay, por mais que ambos sejam bons – embora, dentre a carreira da banda, The Man Who ainda seja o campeão. E nisso, depois de diversas audições, fui obrigado a concordar com a Emily!

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  • leo bueno 01:44 em Tuesday, 15 May 2007 Link Permanente | Responder  

    Tendo o novo, querendo o velho 

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    Quando adolescente, o som desse sujeito embalava minhas revoltas. Suas melodias chocavam tanto quanto seu visual, o que tornava o gosto pelo seu trabalho uma mistura de pose e de gosto musical – algo que todo adolescente adora. Depois da onda anticristo, do tumultuado show que vi em São Paulo, dos assassinatos em Columbine (que quase o chamaram de volta no caso Virginia Tech) e outras situações chocantes, envelhecemos. Enquanto ganhei quase um quarto de século, Manson atingiu os quarenta com disposição para exorcizar mais de seus demônios e, definitivamente, fazer música para sua satisfação pessoal.

    Eat Me, Drink Me é o sexto disco de sua carreira, fruto de um trabalho que salvou o rockstar do suicídio. Manson estava de coração partido – quem diria! – e vontade de morrer após o fim de seu casamento com Dita Von Teese. Para completar, a mal-resolvida rixa com o baixista Jeordie White (ex-Twiggy Ramirez) espalhava boatos de que os dois músicos brigavam avidamente por grana. Esse contexto quase sabotou sua carreira musical e também cinematográfica, pois Phantasmagoria, sua versão sombria da vida de Lewis Carrol, por pouco não ficou só no papel. Entretanto, depois de arrumações em sua banda e nos estúdios, as coisas voltaram aos prumos – para alívio dos fãs e também dos investidores.

    A idade trouxe Manson para as estruturas mais convencionais de música, mas também tirou um pouco de sua graça. Ele ensaiou um quase-retorno à sonoridade glam de Mechanical Animals (1998), passeando pelo rock dos anos 80. Porém, as estruturas um tanto simplórias das canções chegam a soar quadradas quando comparadas aos trabalhos anteriores – o que eleva ainda mais a reputação do “disco cinza” dele. A épica If I Was Your Vampire abre os trabalhos e apresenta os velhos sons incidentais, mas também os vocais excessivamente modulados, algo que sempre fez parte de seus discos mas nunca encheu tanto o saco como em Eat Me, Drink Me. O flerte de Manson com o som gótico dos 80’s mistura-se com as guitarras à la Strokes de Heart-Shaped Glasses e, por alguns instantes, ri ao imaginar o Nick Valensi ou o Albert Hammond Jr. maquiados. No mais, as outras músicas não apresentam o magnetismo das supracitadas e, assim, percebe-se o porquê da escolha delas como os primeiros singles do disco: um gancho para os propensos compradores, na tentativa de tornar mais atrativo o trabalhinho de produção de Tim Skold.

    Talvez esse texto tenha sido curto demais, sem aquelas análises faixa-à-faixa, etc. Mas a verdade é que, depois de cativar meus ouvidos com sua revolta, Manson ficou um pouco chato quando resolveu amadurecer. Sim, a integridade artística é belíssima; basta conferir as letras e suas respectivas traduções. Pena que, depois de tentar comê-lo, bebê-lo ou ouví-lo com a nova fórmula, senti saudades dos meus teen times.

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    • renata 19:15 em Quarta-feira, 16 Maio 2007 Link Permanente | Responder

      A maturidade costuma trazer um ranço que a gente estranha, principalmente quando nos acostumamos e gostamos daquele ser adolescente/problemático.
      boa crítica, pra variar ;-)

  • leo bueno 23:40 em Sunday, 13 May 2007 Link Permanente | Responder  

    Habemus Papa (Retorno) 

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    São tantas coisas para perguntar, tantos assuntos para trazer à tona por aqui que a cabeça dói. São discos novos e suposições de uns, edições interioranas da Virada Cultural e tantos outros papos que, somados à correria de todo dia, me comem o tempo. Mas fiquem tranquilos, pois não abandonei esse recanto.

    Apesar de tudo, uma boa perguntinha: será que só eu não me empolgo com a passagem do Papa aqui por perto?

    *

    CD-PLAYER: Heart-Shaped Glasses (When The Heart Guides The Hand)Marilyn Manson, no novo disco Eat Me, Drink Me.

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    • Samantha Abreu 18:40 em Segunda-feira, 14 Maio 2007 Link Permanente | Responder

      minha empolgação é tamanha…
      aff!
      vc nem imagina…
      desliguei a tv por tempo indeterminado.
      rsrsrs

      beijos

    • e. m. 20:47 em Segunda-feira, 14 Maio 2007 Link Permanente | Responder

      o papa é muito chique. prada, gucci, etc etc. ocimar versolato e alexandre herchcovitch terão oportunidades. veja bem, é muito curioso que o alemão tenha encontrado na agenda tempo pra fazer santo homem que fez umas proezas aí em ano de acontecimentos aqui na terrinha.

      pois é, pan 2007, católicos em deserção, violência en vogue, aborto na pauta, enfim, né, será que em 2014 ele volta?

    • renata 19:16 em Quarta-feira, 16 Maio 2007 Link Permanente | Responder

      Se ele tivesse passado na rua da minha casa, nao teria me dado ao trabalho de olhar pela janela.
      responde a sua pergunta?

  • leo bueno 01:33 em Monday, 7 May 2007 Link Permanente | Responder  

    O rolo, a notícia e o espectador 

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    Enquanto Mano Brown mandava ver, um grupo de pixadores subiu até a varanda de um prédio na Praça da Sé, apoiando-se numa banca de jornais próxima. Os jovens deixavam suas marcas e, diante do fato, a Polícia entrou em ação. Todavia, segundo a Secretaria de Segurança Pública, os policiais foram atacados pela platéia após tentarem coibir as invasões e pixações do bando. Com isso, deu-se o que todos vimos e alguns presenciaram.

    Porém, a TV nada falou sobre as verdadeiras razões do conflito, descritas acima. O show de um grupo de rappers negros da periferia paulista virou teatro nos olhos arregalados de Glória Maria e Zeca Camargo, que exploraram o fato como um “lamentável clichê envolvendo o grupo”. Mais um show com final violento e ocorrências diversas, pensaram. Em seguida, falaram sobre como a classe artística repudiou a violência no Centro de São Paulo e sobre a mancha no belíssimo histórico da Virada Cultural paulista.

    Para piorar a situação, inseriram uma ex-garota de rua no grupo de jovens repórteres do programa e lhe deram um microfone com a marca global. Filmaram-na barrada no acesso à área vip, impedida de ver seu ídolo, o rapper Mano Brown, pois “o músico não fala com grandes veículos de comunicação”. Em seguida, as entrelinhas da matéria apontavam as velhas acusações de que Brown e seu grupo incitam ações contra a Polícia e os poderes. O vocalista dizia: “Sei que vocês têm revolta, eu também tenho. Só que agora o lance é agir com inteligência”. Porém, depois de ver a fantástica cobertura, os telespectadores têm uma idéia bem diferente do que a daqueles que estavam lá, tomando lacrimogênio na cara.

    Detalhe - A omissão ou ênfase de alguns dados caracteriza a manipulação da verdade. Sem defesas ou filtros para este ou aquele lado, a missão jornalística – da bela teoria – é de trazer a informação ao público. Porém, muitas das notícias ganham curvas sinuosas que, em outras épocas mais vermelhas, eu adorava apelidá-las. Mas hoje, o ato de dar os nomes aos bois fica ao seu critério.

    *

    CD-PLAYER: Hoje, Amanhã e DepoisNação Zumbi, que tocou antes dos Racionais MC’s na Praça da Sé.

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    • Samantha Abreu 21:41 em Quarta-feira, 9 Maio 2007 Link Permanente | Responder

      Léo…
      pensamos tão parecido.
      Adoro tuas críticas, porque relatam um pouco (às vezes, muito) do que penso.
      Somos um bando de vendidos, e a Globo faz a imagem que quiser, do que quiser, certo?!

      “eu vejo na TV o que eles falam sobre os jovens, não é sério. Não é sério…”

    • renata 16:56 em Quinta-feira, 10 Maio 2007 Link Permanente | Responder

      Parabéns, vc disse tudo e mais um pouco. A pré-disposição jornalística é repugnante.
      Bj

    • Marcio Pimenta 02:50 em Sexta-Feira, 11 Maio 2007 Link Permanente | Responder

      Muito bacana sua observação. A escolha da imagem foi perfeita. Que foto!

  • leo bueno 00:34 em Thursday, 3 May 2007 Link Permanente | Responder  

    Tapa na cara, esporro no headphone 

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    Chapuletada - Até parece que a “turma pedagoga” (como são ironicamente chamados os defensores da educação em vez de mortes e repressões contra jovens criminosos) soltou uma água no meu bolso. Se fose combinado, meu aparte contra a redução da maioridade penal não seria tão natural.

    O assunto rondou a minha semana. Esses dias, a Veja com o João Hélio na capa esteve pela minha estante, mas o interesse era uma micro-resenha perdida do Back To Black, da Amy Winehouse. Depois, vejo essa notícia no site da Folha de São Paulo e gargalho: será que ainda crêem que o sistema prisional, com menores ou maiores, dá algum resultado?

    Todos aguardam respostas da Câmara dos Deputados. Se pressionarem assim como fizeram no caso da (tentativa de) aumento dos salários dele, quem sabe surge uma entrevista coletiva sobre o caso? Por enquanto, o que há de gente endeusando esse paliativo não é brincadeira.

    *

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    Esporrentos – Zack De La Rocha (esquerda, ao lado de Tom Morello) é um cara sábio. Deu sete anos para seus três amigos brincarem de rock melodioso e provarem de alguns egos inflados do mundo pop. Continuou com seu ativismo político e suas aparições sorrateiras em premiações e gravações de outras bandas, como quem não quer nada. Tempos depois, a boataria em torno de seus rumos artísticos surgiu forte, aproveitando-se da saudade dos fãs do bom e velho Rage Against The Machine. Alguns supunham até que Zack planejava um retorno do RATM sem seus velhos comparsas, incluindo até mesmo o nome de Jon Theodore (ex-The Mars Volta) entre os selecionados. Só que as coisas foram ainda melhores.

    Além de socarem as paredes por conta do recesso do Los Hermanos, muitos brasileiros estão à beira do suicídio por não terem ido até Indio, no deserto da Califórnia, para verem Zack retomar o seu posto. Mas todos fazem boas piadas em torno das brigas que racharam o Audioslave, ah, se fazem!

    Agora, só falta o novo disco pintar pela praça. Por isso, nem precisa perguntar o que rola nos meus ouvidos (além dos famosos lamentos da clientela lá do trabalho).

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    • Ana 09:00 em Quinta-feira, 3 Maio 2007 Link Permanente | Responder

      Você conhece uma crônica de Veríssimo (o Luis Fernando), que narra a história dos moradores de um condomínio que se cercam tanto de grades para manter a segurança que, no final das contas, são proibidos de sair de casa? O lugar vira uma prisão e as tentativas de fuga são freqüentes.

      Somos mesmo o país das soluções fáceis. Grades. Muros. Redução da Maioridade Penal. Porte de arma ilegal (deixou de ser inafiançável, você viu?). Alguém aí falou em mexer nas estruturas? Bate na madeira, toc-toc-toc!

      Enquanto isso, Champinha foi recapturado. Acabo de ouvir na rádio que estão investigando o envolvimento dele em um assassinato, que aconteceu durante o período em que ele estava foragido.

      Abraços, Ana

    • paulo piazera 10:51 em Quinta-feira, 3 Maio 2007 Link Permanente | Responder

      O Rage provou do ego daquele cara do Soundgarden é? Achei graça, deve ser perverso esse negócio de ego no show business.

      Agora sobre a redução da maioridade penal, já não consiguo mais passar por todos os tramites do assunto.
      Simplesmente O Horror. De Joseph Conrad, O Horror.
      Esse casal aí, esse assassino. Sabe, moro no interior, onde lentamenta a violência dos grandes centros se instala, então qualquer idéia de futuro passa pelo recrudecimento da segurança. Sempre imaginando O Horror, tão natural à sociedade.

    • Samantha Abreu 19:44 em Sexta-Feira, 4 Maio 2007 Link Permanente | Responder

      Léo…
      esse assunto rende horas de discussão…

      mas o que me irrita mais é um pensamento imediatista, como se dissessem:
      “Vamos prender essa molecada, e deixa pra lá!”

      enquanto isso, na sala da injustiça… milhões de outros estão se graduando… e daqui a pouco serão os próximos amontoados em celas…

      uma hora dessa a coisa explode feio, de novo!

  • leo bueno 11:06 em Monday, 30 April 2007 Link Permanente | Responder  

    Férias e descobertas 

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    1970. Efervescência político-cultural, repressão dos militares e a Copa do Mundo. No nosso recanto terceiro-mundista, o primeiro era bode expiatório dos segundos, que tentavam disfarçar as merdas que faziam com o desempenho do escrete canarinho no México. Para os pais de Mauro (Michel Joelsas), tudo foi obrigado a mudar graças à repressão militar. Porém, o garoto foi preservado, com seu futebol de botões e a ânsia pelos jogos do Brasil na Copa. Só que, contra a sua vontade, seus pais tiveram que deixá-lo por um período na casa do avô (Paulo Autran) no Bom Retiro, em São Paulo, enquanto escapavam da repressão.

    A partida dos pais o fez o “goleiro”, ou seja, aquele que observa o jogo de longe e, sozinho na grande área, espera pelo pior. E afase ruim veio em sequência. Seu avô morreu após a notícia da vinda do neto sob esse contexto. Com isso, o garoto passa vários dias sob os cuidados quase displiscentes do polonês Shlomo (Germano Haiut), judeu ranzinza e solitário que só resolve cuidar do garoto de fato após as recomendações do rabino, que acha que há uma razão divina para Mauro chegar até a casa dele. Só que Mauro é uma criança como qualquer outra, que faz amizades pelo prédio e delira com as jogadas de Pelé e Tostão pela TV. Isso faz com que a adaptação entre os dois seja a parte engraçada da história.

    Mas Shlomo precisa saber quem são e onde estão os pais do moleque, pois “essas férias estão demorando muito”. É nesse momento que Ítalo (Caio Blat), universitário engajado cuja descendência italiana aparece até no nome, traz notícias ao velho de que os pais de Mauro estão na luta armada. Foi o que bastou para que os militares espiões arrastassem Shlomo e obrigassem Ítalo a também sair de férias. Só que Mauro, em toda a sua inocência, não entendia o porquê de todos sumirem do mapa e Shlomo ter sido levado pela Polícia, mesmo após ver de perto uma investida da Cavalaria na universidade em que Ítalo estudava e o ferimento que lhe causaram na cabeça.

    É essa, amigo(a) leitor(a), a poesia do longa. Mauro descobriu um novo mundo, ainda que com todos os conceitos pela metade. Seu baile ao som de Roberto Carlos foi interrompido pelo ruído da Cavalaria e o tricampeonato mundial da Seleção não tinha o mesmo valor depois do retorno de sua mãe ferida. Haviam fatos dolorosos, mas ninguém teve coragem de desmontar suas fantasias. Com isso, sua inocência permanece doída, com uma pureza que rasga as emoções de quem o ouve. Pois ele tinha apenas doze anos, e só mais tarde ele saberia o porquê do maior de todos os atrasos de seu pai.

    P.S.: Some ao Cabra-Cega, de Toni Venturi, como mais um excelente retrato do período da Ditadura Militar brasileira. E, por favor, ignore Olga.

    *

    CD-PLAYER: And All That Could Have Been, o disco ao vivo do Nine Inch Nails.

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  • leo bueno 01:13 em Friday, 27 April 2007 Link Permanente | Responder  

    Como se realmente trabalhassem 

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    Vivemos em um país que insiste nos seus paliativos. Sem coragem para encarar de frente seus problemas, esse punhado de terra nunca toma jeito e se transforma numa Nação de fato.

    Nem convém discutir sobre os velhos temas que surgiram após a morte do garoto João Hélio. Os corvos do Jornalismo já os exploraram e até mesmo as ONG’s já tiraram as suas lascas dos fatos, com suas passeatas e reclames na mídia. Providências? Ninguém as toma. Portanto, não será um site da web (mais um) que irá mexer com a consciência de gente que nem sequer a utiliza; não é por aí.

    O que temos hoje? Punições mais severas para os mini-bandidos aprovadíssimas pela turma de Brasília (veja aqui). Enquanto os bolsões de miséria continuarão como principais fornecedores de mão-de-obra para o tráfico e o crime organizado, bem como os presídios continuarão com seus papéis ‘educativos’, eles pensam no pós-merda. Já a terra, bem, essa vai acolher os menos sortudos dentro de si, como sempre, e transformá-los num outro tipo de merda.

    E depois dizem que, depois das eleições, há uma nova era em Brasília. Até agora, nem o músico, nem o costureiro e muito menos os velhos figurões fizeram nada.

    *

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    CD-PLAYER: O que vazou do mais novo – e doidíssimo – trabalho da islandesa Björk. Trata-se de Volta, uma reunião de dez delírios eletrônicos inéditos da esquimó, após sua difícil exploração das vozes como únicos instrumentos nos arranjos de Medúlla.

    Pela capa e pelo trabalho gráfico, percebe-se que a islandesa está bem diferente do que de costume – se é que há algum costume em seu estilo. Já nas músicas, há algumas brincadeiras dissonantes com buzinas (!) muito curiosas. Ouça e comprove.

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    • diego 23:27 em Sexta-Feira, 27 Abril 2007 Link Permanente | Responder

      porra veio tu escreve mair bem parece ate que fez facu dejornalismo…..ahahahaha
      zuando e como vc acha tempo e paciencia para escrever nessa vida de atento..
      abração e continue nos presenteando com seus textos..
      abração….

    • Samantha Abreu 15:23 em Sábado, 28 Abril 2007 Link Permanente | Responder

      Nossa Léo. Adorei os comentários. Curtos e diretos!

      penso exatamente igual.
      agora vamos lá, todos nós, continuar jogando pra dentro das grades amontoadas de gente, mais uns adolescentes fruto de nosso relapso e pouco caso. (“Nós” mesmo! a culpa é de todo mundo!)

      assim ficaremos felizes quando virmos nossos aprendizes de banidos, saírem da cadeia formados com com louvor em marginalidade.

      pra quê a arrancar a erva daninha desde a raíz, se dá menos trabalho podar as pontas? não é?!

      Beijo.

  • leo bueno 00:14 em Monday, 23 April 2007 Link Permanente | Responder  

    Meia-idade antecipada 

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    No primeiro instante, a falta de opções no cinema parecia castigar o fim da semana. A situação era ainda mais desesperadora por percebermos que a filial da rede de cinemas daqui nunca colabora com quem gosta da arte. Foi então que, um tanto receoso, concordei com a minha gata e resolvemos assistir Um Beijo a Mais, do Tony Goldwyn. Parecia ser mais uma comédia romântica cheia de superficialidades, bobeiras e uns lances “bonitinhos”, mas ocos. Só que me enganei redondamente.

    Zach Braff caiu perfeitamente bem no papel de Michael, um arquiteto que está de casamento marcado com Jenna (Jacinda Barret), sua namorada de longa data que está grávida. As responsabilidades batem forte em sua porta o perturbam. Sem saber se está realmente pronto para ficar o resto da vida ao lado de Jenna e formar uma família de fato, ele cede às tentações de Kim (Rachel Bilson), uma universitária doida por homens mais velhos. Aí, como todo crime não é perfeito, Jenna descobre a traição e a casa de Michael cai de vez.

    Paralelamente à crise de Michael, os mundos de seus amigos de infância e também de seus sogros passam por intensas modificações. Por instantes, ele teme que sua vida seja igual à de Chris (Casey Affleck), que perdeu os momentos de intimidade com a mulher e ouve xingamentos dela desde que seu filho nasceu. Outrora, ele desejava ser como Kenny (Eric Christian Olsen), barman e galanteador, mas o rapaz não se reconhece desde que percebeu que não consegue mais tirar uma garota da cabeça. Já Izzy (Michael Weston) seria seu estilo caso terminasse com Jenna, pois o cara fica doido após terminar com a namorada e, sem grana para sair da casa dos pais, assume-se como “andarilho vagabundo” e aluga um motorhome para cair na estrada ao lado de Kenny. Isso sem falar no turbilhão enfrentado pelo sogro de Michael, Stephen (Tom Wilkinson), ao descobrir que sua esposa Anna (Blythe Danner) o traiu por um bom tempo. Seriam seus sogros o retrato da maturidade após 30 anos juntos?

    Tudo parece triste, cheio de tragédias, mas não é. Os desfechos não são tão felizes, mas são interessantes por serem muito próximos da realidade. Com isso, o longa se mostra um interessante retrato das possíveis fases enfrentadas por todos nós em nossos relacionamentos entre amigos, amores e família, inspirada livremente no longa italiano L’Ultimo Baccio, de Gabriele Muccino. Com roteiro do premiado Paul Haggis (de Crash – No Limite), é uma refilmagem americanizada, com Coldplay e Snow Patrol na trilha sonora e um ritmo mais rápido do que o original europeu. Com olhos críticos, percebe-se que há uma profundidade maior no filme italiano, mas ainda assim os americanos não perdem tanto em qualidade graças ao jeitão indeciso e hilário de Zach Braff e à força do casal Tom Wilkinson e Blythe Danner.

    Com atenção aos detalhes, você muda de idéia ao ver Um Beijo a Mais. Não é um primor cinematográfico, muito menos uma cópia equiparada ao original. Mas também não é uma diversão para rir à toa e não levar nenhuma mensagem para casa.

    *

    CD-PLAYER: Baby 81, o novo disco do Black Rebel Motorcycle Club.

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    • renata r 17:15 em Segunda-feira, 23 Abril 2007 Link Permanente | Responder

      Eu assisti ao filme (americano) e, chegando em casa, revi o italiano (que tenho na minha dvdteca). Diferenças sutis resultam num resultado muito inferior ao original. Mas a temática é ótima, os conflitos são reais, e por isso ambos valem muito a pena.

      Só pra citar uma das mudanças dos dois roteiros, falemos do fim. O italiano é muito mais cruel e real! Quem é atingido por uma infidelidade e “perdoa” leva consigo a vontade de dar o troco. Isso é humano, demasiado, rs.
      Beijos

    • Edson Junior Lain 08:58 em Quarta-feira, 25 Abril 2007 Link Permanente | Responder

      Obrigado pela dica. Fim de semana passada peguei a trilogia do The Godfather. Na falta dum bom moderninho, recorramos aos clássicos.

      Abraço.

    • Samantha Abreu 22:01 em Quinta-feira, 26 Abril 2007 Link Permanente | Responder

      olha!
      tô precisando tanto de um desses.

      pipoca e uma viagem por outras realidades.

      beijos, Léo!

  • leo bueno 01:07 em Friday, 20 April 2007 Link Permanente | Responder  

    Repetition 

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    Mais um americano. Mais um atirador. Mais uma instituição de ensino e mais algumas dezenas de mortos. Isso lhe lembra algo?

    Dessa vez, a mídia vai pôr a culpa num cantor, num escritor ou num ator de cinema ou TV? Façam suas apostas.

    Nos quadrinhos, o humor sarcástico de André Dahmer.

    *

    CD-PLAYER: A percepção de como muito dos Los Hermanos vem do estilo do produtor Kassin. O disco do segundo, Futurismo, é uma prova disso.

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    • Samantha Abreu 20:53 em Sexta-Feira, 20 Abril 2007 Link Permanente | Responder

      espero que não seja em algum escritor, porque daqui a pouco voltaremos a queimar milhares de páginas em praça pública!
      Meu Deus!

      poderiam culpar a si mesmos, e aí sim seria legal queimá-los!
      ahahahahaa

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